Às vezes é complicado. Corrijo, às vezes é impossível não comparar o presente com o passado, não recordar todas as coisas que preencheram a nossa vida durante tanto tempo. É preciso um nível de abstracção de dimensão muitíssimo elevado para conseguirmos destrinçar completamente o passado do futuro e do presente. Porque, na verdade, estas três entidades influenciam-se e comungam-se mutuamente. Por vezes, dou por mim a recordar momentos que passaram, vivências que tive. Dou por mim a reviver cada palavra, cada gesto, cada imagem que guardo na minha mente. E reconstruo os momentos, outrora perfeitos, que hoje em dia não são nada senão quimeras, sentimentos enjaulados, amores perdidos por circunstâncias da vida... Inconscientemente, vou recordando cada momento, refazendo a história, convertendo o passado numa memória presente, e olho para cada canto e consigo sentir perfeitamente a emoção que senti naquele determinado momento. Às vezes ainda penso que isto é mentira. Que a qualquer momento tudo vai voltar como por magia, e que este presente, que ainda me é alheio, vai deixar de existir. Ainda é estranho, sabes? Ainda é muito estranho. Não consigo simplesmente passar uma borracha em tudo. A intensidade não o permite, nem tão pouco as memórias. Até o vento me traz o que eu quero esquecer. Talvez esteja mesmo destinado assim. Mas a verdade? A verdade é que eu acredito na história do Noah e da Allie. E isso diz tudo.
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
The one and only
Existem variadas pessoas por quem já nutrimos sentimentos amorosos. Uns mais fortes, outros mais fracos, uns que duram mais, outros que duram menos, mas todos nós já gostámos de várias pessoas, já nos apaixonámos por elas e nos desapaixonámos também. Começamos por conhecer alguém que, aos poucos, se vai tornando especial; vamo-nos identificando com ela, sentimo-nos bem a seu lado, começamos a experimentar novas emoções e cada vez ansiamos mais pela sua presença. Por poder olhá-la, beijá-la e senti-la. É um processo que tanto pode ser rápido como longo, que tanto pode durar uma semana, um mês, um ano ou uma vida. Tudo depende da forma como nos entregamos e da forma como a outra pessoa está disposta a entregar-se. Vivemos bons momentos a seu lado, alguns deles inesquecíveis. Contudo, mais cedo ou mais tarde, na maioria das vezes tudo acaba por ter um fim. As acções passam a memórias e os sentimentos são "arrumados" numa parte obscura de nós. Progressivamente vão sendo postos de lado, esquecidos, arrecadados num local onde já não nos lembramos de ir remexer. Porém, há sempre aquela pessoa com quem isto não acontece. Eu acredito que cada um de nós tem na sua vida uma pessoa que nos marcou de forma extraordinária. Provavelmente, ao longo dos anos, essa pessoa vai mudando, isto é, há dois anos a pessoa que mais me tinha marcado não é a mesma pessoa que mais me marca agora mas, mesmo assim, e ainda que essa pessoa não seja imutável, temos uma entidade que consegue despoletar em nós aquilo que mais nenhuma consegue. Todos temos aquela pessoa que basta dizer uma palavra para que todos os sentimentos encafuados num baú venham ao de cima, que com um sorriso nos traz mil memórias, com um gesto nos arrepia. Aquela pessoa de quem não conseguimos evitar ter ciúmes, mesmo que não tenhamos razões (nem direito!) para tal. A mesma pessoa que consegue mudar o nosso humor do melhor para o pior em menos de um segundo. A pessoa que nos marca. Que nos marca verdadeiramente. Essa pessoa existe em cada um de nós. E por vezes? Por vezes é difícil viver sem ela...
