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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Nothing lasts forever


Nem mesmo o amor. Especialmente o amor. Para os românticos é complicado aceitar isto, e eu, romântica que sou, sinto-me um pouco vazia ao considerar que esta tese é verdadeira. No entanto, contra factos não há argumentos. E a verdade é que, quanto mais me tento convencer a mim mesma de que há amores eternos, mais me aproximo da conclusão que o que defendo não corresponde de todo à verdade. Conforme vou vivendo determinadas situações e presenciando determinados acontecimentos, vou chegando à conclusão de que nada dura realmente para sempre. Nós podemos tentar, podemos convencer-nos que haverá sempre um amanhã, contudo haverá um dia sem amanhã. Obviamente que esta passagem do "tudo" para o "nada" não se dá do dia para a noite; a pouco e pouco, os sentimentos vão esfriando, vamos ficando mais distantes, mais indiferentes, até que a chama se apaga por completo. De início até pode parecer que estamos completamente vazios, mas o que aconteceu de facto é que fomos capazes de ultrapassar um amor a fim de estarmos preparados para outro. Certas pessoas conseguem passar por este processo facilmente, outras nem tanto. E o que acontece na maioria das vezes é que quando estamos aparentemente "curados" do amor que nutríamos, ao mínimo sinal, tudo volta num segundo. No entanto, quando este ciclo se torna quase vicioso, chegamos a um ponto em que ignoramos os sinal, ou então, este simplesmente passa-nos ao lado. Vivemos quase à prova de "novas investidas". O coração torna-se mais frio, mais impenetrável, mais desconfiado e nós, nós criamos simplesmente defesas contra grandes desilusões amorosas, é como um mecanismo de auto-defesa que actua sem nós darmos sequer conta. Porque se pensarmos bem, talvez a primeira desilusão amorosa tenha sido a mais forte, talvez a segunda já tenha sido levada com mais calma e com a terceira já soubemos lidar melhor. O homem é um animal de hábitos, e por conseguinte habitua-se também às situações mais adversas.
Eu sinceramente gostava de acreditar que havia um amor que nunca morreria, que havia alguém de tal forma importante que iríamos sentir alguma coisa por ela, para sempre. Mas não há. Isso são apenas ilusões que alguns de nós insistem em acreditar para se sentirem melhor. No fundo, talvez tudo o que ainda não acabou é porque não lhe foi dado tempo suficiente para acabar.

domingo, 2 de outubro de 2011

A falsidade

Eu sei que a falsidade é uma constante na nossa sociedade, mas às vezes não espero que ela venha de certas pessoas. É que, por vezes, pensamos conhecer uma pessoa a 100%, poríamos até as mãos no fogo por ela e, quando menos esperamos, sofremos um enorme golpe nas costas. Eu pergunto, simplesmente, porquê? Por que não dizer as coisas como elas são? Para quê os sorrisos falsos e as palavras bonitas? Se por detrás do sorriso rasgado estão apenas cobras e lagartos, para quê esboçá-lo? A verdade é que não sou rancorosa e esqueço as coisas facilmente. Aliás, perdoar para mim não é nada difícil, mas há coisas... Há coisas que me ficam entaladas! Só brincam comigo até eu deixar. Porque eu até posso parecer que não sei, ou não percebo as coisas, mas eu compreendo-as perfeitamente, apenas tento não ligar. E não ligo porque, de há uns tempos para cá, tenho sido apologista de que a vida é curta e temos é de aproveitar, mas calma aí. Há limites para tudo, até para a falsidade! Que não digamos tudo o que pensamos, eu compreendo. Agora que mostremos uma faceta que nada corresponde à nossa verdadeira essência, aí a conversa já é outra. De nada nos serve vestir a capa de perfeitinhos, quando na realidade não o somos, porque no fundo, no fundo ninguém o é. E eu sou a primeira a admitir que tenho um feitio difícil, que sou uma birrinhas, que amuo com facilidade, que tenho o coração ao pé da boca, que sou ingénua, que por vezes dou a entender que sou a dona da razão, e etectectra e coiso e tal, mas eu digo-o. Não me finjo de moralista e de detentora da verdade absoluta e depois, quando menos se espera, faço as coisas muito de soslaio como se ninguém fosse perceber as minhas verdadeiras intenções. Quando queremos ter uma jogada inteligente, devemos sempre contar com a inteligência do outro lado. E há pessoas tão pretensiosas que se consideram tão acima de tudo e de todos, que acham que podem fazer tudo sem ninguém perceber! Como se os outros, coitadinhos, fossem uma cambada de acéfalos incapazes de perceber o que uma pessoa pretende verdadeiramente com certas atitudes. Eu só faço uma pergunta: será que essas pessoas que são tão exorbitantemente falsas se chegam a conhecer a si mesmas?

