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sábado, 7 de julho de 2012

Eu já não sei se sei o que é sentir

E digo-o em consciência. Não sei. Fico confusa com o que leio, com o que penso, com o que sonho, com o que os meus dedos vão escrevendo desenfreadamente quase sem me deixarem pensar. Às vezes penso em tudo, como uma retrospectiva. Desde há alguns anos para cá, até agora. Já cometi tantos erros, tantos, tantos... Eu que acho sempre que sei tudo, e talvez seja esse um dos meus piores defeitos, que tomo sempre as decisões em consciência, que sou uma pessoa ponderada e racional. Que oiço o coração, mas que insisto em aprisioná-lo e a dar lugar ao cérebro, acho que cometi erros demais. Erros irremediáveis que hoje não passam de manchas numa história que ficou por escrever. Penso se não teria sido melhor esquecer as outras pessoas, esquecer as adversidades, esquecer toda a racionalidade e seguir o que sentia, lutar contra o mundo, se fosse preciso, entregar o corpo, a alma e as entranhas. Mas eu sou assim, cobarde, medrosa, calculista, sensível, e depois fico-me pelo meio termo, pelo inacabado, pelo que podia ter sido e não chegou a ser. Acabo as histórias, muitas vezes, nos meus sonhos. Sonhos lindos, perfeitos, sonhos como eu idealizava a minha vida daqui a uns anos. Mas ao mesmo tempo... Sonhos tão irreais, que quando me apercebo que o são descarregam uma mágoa e um desgosto tão profundo que me limito a abanar a cabeça e a seguir com a minha vida. É confuso, tudo. Talvez eu própria seja confusa. A verdade é que já não sei. Já não sei nada.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Lets move on!

Por vezes mergulhamos numa mágoa atroz. Criamos uma ferida que não macha a pele de sangue, mas todo o corpo de lágrimas. Uma ferida que não se vê, mas se sente. Um fogo que cresce exponencialmente sem o conseguirmos controlar. Um ardor fervoroso que nos faz desejar esmorecer e assim ficar. Mas sabemos que temos de nos reerguer. Que temos de converter a fúria em energia, de continuar a jogar este jogo que é a vida, e que o "game over" só aparece quando o último suspiro soar. Até aí não baixemos os braços, não nos entreguemos à febre que é a desilusão, a angústia e o desespero. Quantas pessoas passarão e abandonarão a nossa vida. Quantos fracassos teremos. Quantas vitórias festejaremos. Não podemos dar de bandeja a nossa felicidade, a nossa vontade de viver. É em momentos destes que pensamos em tudo... É nestes momentos de feridas abertas e expostas ao álcool que nos interrogamos acerca de todas as coisas que já passaram pela nossa vida. E estas desventuras, estes dias piores, só servem para percebermos que estamos a tomar o rumo errado. Que temos de virar a vela e seguir contra a corrente. Que não nos podemos resignar ao pouco se sabemos que há mais. Que há pessoas que não nos merecem inteiramente, mas que, algures no mundo, haverá uma pessoa que nos merece por inteiro. Quando encontrarmos essa dita pessoa certa que nos fará sentir coisas que jamais equacionámos sentir, perceberemos que estas mágoas não passam de contratempos que nos mostram que um dia entrará na nossa vida aquela que nos mostrará porque é que nunca funcionou antes com mais ninguém.

domingo, 6 de maio de 2012

No title, just tears

O vento passa e deixa uma lágrima cair. Com saudades do que já tive e do que perdi. Com pena do que nunca terei. Talvez não saiba viver, ou talvez queira viver demais, mas os sorrisos são constantemente substituídos por lágrimas salgadas que vegetam nos lábios secos e rebentados. Há lacunas que não são preenchidas, coisas que ficam por dizer, mágoas inerentes à história de vida... E suspiro - sem quase fazer barulho - tentando aliviar a pressão que percorre as veias e artérias, que percorre o corpo todo. O ritmo cardíaco acelera, as forças ficam pelo caminho e, quando deixo o corpo cair, morto, na cama, nada sinto, senão angústia. Porque há dias assim, há dias em que estamos sensíveis, e tristes e nos dá para chorar. E há dias em que lemos coisas que nos fazem chorar. E nos lembramos de coisas que nos fazem chorar. E, mesmo que não tenhamos qualquer motivo, limitamo-nos a chorar. Não é mau chorar. Para mim não. Às vezes pergunto-me acerca dos porquês. Não só dos que me são alheios, como também daqueles que são relativos à minha própria pessoa. O mundo é assim, a vida é assim... Que fazer mais? Aguardar. Porque haverá um dia, um momento, um efémero instante em que seremos as pessoas mais felizes à face da Terra.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Discussões