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Retrospectiva
Hoje senti uma nostalgia profunda ao lembrar-me de tudo. Gostava de estar a iniciar agora o 12º ano que, para mim, foi o melhor ano de todo o meu percurso escolar. É um ano marcante, um ano de escolhas, de metas e objectivos, um ano de "tudo ou nada", mas sobretudo um ano de despedida. No final deste ano vimo-nos obrigados a cortar as raízes e a ganhar asas e este facto pode ser simultaneamente bom como também assustador. O balanço deste ano foi muito positivo, foi um ano em que tive notas excelentes, no qual tive uma vida emocional bastante estável, vivi um grande amor, fiz amigos fantásticos, estabeleci uma relação com os professores extraordinária, ganhei liberdade, espírito de descoberta, e cresci. Sim, este ano cresci verdadeiramente. Sinto que me tornei mais mulher, mais madura, que pus de lado certas "miudices" que ainda estavam muito presentes no 11º ano. Tive oportunidade de conhecer algumas pessoas novas visto que as turmas se fundiram devido às opções, mas consegui além disso reforçar as amizades já trazidas de anos anteriores. Vai custar-me muito (e já custa!) olhar para o lado e não ver a M. e a C., os outros também, claro, mas estas duas pessoas que fizeram parte da minha vida escolar todos os dias vão deixar de estar lá. Com quem irei eu trocar os sorrisos cúmplices durante a aula? E para quem vou olhar sem ter de dizer uma palavra, sabendo que essa pessoa sabe exactamente o que penso? Há certas coisas que me assustam, de verdade. Sou pouco receptiva a mudanças e tenho um medo enorme de fracassar, a todos os níveis: seja uma inadaptação às novas disciplinas (que agora se chamam cadeiras, right?) ou mesmo uma dificuldade em lidar com os novos colegas. A vida está cheia de mudança e esta é a primeira grande mudança que tenho de viver. O que tem de ser tem muita força, mas ainda não consigo olhar para as fotos do baile de finalistas sem que uma saudade enorme me preencha o espírito, porque eu sei que aqueles momentos jamais se irão repetir com aquelas pessoas. Resta-me guardar as memórias e usá-las como força e inspiração. E esperar que as verdadeiras amizades superem a distância e o afastamento que esta nova fase trará. Vamos a isso. Modo faculdade: ON!
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Fear
O medo é inerente à vida, aliás, quem nada teme é porque nada ama. Por isso, o ser humano vê-se obrigado a lidar diariamente com situações que o assustam, que mexem com ele, que o chegam a apavorar. As nossas opções face a esses receios que preenchem indubitavelmente o nosso dia a dia são poucas: enfrentar ou desistir. Por vezes, decidimos enfrentar os nossos fantasmas com forças que nós próprios não temos, mas fazêmo-lo porque vale a pena, porque é melhor arriscar e perder tudo do que não arriscar e ficar com pequenos nadas. No entanto, há situações nas quais nos resguardamos, preferimos não dar tudo de nós, ficar com menos em prol de um bem-estar que, apesar de não ser pleno, nos permite viver com serenidade. Há sempre o terceiro lado, o "porquê" de arriscar ou de desistir. Aí, as variantes são outras, aí entra não só a nossa força de espírito, como também a avaliação prévia da situação, porque verdade seja dita, que muitos dos riscos que corremos são inglórios e só os corremos porque somos seres humanos, e como seres humanos que somos, tomamos decisões estúpidas. Já dizia o nosso grande Bob "Dificil não é lutar por aquilo que se quer, é sim desistir daquilo que se mais ama. Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, mas sim por não ter mais condições de sofrer". De facto, chegamos a um limite tão esgotante que as nossas forças parecem não chegar nem para respirar, e desistimos. Não que não houvesse fúria dentro de nós capaz de continuar a alimentar uma esperança mal calibrada, mas porque, humanamente, a nossa condição de sofrer atingiu o auge.
O medo é saudável, o querer lutar ou desistir é saudável, apenas me interrogo a mim mesma, depois de lágrimas vertidas e desesperos ardentes "será que algum dia eu vou conseguir desistir?".