sábado, 27 de agosto de 2011

Da amizade ao amor


Eu não sou daquelas pessoas que considera que um rapaz e uma rapariga não podem ser apenas grandes amigos, sem segundas intenções. No entanto, devo dizer que considero complicado. A atracção é uma coisa que surge de forma inata e é geralmente essa atracção que estabelece uma ligação entre as duas pessoas. Depois de longas conversas, segredos confidenciados, histórias contadas, risos partilhados e lágrimas vertidas, começa a nascer uma amizade. Primeiro vêm os abraços e os beijinhos inocentes, e tudo surge tão naturalmente que os dois amigos nem se dão conta. A barreira que separa a amizade do amor chega a um ponto que se revela demasiado ténue, acabando muitas vezes por cair. Quando o interesse surge de ambas as partes, encaramos o surgimento de um amor a partir de uma amizade como uma dádiva. Contrariamente, se esse interesse começar a revelar-se apenas de uma parte, temos uma amizade estragada. Quem ama não se consegue cingir à amizade. E quem não ama não consegue avançar para o amor. Por vezes, é este despoletar de sentimentos que vem arruinar algo bonito que tanto trabalho deu a construir. Perde-se um grande amigo e uma grande amizade. Dois em um.
Geralmente, dois amigos que se acabam por apaixonar, nunca chegam a nutrir uma paixão avassaladora, mas sim um amor estável e sólido. Não provam o doce sabor da loucura, mas conseguem alicerces sólidos para uma relação.
Todos os rapazes têm amigas. Todas as raparigas têm amigos. Todavia, quando a amizade cresce e se torna demasiado grande, é conduzida ao amor. Não porque os dois amigos quiseram, mas porque a amizade deles assim o proporcionou. Não há muito que possamos fazer para impedir que os nossos sentimentos evoluam. O importante é nunca dizermos nunca a um amor a partir de uma amizade.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Suicídio

Muitos consideram-no uma valentia, outros tantos uma cobardia. Provavelmente nunca chegaremos a um consenso sobre o que será realmente este acto de acabar com algo que o próprio não quis começar. Podemos até pegar por aí. Ninguém neste mundo pediu para nascer, todos nós fomos desejados ou tidos por acidente, contudo nenhum de nós escolheu estar aqui. À partida foi-nos imposto viver, ou por outro prisma, foi-nos dada a dádiva da vida. Posso até ser mal agradecida, mas para mim, a vida foi-me imposta. O suicídio é apenas uma decisão na nossa vida, de entre as muitas que temos de tomar. É equacionado quando sentimos que há mais coisas más a preencherem-nos do que boas. Não é algo em que pensemos todos os dias, é um facto, mas é uma hipótese posta em momentos de desespero. Pessoalmente, vejo o suicídio como um acto de coragem. Sim, é um facto de que quem opta por acabar com a própria vida é alguém que não consegue continuar a lutar e não consegue ultrapassar as várias barreiras que a vida coloca a cada um de nós. Porém, o valor de vida pode ser muito discutível. Podemos até ter mil razões por que viver, mas uma, mais forte que tudo e todos, que nos dê um motivo para querer morrer. O suicídio é, para mim, uma tomada de decisão num momento em que nos apercebemos que não há mais nada que possamos fazer na Terra. Que provavelmente os entes queridos chorarão por misericórdia, mas que não passará disso, provavelmente não seremos lembrados por nada do que fizemos, não terão assim tantas saudades nossas, não deixaremos nenhum projecto para trás, não teremos um projecto que fica suspenso. Não estamos verdadeiramente enraizados à vida. Eu acredito que quem tomou esta fatídica decisão possuía motivos bastante fortes e que achou que mais valia estar em paz para sempre do que num terror constante. Por muito que tente, não consigo ver isto como uma cobardia, mas sim como alguém que sabia bem o que queria e que decidiu fazer com que a dor parasse. Há dores mais fortes do que o medo de morrer. Pondo esse medo de lado e acreditando que depois disto há algo melhor, tudo se torna mais simples. Tenho para mim que o suicídio é apenas mais um caminho viável. Uma opção definitiva, mas não menos louvável. My misfortune is that I've always been a coward.