Odeio-as. Fico a sentir-me triste, deprimida, com falta de alguma coisa. Quando o silêncio toma o lugar das palavras agressivas, ainda é pior. Fico com uma nostalgia intrínseca, uma vontade incontrolável de falar ao outro lado e dizer "hey, estou aqui". Mas o outro lado não fala e nós por aqui ficamos. A pensar se, na mais remota possibilidade, essa pessoa pensa em nós como nós pensamos nela. Se também fica triste por nós estarmos tristes, se fica em baixo só por as coisas não estarem bem... Às vezes tenho dúvidas de que isso seja assim, porque eu até tento. Tento acabar com a discussão e por um ponto final nas coisas más, porque só quero estar bem. Não quero que os minutos passem como uma tortura constante a olhar para o telemóvel com o incansável desejo de ver uma mensagem ou uma chamada não atendida. Tenho pena de discutir, e tenho pena de ficar como fico quando discuto. Enfim, coisas da vida...

sábado, 7 de abril de 2012

Chorar sem saber de quê

Que triste é chorar sem saber de quê! Que tristes são as mágoas que correm o peito, estrangulam a alma, apunhalam os sorrisos, dilaceram a esperança e findam o amor. Tão triste é chorar sem saber de quê... Ou até se sabe, e sabe-se tão certamente que tentamos nem sequer pensar nos acontecimentos que despoletam tais agonias, tal pânico e desespero. Preferimos acreditar que passa, que tudo volta ao normal, que as cores do nosso dia voltam a ser em tons de rosa e azul e não de cinzento e preto. O amor tem destas coisas, tem destas loucuras e devaneios. O amor levanta-nos e, concomitantemente dá-nos uma chapada sem mãos e lá voltamos nós à estaca zero, ao ponto de partida. Ao ponto de partida não, desculpem, porque vamos magoados, feridos, injuriados. Eu pergunto-me acerca dos porquês, e interrogo-me e questiono-me e martirizo-me vezes e vezes sem conta. Mas não encontro respostas... Um dia, quem sabe, apareça alguém e me mostre porque é que tudo sempre deu errado! E agora o que faço? Agora... Sorrio.

quinta-feira, 29 de março de 2012

C'est la vie...

O tempo passa, a vida continua, os dias sucedem-se e os resultados são avistados. A dor apodera-se do corpo quando notamos que fracassamos, actua como álcool numa ferida aberta e exposta: arde, mas cura. Cura, simplesmente, porque preferimos parar de sofrer a dar o corpo a um genocídio auto-destruidor. As lágrimas são obrigadas a secar, as angústias a cessar e a alma a reerguer. As poucos e poucos colectamos os cacos perdidos pelo chão do passado, tentamos recompô-los para formar aquilo a que queremos chamar presente e esforçamo-nos para que eles assim permaneçam, de modo a que o futuro seja exequível. Muitas vezes faltam as forças, apesar da vontade. E é aí que olhamos para tudo o que temos de bom, todos os pequenos "nadas" que constituem a nossa vida, na tentativa desesperada de encontrar razões pelas quais viver, motivos pelos quais lutar e incentivos que nos dêem a determinação necessária para levarmos a cabo os nossos planos, desabrigando-nos do quarto escuro e sombrio que tende a toldar-nos quando o vento não sopra a nosso favor. No fundo, a vida é uma dádiva e nós tendemos, em certos momentos, a cingir-nos àquilo que apenas nos entristece...

sábado, 24 de março de 2012

quinta-feira, 15 de março de 2012

O meu futuro

É o que me preocupa. Pelo menos a nível profissional. Hoje estive ausente aqui do deu cantinho porque depois das aulas fui com uns colegas à Futurália. Para quem não sabe o que é, consiste numa feira de educação, formação e orientação educativa, na qual várias universidades são representadas por diversos alunos/professores. Cada universidade tem o seu espaço, onde mostra os seus projectos, o programa em vigor, a comunidade, etc. O ano passado fui lá, mas só dei uma voltinha geral e estava mais interessada em arranjar canetas e lápis!! Este ano fui de livre e espontânea vontade (o ano passado tinha ido em visita de estudo), mesmo com o intuito de conhecer as várias universidades. Fiquei confusa na mesma. Falei com alunos da Universidade Católica de Lisboa, sobre o curso de Direito e só tive boas informações. Depois fui, dentro das universidades de Lisboa, à de Medicina Dentária, onde me apresentaram os programas, disciplinas e etc, depois fui à de Medicina e, por fim, ao ISCTE para ver Gestão. Como podem ver pelas minhas procuras, as minhas ideias são muitíssimo divergentes e exigem todas médias bastante altas! O 12º ano vai ser crucial para ver para o que tenho média e posso concorrer. Os meus pais dizem que Direito é mais a minha praia, porque sempre fui melhor a letras, mas acabar um curso de Ciências com média de 17 e tal/18 e ir para letras é frustrante!! Depois Medicina não é que morra de amores, mas é um curso sempre interessante e com emprego garantido, só faltava subir um bocadinho a média. Medicina Dentária acho que era capaz de ser giro e se fosse realmente boa conseguia emprego. Gestão e Economia, pronto...! Enfim, o que farei eu à minha vidinha!!