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Vida
É fácil dizer que se vive como se não houvesse amanhã, mas na verdade duvido que alguém o faça. Porque é precisamente o "amanhã" que nos impede de fazer certas coisas, que nos trava nas nossas decisões e nos intersecta a espontaneidade e a vontade momentânea. São as consequências dos nossos actos que nos fazem pensar duas vezes se devemos realmente tomar determinada atitude ou decisão. Às vezes penso nestas coisas, assim num tom mais filosófico, e a verdade é que se não houvesse amanhã e este fosse o meu último dia de vida eu não estaria aqui a escrever este texto. Estaria a pôr em prática o que aqui debito. Penso que é esta qualidade efémera e esgotável da vida que a torna tão bela, tão inesperada, tão mágica. Se pensarmos bem acerca do assunto, deixamos muita coisa por fazer por não sabermos o dia em que morremos, e diga-se de passagem que, se o soubéssemos, seria uma perfeita tortura! Às vezes quando estou a iniciar uma discussão com a minha avó penso imensas vezes "ela já tem a idade que tem, vou aborrecer-me com ela por pequenos "nadas" quando um dia deixo de a ter?" e imediatamente ponho a discussão de lado e lhe sorrio como fazia em criança, com aquele sorriso que ela tanto gosta. As discussões, as lágrimas, a tristeza, o choro, a mágoa e a melancolia são sentimentos abomináveis e, certamente, todos nós desejaríamos apagá-los o mais depressa possível quando eles se instalam no nosso coração, no entanto também eles fazem parte da vida, o que é uma parte bastante má da mesma. Tenho pena que desperdicemos tempo com perfeitas porcarias que nada adiantam, mas eu própria também dispenso segundos, minutos, horas, dias e semanas com coisas que não têm razão de ser. Enfim, se eu morresse amanhã, hoje teria muita coisa para fazer...
domingo, 22 de julho de 2012
O passado é... presente
Fotografias, textos, dedicatórias, mensagens, registos, cartas... Tudo. São arquivos históricos, nem que seja somente para nós, mas são-no. Coisas que nos ligam a uma pessoa que já fomos e que certamente continuamos, de certa forma, a ser. Hoje dei por mim a rever várias fotos que tinha aqui pelo computador... Alguns print screens, documentos recebidos, textos guardados. Enfim. Em suma, pequenos tesouros que me permitem recordar de forma mais concreta pedaços de passado perdidos na história de uma vida. Senti uma nostalgia enorme ao ver tudo aquilo; ao sentir por vezes saudade, outras tantas tristeza, e em algumas até, uma felicidade que me levou a esboçar um sorriso. No fundo, todos aqueles pequenos arquivos são a minha história, fragmentos que ilustram a forma como vivi e as pessoas que constituíram a minha vida. Por vezes gosto de recordar estas coisas, não obstante de sentir uma melancolia intransitável, sinto também alegria. Percebo que passei pela plenitude de todos os sentimentos: amores inebriantes e ódios indomináveis. Percebo, acima de tudo, que a pessoa que sou hoje é fruto do meu passado, das pessoas que lá ficaram e daquelas que chegaram a este presente efémero que vivo. Sou feliz pelo que tive e realizada com o que tenho. E quanto aos pedaços vazios? Quem não os tem...?
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Adorava ser fútil
Adorava que a minha preocupação do momento fosse que pus uma nódoa na camisola. Adorava ficar triste porque já não há o número das calças que tanto queria. Adorava que o meu mundo ruísse porque o rapaz de quem eu gosto ainda não me ligou. Adorava endoidecer com os Saldos. Adorava chorar porque o meu batom preferido se estragou ou porque a minha base de eleição se esgotou. Adorava que o meu maior desejo fosse passar o dias nas compras, comer um iogurte integral a meio da tarde, ir ao cinema, estar com aquele rapaz super perfeito que todas as raparigas gostavam de ter, jantar num restaurante très chique e, por fim, dormir naqueles hotéis de 6 estrelas. Adorava que o meu sonho de vida fosse fazer pouco, casar com um rapaz podre de rico e ter uma longa vida fútil. Juro que adorava. Mas o que adorava mesmo... Era não estar nesta ânsia porque nem consigo ir ver as notas dos exames. Adorava não estar numa pilha de nervos com as candidaturas à faculdade. Adorava que o meu sonho de vida não fosse que o meu nome constasse na história e não fosse esquecido. Adorava ser só uma rapariga simples que quer tirar a sua positiva, ir para um curso qualquer e depois logo se vê. Adorava não sonhar tão alto. Adorava querer ser apenas mais um ser humano que vagueia na Terra. O pior? O pior é que não quero.