domingo, 31 de julho de 2011

As aparências iludem

O mundo ostenta uma face completamente diferente da que possui na realidade. As raparigas certinhas e com namoros gigantescos, traem em segredo os namorados à porta de casa um num beco escondido. As ditas vadias e rameiras, na verdade só tentam arranjar alguém que goste mesmo delas e vão andando de colo em colo, ou então gostam simplesmente de andar de mão em mão só porque lhes dá prazer. As bonitas usam quilos de maquilhagem e, se quiserem ser simplesmente normais, basta lavarem a cara que o sabão tira toda a beleza plástica. As feias não se cuidam nem se arranjam porque pensam que pior do que aquilo nunca hão-de ficar, e se são feias assim podem continuar. As ricas e abastadas têm montes de dívidas e mostram um produto caro, omitindo os vinte baratos que têm. As pobres ou remediadas não mostram aquilo que não têm, limitando-se à sinceridade e a admitirem que compram aquele produto, naquela lojinha rasca. Os machões e mauzões fazem tudo o que as namoradas querem. Os bem-dispostos e calminhos impõem a sua posição. Os manientos são na verdade pessoas com auto-estima baixa e têm necessidade de se impôr no grupo. Os descontraídos sabem aquilo que são e não precisam de evidenciar nada a ninguém. Os que dizem que a escola é uma perda de tempo invejam os que tiram boas notas e gostavam de ser como eles. Os marrões nunca admitem que o são, tirando depois grandes notas sem qualquer esforço.
Graças a Deus nem todos são assim, caso contrário, o mundo estaria perdido. Mas as aparências iludem, e a imagem que alguém nos passa pode não ser o espelho do que essa pessoa realmente é.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Love and replacement

Eu sei o que isso é. Estamos tão perdidos e tão sem rumo que nos agarramos ao que pensamos que nos pode fazer bem, por diversão, por distracção, por nos permitir tirar da cabeça o que não queremos pensar. Às vezes até as cordas soltas nos parecem mais seguras do que andar à deriva, pelo menos temos algo na mão, algo que nos mostra que a nossa existência faz sentido e que não somos apenas seres que vagueiam pelo mundo sem objectivos e completamente destroçados. Por experiência própria, digo que às vezes é melhor esperar e pôr a cabeça no lugar. Dar tempo suficiente para o coração decidir por si, deixá-lo esquecer tudo o que de mau se passou dentro dele, deixá-lo ultrapassar as más vivências e evaporar as pessoas que nos magoaram. Arrastar mais gente para a nossa tragédia grega não é boa solução. Às vezes parece-nos que uma pessoa pode ser simplesmente substituída por outra, e é um facto que na teoria até pode ser, no entanto na prática não é nada assim. Na prática continuamos acorrentados ao que não queríamos e a quem não desejávamos. Eu já penso antes de agir. Mas, e tu? Tu ainda não. Um dia hás-de chegar lá. But, you know, you're just a kid.

Levamos tudo demasiado a sério


Eu própria também levo. Vivemos cada diz como se perspectivássemos ficar neste mundo para sempre. Parece que nunca pensamos que terá um fim, que, tal como todos os outros que nos antecederam, também envelheceremos, também ficaremos mais débeis, até finalmente morrermos. Fazemos planos e projectos e queremos sempre viver tudo demasiado depressa para estar um passo mais à frente, porque nos parece que estar "mais à frente" é o melhor. Contra mim falo, é certo. Mas quando reflicto nestas coisas fico a sentir-me estúpida, completamente estúpida e sem nexo. Sofremos no dia a dia, choramos, magoamo-nos... Para quê? Tudo faz parte da vida, é um facto, mas em vez de tentarmos ultrapassar, a maioria das vezes limitamo-nos a entregar-nos às coisas más, aquilo que nos faz mal e que nunca nada de bom trará.
Quando era mais nova imaginava a vida de outra forma, talvez mais mágica, mais única. Porque é isso mesmo que ela é - uma coisa mágica e única, que até então, não se sabe se se voltará a repetir. A vida que nós temos foi-nos dada por mera sorte. O ser que somos hoje foi criado de forma completamente aleatória. Mas nós achamos que isso não é nada relevante e continuamos a desperdiçar estas férias que a morte nos deu com coisas de nada. O ser humano está cada vez mais acéfalo e ninguém se dá conta disso. Live, laugh and love, that's all.

domingo, 24 de julho de 2011

The power of music


É daquelas coisas que preenchem todas e quaisquer lacunas que possam existir na nossa vida. Há músicas que nos fazem lembrar uma pessoa; há músicas que nos fazem chegar perto de uma pessoa; há músicas que nos fazem pensar na nossa própria vida; há músicas cuja letra parece estar escrita para nós; há músicas que são capazes de dizer exactamente o que sentimos; há músicas capazes de nos alegrar; há músicas capazes de nos acalmar; há músicas que nos deixam tristes; há músicas que fazem com que ganhemos força para continuar em frente; há músicas que explicam a situação em que estamos; há músicas que nos ligam a certas coisas; há músicas que simplesmente nos fazem bem; há músicas que são o espelho da nossa vida.
A música está em todo o lado, por toda a parte, e quando não há mais nada a que nos possamos agarrar, ouvimos aquela música que nos consola e o mundo parece ficar melhor por momentos. Quantos de nós já não ouvimos uma música porque estávamos com saudades de uma pessoa e essa mesma música nos liga a ela? Quantos já não acabaram de ouvir uma música e a puseram de novo só porque se sentiam melhor na sua companhia? Quantos já não cantarolaram sozinhos só porque aquela música diz exactamente o que sentimos, queremos ou vivemos?
A música não é só uma companhia, não é só um ruído, não são só letras e canções, nem mesmo apenas algo que nos faz sentir melhor - a música é uma parte da nossa vida.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Como as coisas mudam

Não há mais de 10 anos eu entretia-me com molas e botões, e brincava com bonecas, lápis e papel. Não há mais de 10 anos eu queria ir ao jardim, queria correr, queria brincar com amigos no parque, queria ir dar comida aos pombos e ver os animais ao jardim Zoológico. As coisas estão tão diferentes. Não só porque eu cresci, mas porque o mundo mudou. Provavelmente a minha avó e a minha mãe dirão o mesmo - que no tempo da minha avó não havia bonecas e no da minha mãe havia uma e não havia mais. Mas é agora que vou notando e me vou consciencializando de como tudo tem vindo a mudar desde há 10 anos. Faço a comparação com o meu irmão e a minha prima - eles não querem ir ao jardim, nem querem ir ao jardim Zoológico, muito menos dar comida aos animais - preferem jogar Playstation, Nintendo, ficar sentados horas a fio em frente à televisão, jogar online no computador, até ir ao Facebook. Será que esta é uma boa mudança? Será que esta dependência das máquinas são só benefícios? Eu própria já não sei viver sem telemóvel, por vezes troco uma ida à costa por um bom filme, uma ida ao museu por uma boa série... Inconcientemente, as novas tecnologias vão tomando conta de nós. O mundo está a mudar, nós estamos a mudar. A minha pergunta é: até que ponto?

domingo, 3 de julho de 2011

Eu não o compreendo: l'amour


Às vezes interrogo-me sobre o porquê das coisas. Mais precisamente sobre o porquê do amor. Apaixonamo-nos sem razão, vivemos e sofremos o nosso amor. Sonhamos com ele e acordamos a pensar nele. É o nosso porto seguro, o nosso abrigo, o cobertor nas noites frias, a água gelada nos dias quentes. Mas e depois? E quando o dia acaba e só restam as lágrimas na almofada? E quando escurece, olhamos para a lua e não vimos nada? E quando é dia dos namorados e ficamos a pensar "naquele amor" que não temos? E quando tudo termnina? Às vezes dou por mim a ansiar pela hora de me ir deitar só para poder sonhar... É triste ter uma vida de sonhos, uma vida só de sonhos. É uma utopia que nos acaba por ir matando aos poucos, como um ardor que corrói o coração a pouco e pouco. E depois tentamos deixar a alma voar, acreditamos que conseguimos ultrapassar e que ainda vamos ser muito felizes ao lado de outra pessoa, mas sabemos que 'aquela' pessoa continua a atormentar-nos, a zumbir com uma vozinha quase em murmúrio que nos tentar dissuadir de tomarmos as nossas decisões e nós, inconscientemente, damos-lhe ouvidos porque esse é o som do nosso coração. Eu sou daquelas pessoas que não consegue ignorar a voz.
O amor é demasiado simples e simultaneamente demasiado complicado. Eu admito, não o compreendo.