sábado, 7 de julho de 2012
Eu já não sei se sei o que é sentir
E digo-o em consciência. Não sei. Fico confusa com o que leio, com o que penso, com o que sonho, com o que os meus dedos vão escrevendo desenfreadamente quase sem me deixarem pensar. Às vezes penso em tudo, como uma retrospectiva. Desde há alguns anos para cá, até agora. Já cometi tantos erros, tantos, tantos... Eu que acho sempre que sei tudo, e talvez seja esse um dos meus piores defeitos, que tomo sempre as decisões em consciência, que sou uma pessoa ponderada e racional. Que oiço o coração, mas que insisto em aprisioná-lo e a dar lugar ao cérebro, acho que cometi erros demais. Erros irremediáveis que hoje não passam de manchas numa história que ficou por escrever. Penso se não teria sido melhor esquecer as outras pessoas, esquecer as adversidades, esquecer toda a racionalidade e seguir o que sentia, lutar contra o mundo, se fosse preciso, entregar o corpo, a alma e as entranhas. Mas eu sou assim, cobarde, medrosa, calculista, sensível, e depois fico-me pelo meio termo, pelo inacabado, pelo que podia ter sido e não chegou a ser. Acabo as histórias, muitas vezes, nos meus sonhos. Sonhos lindos, perfeitos, sonhos como eu idealizava a minha vida daqui a uns anos. Mas ao mesmo tempo... Sonhos tão irreais, que quando me apercebo que o são descarregam uma mágoa e um desgosto tão profundo que me limito a abanar a cabeça e a seguir com a minha vida. É confuso, tudo. Talvez eu própria seja confusa. A verdade é que já não sei. Já não sei nada.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Lets move on!
Por vezes mergulhamos numa mágoa atroz. Criamos uma ferida que não macha a pele de sangue, mas todo o corpo de lágrimas. Uma ferida que não se vê, mas se sente. Um fogo que cresce exponencialmente sem o conseguirmos controlar. Um ardor fervoroso que nos faz desejar esmorecer e assim ficar. Mas sabemos que temos de nos reerguer. Que temos de converter a fúria em energia, de continuar a jogar este jogo que é a vida, e que o "game over" só aparece quando o último suspiro soar. Até aí não baixemos os braços, não nos entreguemos à febre que é a desilusão, a angústia e o desespero. Quantas pessoas passarão e abandonarão a nossa vida. Quantos fracassos teremos. Quantas vitórias festejaremos. Não podemos dar de bandeja a nossa felicidade, a nossa vontade de viver. É em momentos destes que pensamos em tudo... É nestes momentos de feridas abertas e expostas ao álcool que nos interrogamos acerca de todas as coisas que já passaram pela nossa vida. E estas desventuras, estes dias piores, só servem para percebermos que estamos a tomar o rumo errado. Que temos de virar a vela e seguir contra a corrente. Que não nos podemos resignar ao pouco se sabemos que há mais. Que há pessoas que não nos merecem inteiramente, mas que, algures no mundo, haverá uma pessoa que nos merece por inteiro. Quando encontrarmos essa dita pessoa certa que nos fará sentir coisas que jamais equacionámos sentir, perceberemos que estas mágoas não passam de contratempos que nos mostram que um dia entrará na nossa vida aquela que nos mostrará porque é que nunca funcionou antes com mais ninguém.