domingo, 19 de junho de 2011

A minha visão não romântica das coisas *experiência mental*

Quem me conhece sabe, e quem vai seguindo o meu blog vai sabendo que eu tenho um lado romântico e dado ao amor muito apurado. No entanto, às vezes faço aquelas "experiências mentais", assim do género de René Descartes "vamos imaginar que há um génio maligno que manipula os nossos pensamentos..." e assim por diante. Ou seja, tento desligar-me da minha própria forma de pensar para tentar ver as coisas de outra forma. Reparei que, ou sou muito má aprendiz de filósofa, ou sou mesmo uma romântica incurável. A verdade é que, depois de tentar abstrair-me do amor é a ele que vou dar. Então aqui vai a minha "experiência mental":
Quem gosta de amar e precisa de amor para se sentir realmente feliz e amado, não consegue simplesmente deixar de amar ou de buscar o amor.
Imaginemos que eu decido dedicar-me somente a alguma coisa, a um objectivo, vamos imaginar a escola. Decido que me vou empenhar a 100% na escola, sem dar grande atenção aos amigos, aos familiares e nem sequer pensar no amor no sentido literal. Vou começar a estudar todos os dias, a toda a hora. Fazer uma vida casa, escola, escola, casa. Nunca saio, nunca falo com ninguém, nunca mando mensagens, cancelo o meu facebook e deixo de usar o msn. A minha vida regula-se pelo objectivo de tirar boas notas e somente isso.
Tudo parece possível, já que eu só quero estudar e tirar boas notas, foi uma decisão minha e eu quero pô-la em prática. Na verdade não é exequível. Eu sei que há pessoas que não ligam ao telemóvel, que raramente vão à internet, que a vida social não é minimamente relevante e o amor é apenas um pequeno acessório que não faz falta nenhuma, como uma caneta perdida no meio da mala que costumamos usar. Porém, aqueles que querem a paixão, que precisam de falar, de conviver, de se sentir amados, de procurarem incessantemente atingir o verdadeiro amor, nunca conseguirão cingir-se a uma só coisa. Mesmo que o tentem fazer, a cabeça estará noutro lado, pensando "o que seria se eu fizesse isto?" e "como teria sido se eu tivesse ido 'àquela' festa com 'aquela' pessoa?".
A minha experiência mental levou-me a uma conclusão:
Quem tem coração de amante, não consegue simplesmente deixar de amar.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A pior dor de todas


Toda a gente passa por vários estados de sofrimento durante toda a vida, uns mais difíceis que outros. Uns que nos matam por dentro, outros que penas causam algum desconforto e mal-estar. Dói muito acabar um namoro, dói muito ter uma nota terrível num teste, dói muito não ter algo que gostávamos mesmo, mas dói mais saber que alguém pode morrer de algo que não causou. Quem fuma está mais susceptível a cancro do pulmão, quem bebe, está sujeito a ter uma cirrose no fígado, quem se alimenta mal pode ter problemas ao nível do estômago e dos intestinos, quem tem relações sexuais desprotegidas pode contrarir o vírus do papiloma humano que origina o cancro do colo do útero, pode contrarir sida, ou mesmo hepatites. Sucintamente, quem tem comportamentos de risco está sujeito a ser infectado com determinadas doenças ou mesmo provocar o desencadeamento de outras. Mas e os outros? Aqueles que não bebem, não fumam, não se alimentam mal e são super bem comportados? E esses?! Pessoas às quais são descobertas leucemias, cancros da mama, cancros na próstata, cancros no pâncreas, cancros no rim, tumores cerebrais, Alzheimer e Parkinson. Diga-me, meu Deus, e esses? Será a lei da Natureza tão injusta que prefere castigar essas pessoas, sujeitá-las a tratamentos dolorosos, expô-las a uma insegurança de vida ou de morte? Eu compreendo, "é a vida", mas não percebo a vida. Não percebo como é que pessoas tão boas, que já fizeram tanto por tanta gente merecem estas coisas! Eu sei, eu sei, estou a ser demasiado ingénua, isto pode acontecer a qualquer um, as coisas são mesmo assim, mas a mim, pelo menos a mim, que privo de perto com doenças assim, custa-me muito, custa-me muito mesmo. Nunca tinha escrito algo sobre esta temática, mas queria deixar uma palavra de força a todos aqueles que estão nesta situação ou que têm alguém muito próximo deles assim. A palavra de ordem é luta, luta por algo que nós não conseguimos sequer controlar... Que vem quando lhe apetece e vai se lhe apetecer. Mas acima de tudo, não nos recriminemos, não tomaremos a posição do "já não vale a pena". Já dizia Fernando Pessoa "Tudo vale a pena, se a alma não é pequena".

sábado, 14 de maio de 2011

Destiny


Eu acredito no destino. Não partilho da opinião de que quem acredita no destino se limita a ficar sentado à espera que as coisas aconteçam, a minha visão é um pouco diferente. Penso que cada um escolhe o caminho por que quer ir, mas que a história já está toda escrita, como quem diz "todos os caminhos vão dar a Roma", isto é, mesmo que percorramos um longo caminho para chegar a algo que está bem perto, iremos sempre chegar aonde é suposto que cheguemos. O caminho mais ou menos acidentado, com mais ou menos desventuras, esse sim depende de nós, depende da forma como encaramos a vida e das escolhas que vamos fazer ao longo do tempo. No fundo, penso que quando nascemos já estamos predestinados a ir para um sítio, ficar num sítio e morrer num sítio. Estamos destinados a ter aquele emprego, a casar com aquela pessoa e a ter aquele número de filhos. Eu auto-refuto esta teoria dizendo que isto pode ser apenas uma desculpa para não nos sentirmos mal com os erros que cometemos e com as oportunidades que deixamos fugir, mas no fundo esta ideologia para mim faz sentido. Há até um ditado popular que diz que "o que é nosso às nossas mãos vem parar", com o qual concordo totalmente. Se ficarmos sentados e nunca fizermos nada para "vir parar", ele provavelmente poderá até já vir tarde demais, ou mesmo vir numa altura em que já não possamos aproveitar, mas há-de vir. Por outro lado, se lutarmos pelo que queremos, se seguirmos as nossas convicções e fizermos as escolhas certas, teremos certamente uma vida muito mais cheia de coisas boas, e não de um vazio de espera, de desalento e de desconforto.
Tenho para mim que marcamos e decidimos a nossa história, apesar de ela já estar previamente alinhavada e com os pontos chave definidos.

sábado, 30 de abril de 2011

É tudo uma questão de prioridades


Queremos sempre ter tudo, mas isso é impossível. Mesmo aquelas pessoas que nos parecem ter uma vida perfeita, abdicaram com certeza de algumas coisas em prol de outras. Claro que, devido a circuntâncias da vida, todos temos/queremos coisas a níveis diferentes, mas mesmo nesses níveis diferentes há que fazer opções. O mal está em não saber escolher, ou melhor, em escolher o que está errado.
Vingar na vida, ou fracassar, consiste em seguir o caminho certo ou enveredar pelo errado, (e claro, cada pessoa tem o seu conceito de "vingar na vida" - para uns pode ser o amor e uma cabana e para outros um emprego de sucesso!). E isso acontece imensas vezes. Temos duas [ou mais alternativas] e escolhemos a que nos parece mais adequada, no entanto uns fazem a sua escolha pensando a longo prazo e outros apenas no que lhes dará mais prazer no momento. Por exemplo, eu sempre gostei mais de letras (de loooonge), mas fui para ciências. Não sou revoltada, nem frustrada nem nada disso, mas acho que me sentiria muito mais realizada num curso desses, contudo, vendo as coisas a longo prazo, acho que se também sou boa a ciências devo escolher o que me dará mais saída, dado que as notas não sou nada más nesta área. Isto é uma coisa simples, mas trata-se de querer fazer o que está mais certo.
No caso das relações interpessoais passa-se o mesmo - nunca conseguiremos ter tudo aquilo que desejamos. Acabamos sempre por fazer coisas que têm repercussões que não queríamos. Nomeadamente, por vezes fazemos determinadas coisas boas para nós, mas que irão magoar alguém, e aí optamos em tentar deixar alguém feliz, ou seguirmos nós o nosso caminho de felicidade. Há também as indecisões, nas quais temos duas [ou mais, credo...] pessoas às quais achamos piada e qual escolhemos (ou pelo menos investimos)? Naquela que consideramos que pode reunir um maior conjunto de qualidades que nos agrade. Porém, há-de sempre faltar aquelas qualidades que uma das outras pessoas tinha, que nós gostaríamos que esta também tivesse... Mas a vida é mesmo assim, não podemos ter tudo o que queremos, logo devemos conciliar o que consideramos mais importante para nós.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Segundas oportunidades