sábado, 16 de junho de 2012
Hoje só me apetece falar de amor
Falar, gritar, urrar. Escalpelizá-lo até não poder mais. Sentir que o amor está realmente perto, uma vez que seja. Não tenho pensado em nada, muito menos falado, penso que me resignei ao comodismo da aceitação, do querer apenas o que tenho, do não lutar por mais. Mas ontem, ao adormecer, coisas distantes pairaram, de novo, no meu pensamento, e eu cogitei várias situações. Quimeras, meras quimeras que para nada mais serviram senão para aconchegar o meu coração frio, gélido e adormecido. A metodologia do amor é deveras assustadora - ama-se, sofre-se, esquece-se. Mas esquecer... Esquecer é uma palavra tão forte. Será que te esqueceste? Será que eu me esqueci? Será que todos nós esquecemos? Ou que nos limitamos a arrumar as memórias que nos ferem num lugar onde não dilacerem o nosso coração? Quando dizemos "eu esqueci-te" não estaremos a tentar dizer "eu arrumei-te num sítio do meu coração onde não me magoas, por isso não fales comigo senão vais libertar uma força da qual eu tenho medo". Seria um discurso mais longo, é certo, e que diria o mesmo. O mesmo não, diria mais. Diria que é impossível esquecer realmente quem foi para nós o nosso mundo, o nosso ideal, o nosso sonho tornado realidade. Por vezes penso nisto, nestas questões do amar e do esquecer. Porque quando posso afirmar a pés juntos que esqueci, recordo-me que, algures numa gaveta fechada a sete chaves, uma parte do meu coração continua a bater, muito subtilmente, por uma memória do passado.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Desilusões
Todos nós as temos, não é? Mas as pessoas estão constantemente a desiludir-me. Eu não digo que não desiludo os outros, nada disso. Aliás, sou daquelas pessoas que acho que desiludo com facilidade porque tento fazer tudo bem, na tentativa de não magoar ninguém nas mais variadas situações, mas acaba por me sair o tiro pela culatra e acabo é para magoar toda a gente. Não obstante, sinto-me triste quando vejo e presencio certas coisas. Pessoas das quais gosto a terem atitudes desagradáveis para comigo, quando eu tento sempre agradar a gregos e a troianos. O que acaba por acontecer é que a Grécia invade Tróia, mas acabam todos por morrer. Conclusão: desiludo as pessoas e as pessoas desiludem-me. Parece quase um ciclo vicioso que gostava de parar, mas não consigo. As desilusões sucedem-se e fazem parte da vida, eu sei, eu sei, mas não quer dizer que não custe, mesmo que estejamos preparados. Não é por sabermos que vamos levar uma vacina que deixamos de sentir dor, apesar de estarmos previamente à espera e da dor até poder ser menos forte, acaba sempre por doer. Estou numa daquelas fases em que não me apetece ligar a coisinhas de merda, como se costuma dizer, mas não posso deixar de ficar chateada porque me afectam. Invariavelmente, afectam-me. Mesmo que não queira, afectam. Estamos na recta final do secundário e estou desejosa de sair deste "cubículo". Estou a precisar de uma mudança. E, pelo menos, que as desilusões sejam novas, porque estas... Estas já estão mais que fatigadas!
terça-feira, 15 de maio de 2012
Would you miss me?
Por vezes dou por mim a pensar nisto. Se eu morresse, quem iria efectivamente sentir saudades minhas. Dizem que só sabemos realmente os amigos que temos quando estamos no hospital ou na prisão e, de certa forma, até é capaz de ser verdade. Discutimos, muitas vezes, com aqueles que mais gostamos, dizemos-lhes coisas horríveis, nomeadamente que nunca mais os queremos ver. Em contrapartida, estamos rodeados por pessoas com as quais mantemos uma relação estreita todos os dias, no dia a dia, pessoas às quais nos aventuramos a chamar amigos. Eu pergunto-me até que ponto os nossos amigos são mesmo nossos amigos e os nossos inimigos são mesmo os nossos inimigos. Às vezes penso nestas coisas que, na verdade, não deveriam ter nada em que pensar. Mas e se, hipoteticamente, eu fosse parar ao hospital por ter tido um grave acidente e estivesse entre a vida e a morte... Quem é que me iria visitar? Há pessoas pelas quais eu poria imediatamente a mão no fogo que estariam lá à porta, todavia há outras... Outras que não sei! Algumas com quem não contacto tanto, mas que talvez fossem, outras que contacto todos os dias e provavelmente não iriam. Penso que é nos momentos mais difíceis, quando nos deparamos com a possibilidade de perdermos uma pessoa para sempre, que abrimos os olhos, que os sentimentos são colocados à prova e as emoções vêm ao de cima. E talvez seja nessas alturas que cometemos loucuras, que mostramos os nossos sentimentos e damos a conhecer tudo de nós. A dúvida reside, e sempre residirá: Quem iria, de facto, sentir a nossa falta, caso abandonássemos o mundo dos mortais?