Toda a gente tem o direito de errar, mas ninguém tem o dever de conceder uma segunda oportunidade. Mesmo que existam, não devemos fiar-nos delas, pois são uma incerteza. E mesmo quando podíamos jurar a pés juntos que se quisermos podemos facilmente remendar um erro, nem tudo depende de nós e temos de contar com a outra parte. Por muito que queiramos alguma coisa, nem sempre ela se concretiza e existem erros que não se conseguem apagar... É como fazer a média de um ano inteiro - podemos ter sempre notas altas, mas se no meio aparece um 10, mesmo que as outras compensem, o 10 estará sempre lá para baixar a média. A menos que a professora decida retirar a nota do pior teste ao longo do ano, o que acontece algumas vezes, mas não acontece sempre. É tal e qual como na vida. Mesmo que alguém decida esquecer aquela "nota mais baixa" que tivemos um dia, haverá sempre quem conte todas as notas, mesmo a mais baixa. E se a média não for suficientemente boa, então não há segundas oportunidades.
Todos as merecemos, não é? Não é um erro que define uma pessoa, mas sim um conjunto de coisas. É uma pena que nem toda a gente pense como eu...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O amor de um adolescente


Normalmente coloco o título do post só no fim de o escrever, porque como acho que já disse aqui, começo a escrever sobre determinada coisa, mas quando chego ao fim, noto que me desviei totalmente do assunto. É uma das coisas boas que se pode fazer quando se escreve por gosto.... Mas agora quero mesmo escrever sobre isto "O amor de um adolescente".
Será que é mesmo verdade que os adolescentes não sabem o que é o amor? Já muitas vezes me convenci que amei, mas na verdade o que sentia era apenas uma paixão, uma paixão de tal maneira forte e avassaladora que considerei amor. Mas também tenho a certeza absoluta que amei. E noto que amei quando sinto que após ter passado tanto tempo continuo a sorrir quando olho para qualquer coisa que me lembra dele. Quando sinto que não estando juntos fomos importantes um para o outro e, sobretudo porque dentro do meu coração ele ficou guardado num lugar especial. Isso é amor. Acabar e não esquecer.
O amor de um adolescente é caracterizado por ser efémero, fugaz, intenso e inexplicável. Tenho para mim que o amor não pode ser caracterizado consoante as fases de vida. Amor é amor e será sempre amor. Há diferentes tipos de amor e diferentes formas de amar, mas não podemos conotar os adolescentes como "amantes efémeros". Parece-me demais. Nós adolescentes amamos, e amamos tanto quanto os adultos amam. Amamos e temos esse direito, e acreditem que é horrível quando nos dizem "tu és adolescente, isso passa, é uma paixoneta passageira". Pois digo-vos, se 90% das vezes até é uma "paixoneta passageira", há 10% que não o são. E esses 10% magoam tanto ou mais do que quando uma relação entre dois adultos acaba. Romances de adolescente começam do nada e acabam do nada, mas amor de adolescente fica para sempre. Ou vocês não se lembram do quanto amaram alguém quando tinham os lindos 18 anos?

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Viver ou existir?


Há quem diga que a vida é complicada, dura, difícil, injusta, cruel e, sobretudo curta. Eu digo que temos de aproveitar estas férias que nos são dadas. É pelo facto de a vida ser efémera que tem valor, caso contrário seria um conjunto de dias sem sentido ou significado que se repetiriam vezes sem fim. Assim não... Queremos viver, procurar, descobrir, viajar, amar, sentir todas as sensações de uma vez. Ultrapassar os momentos maus o mais depressa possível e fazer com que os bons durem muito tempo. Dizer tudo o que vai na alma e não guardar rancores. Acima de tudo, aprender a perdoar - só assim conseguiremos ter uma vida preenchida. Devemos ver o lado positivo das coisas e nunca nos sucumbirmos ao desastroso, ao lado mais obscuro que, por vezes, assombra a nossa vida. Fazer o que realmente nos faz feliz e não pensar muito no resto. Desde que nós estejamos bem [e o conceito de "estar bem" é altamente variável, não é?], o que vem a mais são só acréscimos que compõem a nossa felicidade. Vamos aprender viver, porque como já li algures "viver é uma coisa difícil, a maioria das pessoas apenas existe"