domingo, 6 de maio de 2012
No title, just tears
O vento passa e deixa uma lágrima cair. Com saudades do que já tive e do que perdi. Com pena do que nunca terei. Talvez não saiba viver, ou talvez queira viver demais, mas os sorrisos são constantemente substituídos por lágrimas salgadas que vegetam nos lábios secos e rebentados. Há lacunas que não são preenchidas, coisas que ficam por dizer, mágoas inerentes à história de vida... E suspiro - sem quase fazer barulho - tentando aliviar a pressão que percorre as veias e artérias, que percorre o corpo todo. O ritmo cardíaco acelera, as forças ficam pelo caminho e, quando deixo o corpo cair, morto, na cama, nada sinto, senão angústia. Porque há dias assim, há dias em que estamos sensíveis, e tristes e nos dá para chorar. E há dias em que lemos coisas que nos fazem chorar. E nos lembramos de coisas que nos fazem chorar. E, mesmo que não tenhamos qualquer motivo, limitamo-nos a chorar. Não é mau chorar. Para mim não. Às vezes pergunto-me acerca dos porquês. Não só dos que me são alheios, como também daqueles que são relativos à minha própria pessoa. O mundo é assim, a vida é assim... Que fazer mais? Aguardar. Porque haverá um dia, um momento, um efémero instante em que seremos as pessoas mais felizes à face da Terra.
sábado, 5 de maio de 2012
O que eu espero do amor
Há várias coisas que espero que o verdadeiro amor me traga. Coisas que o amor supérfluo não traria. Coisas que só quem ama, suporta. O que todos nós queremos é alguém que esteja ao nosso lado invariavelmente, nos piores e nos melhores momentos, certo? Que saiba lidar com a nossa vitória sem inveja e com a nossa derrota com compaixão, verdade? Pois, para mim, o verdadeiro amor é aquele que é capaz de me aturar na semana crítica de TPM em que só me apetece discutir, embirrar, chorar etc etc etc, que me continua a amar mesmo que fique gorda depois de dar à luz, que não me deixa se eu ficar com Alzheimer, e que fica ao meu lado mesmo quando já for incapaz de o reconhecer, que me leva o pequeno almoço à cama quando estiver doente, que me ajuda a vestir as meias quando não me conseguir dobrar, que me dá um beijinho de manhã e me diz "estás linda" quando eu sei perfeitamente que estou terrível, que não se esquece do meu aniversário, que sabe as minhas flores favoritas, que pode pedir por mim no restaurante, porque sabe o que pediria. Que está comigo, mesmo quando não está.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Amor
O amor, o amor... E eu que ainda tento perceber o que isso é! Na verdade quanto mais vivo, menos sei. Antes amor era apenas gostar muito de alguma coisa, era o pai e a mãe, eram os avós e os tios. Era uma coisa boa, bonita. Era o que nos fazia sorrir. Hoje acho que amor é uma coisa diferente, sem saber, no entanto, o que é realmente. Descobri que no amor não se pode aceitar tudo nem, muitas vezes, perdoar tudo. Descobri que mais do que um pedido de desculpas, é preciso um arrependimento honesto. Descobri também que, por vezes, é preciso provar o pior para depois dar valor ao melhor. Há pessoas que passam e vão, outras que passam, ficam e permanecem. Há várias pessoas que constituem o nosso passado e o nosso presente. Mas há uma, e apenas uma, que vai entrar no nosso mundo, tornando-o também seu, e nos vai mostrar porque é que nunca deu certo com outra pessoa. E é essa pessoa que nunca, nunca, nunca nos vai escapar. Eu ainda acredito no amor.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Discussões
Odeio-as. Fico a sentir-me triste, deprimida, com falta de alguma coisa. Quando o silêncio toma o lugar das palavras agressivas, ainda é pior. Fico com uma nostalgia intrínseca, uma vontade incontrolável de falar ao outro lado e dizer "hey, estou aqui". Mas o outro lado não fala e nós por aqui ficamos. A pensar se, na mais remota possibilidade, essa pessoa pensa em nós como nós pensamos nela. Se também fica triste por nós estarmos tristes, se fica em baixo só por as coisas não estarem bem... Às vezes tenho dúvidas de que isso seja assim, porque eu até tento. Tento acabar com a discussão e por um ponto final nas coisas más, porque só quero estar bem. Não quero que os minutos passem como uma tortura constante a olhar para o telemóvel com o incansável desejo de ver uma mensagem ou uma chamada não atendida. Tenho pena de discutir, e tenho pena de ficar como fico quando discuto. Enfim, coisas da vida...
segunda-feira, 16 de abril de 2012
É assim a vida
Porque é que o amor não é uma coisa linear? Feito de "sim, eu amo-te, logo ficamos juntos" e de "não, não te amo, não podemos ficar juntos"?. Porque é que há tanta ambiguidade nas escolhas, tanta incerteza nos actos, tantos contratempos em algo que deveria ser mágico e sublime? Porque é que a vida não é feita de "sins" e "nãos"? Porque existem tantos "talvez" à mistura?! Às vezes olho para as coisas com olhos de ver, outras com olhos de sentir, e quer de uma forma quer de outra, dúvidas surgem e atropelam-se. Gostava que tudo fosse fácil, simples, ou talvez seja eu a complicar! E o talvez instala-se incessante e repetidamente na minha vida. Como uma questão quase inerente ao meu ser. Não vale a pena remar contra a maré, já percebi que mais vale seguir o que eu sinto, mas como poderei eu seguir algo que nem eu sei?! A vida tem-me feito rasteiras e, às vezes, eu não me sei levantar. Nem sei se me quero levantar, porque talvez no chão esteja melhor. Vou parar de divagar, porque ainda não sou poeta! Eu sei o que perdi e sei o que ganhei, só não sei se consigo viver com ambas as coisas...
sábado, 14 de abril de 2012
When your world stops
Há uma sensação de perda, uma dor quase inconsolável, e eu digo quase porque já tive algumas vezes o coração a saltar do peito, um punhal espetado de um lado ao outro, uma mágoa tão cravada que pensei nunca mais conseguir reerguer-me. No entanto, tudo passou. Umas vezes melhor, outras pior, mas sempre passou. Desta vez não vai ser diferente, porque nunca nenhum mal dura para sempre. Perdi parte do meu mundo, mas sei que vou conseguir reconstruí-lo, como sempre fiz.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Odeio aquelas pessoas que...
Têm um cabelo longo e bem tratado. Que conjugam super bem as roupas. Que tiram 20 a tudo. Que têm paciência para ter sempre as unhas arranjadas. Que não se importam com os outros pensam. Que conseguem fazer dieta. Que têm auto-controlo. Que lêem livros a fio. Que nunca têm preguiça de colocar creme depois do banho. Que tratam convenientemente da pele. Que são pacientes. Que têm sempre o quarto arrumado. Que não desistem das coisas. Que nunca dizem não sem tentar. Que trabalham até ao limite. Que seguem todos os sonhos. Que não amuam por coisas sem nexo. Que andam sempre na última moda. Que percebem imenso de pintura. Que não perdem tempo com coisas desnecessárias. Que estudam sempre até ao limite. Que sabem tudo acerca de música. Que sabem cantar. Que ganham o Prémio Nobel. Que fazem grandes descobertas científicas. Que conseguem ter um sorriso no rosto no matter what. Odeio-as? Não. Eu só queria ser como elas...
sábado, 7 de abril de 2012
Chorar sem saber de quê
Que triste é chorar sem saber de quê! Que tristes são as mágoas que correm o peito, estrangulam a alma, apunhalam os sorrisos, dilaceram a esperança e findam o amor. Tão triste é chorar sem saber de quê... Ou até se sabe, e sabe-se tão certamente que tentamos nem sequer pensar nos acontecimentos que despoletam tais agonias, tal pânico e desespero. Preferimos acreditar que passa, que tudo volta ao normal, que as cores do nosso dia voltam a ser em tons de rosa e azul e não de cinzento e preto. O amor tem destas coisas, tem destas loucuras e devaneios. O amor levanta-nos e, concomitantemente dá-nos uma chapada sem mãos e lá voltamos nós à estaca zero, ao ponto de partida. Ao ponto de partida não, desculpem, porque vamos magoados, feridos, injuriados. Eu pergunto-me acerca dos porquês, e interrogo-me e questiono-me e martirizo-me vezes e vezes sem conta. Mas não encontro respostas... Um dia, quem sabe, apareça alguém e me mostre porque é que tudo sempre deu errado! E agora o que faço? Agora... Sorrio.
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