quarta-feira, 30 de março de 2011

Desistir ou insistir


As coisas vêm e vão sem nos darmos conta. Não é difícil não desistir, basta alimentar a chama, dar voz aos sentimentos, iluminar as noites escuras, agarrar-nos à corda com força. O verdadeiro guerreiro é aquele que tem coragem de a largar, de se submeter às adversidades que tem pela frente e de não se entregar ao comodismo de uma luta com guerra perdida. São as pequenas batalhas que ganha durante a dita guerra que fazem o "medidor de esperança" disparar, mas após alguns dias volta a a descer e o comodista fraco apercebe-se que tudo não passou de um pequeno nada, de um insignificante nada, de rigorosamente n-a-d-a. A chave para o sucesso está em desistir quando é tempo e não deixar que a mão fique tão presa à corda que mesmo quando sujeita a rajadas de vento devastadoras insiste em não a largar. Desistir daquilo que se ama é o mais difícil que alguém pode alguma vez fazer.

sábado, 26 de março de 2011

Histórias de Amor


Será que cada um tem a sua? Será que até mesmo o mais solitário dos Homens tem, guardado no seu íntimo, uma paixão fervente trancada a sete chaves?
Há coisas sobre as quais me questiono, e esta é uma delas. Até que ponto é que temos a possibilidade de encontrar o nosso verdadeiro amor? Até que ponto é que ele está na nossa terra, no nosso país, no nosso continente? Até que ponto poderemos ter a certeza de que a nossa pessoa é "aquela" pessoa? Não uma qualquer, mas "aquela". Eu acredito que cada um de nós tem uma pessoa destinada a si, apenas acho que a maioria de nós não está com essa pessoa. Ou porque o caminho não o permitiu, ou porque nunca nos cruzamos, ou porque cruzamos e ignoramos, não sabendo que quem estava ali seria a nossa cara metade. A meu ver existem dois corações que se encaixam, duas mentes que se compreendem, dois corpos que se entrelaçam com uma perfeição que traduz a força de um amor genuíno, puro, único, simples, nosso, true. Porém, se virmos as coisas assim, parece demasiado difícil encontrar essa dita pessoa de entre todas as que existem no mundo, e talvez a Margarida Rebelo Pinto tenha razão e o amor seja uma coisa simples, na qual o que torna um rapaz, o rapaz nos nossos sonhos, é o facto de ele o querer ser. Mas desta forma parece que o amor é uma coisa demasiado básica. Apesar de ser inerente ao ser humano, é uma magia. E descobrir o truque por detrás dela é o mais complicado.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Caminhos acidentados


Já todos tivemos aquela sensação de "sei que estou a ir mal, mas vou na mesma", não já? Aquela mesma sensação de impotência e de inquietude que nos leva a enveredar por estradas desconhecidas, enganadoras e muitas vezes perigosas. A verdade é que continuamos a percorrer os trilhos mais acidentados, as ruelas mais estreitas e as estradas mais íngremes sem sabermos bem porquê. Simplesmente acreditamos. E acreditar é o primeiro passo para conseguir, ou pelo menos para tentar. Chegamos a um ponto que já não nos lembramos do caminho para voltar para trás - sabemos por onde tudo começou, lembramos uma pedra ou uma árvore, ou um passarinho que nos cantarolou ao ouvido, mas o caminho de volta para o que éramos, esse perde-se ao longo do tempo. É até possível saber todos os detalhes de como fomos parar a determinado sítio, porém a nossa coexistência com o factor tempo é determinante para não podermos recuperar o tempo perdido. Inocentemente achamos que o recuperamos, mas nada nem ninguém nos volta a oferecer os preciosos segundos que desperdiçámos a percorrer um caminho que já sabíamos previamente que iria ser desastroso. No entanto, a resolução não está em baixar os braços e em sentarmo-nos à espera que alguém nos levante, mas em erguer a cabeça e encarar os erros. No final importa atingir que "da próxima vez não vou por ali".