sábado, 3 de março de 2012

Coisas simples da vida

Hoje fui almoçar a casa da minha avó e, como de costume, estava lá o meu Diogo. É extraordinário como fazer sorrir um bebé de 4 meses (feitos ontem) nos torna as pessoas mais felizes do mundo. É incrível a nossa felicidade quando, depois de mil e uma caras estúpidas e mais uns quantos sons esquisitos conseguimos, finalmente, fazer o nosso bebé sorrir. Aquele sorriso genuíno que quase goza com a nossa estupidez, as gargalhadas sôfregas e o abanar daquelas mãozinhas minúsculas deixam-nos radiantes. Às vezes fico a pensar como é possível que uma coisa tão simples, como o sorriso de um bebé motivado por nós, nos deixe tão realizados... São coisas simples da vida!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A coisa mais certa que foi dita até hoje!

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara pra faculdade. Você vai pro colégio, tem vários namorados, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?" (Charles Chaplin)

sábado, 28 de janeiro de 2012

Sondagem Nº 29 - Qual a época do ano que mais gostas?


Os resultados não me surpreenderam. É quase do senso comum que a maioria das pessoas prefere os dias de sol e a praia aos dias gelados cheios de mantas e cobertores. Ficou, no entanto, também provado que o Natal continua a ter um grande impacto na vida de algumas pessoas. Talvez o reencontro das famílias, talvez a união, talvez o amor... Talvez muita coisa, mas todos sabemos que esta época é, de facto, uma época mágica.
Aqui ficam os resultados da votação:
1º lugar - Férias de Verão - 50 votos - 78% da votação;
2º lugar - Natal - 11 votos - 17% da votação;
3º lugar - Páscoa - 2 votos - 3% da votação;
4º lugar - Halloween - 1 voto - 1% da votação
5º lugar - Passagem de ano e Carnaval - 0 votos - 0% da votação

Obrigada por terem, mais uma vez votado. Espero que continuem a fazê-lo. Até à próxima*

domingo, 16 de outubro de 2011

Bob Marley diz:

«Não vivas para que a tua presença seja notada, mas para que a tua falta seja sentida

What's love?


Talvez ninguém saiba responder, ou melhor, talvez cada pessoa tenha a sua própria definição. Sabemos quando amamos, contudo na maioria das vezes, desconhecemos o porquê. Aliás, apaixonarmo-nos é um processo que nos passa ao lado, sabemos apenas que num dia uma determinada pessoa é um "nada" e que, a pouco e pouco, quase sem dar de si, passou a ser o nosso "tudo". Talvez confundamos amar com adorar, amar com gostar muito, amar com gostar. Talvez até na maioria das vezes saibamos o que sentimos, porém estamos renitentes em aceitar. Porque se muitas vezes queremos amar e não amamos, outras tantas, ou ainda mais, amamos mas não queremos amar. Tudo se resume a uma busca incessante de bem-estar, de equilíbrio espiritual e de entrega. Nós necessitamos de nos entregar. Esquecemo-nos da dor que é darmo-nos a quem não nos aceita, ou a quem não nos merece. Sabemos que é uma decisão perigosa, na qual muitas vezes, não temos escolha. Amar é o melhor e o pior. É tudo e nada. É euforia e desilusão. É vida e melancolia. O amor é inerente ao ser humano. Nós amamos. Amamos porque a Natureza assim o decidiu. Por muito que tentemos lutar contra aquilo que sentimos, por muitos esforços que façamos, por mais que tentemos apagar o que o coração insiste ao trazer ao de cima, o que somos, ali permanecerá. E nenhum coração deve ser deitado fora, tratado com desdém, desprezado e amarrotado. E é isso que fazemos. É isso que constantemente fazemos a nós próprios e aos outros. Não sabemos cuidar daquilo a que chamamos amor.
As noites trazem ao de cima aquilo que, durante o dia, conseguimos esconder por detrás de todas as preocupações e afazeres. À noite, a Lua insiste em restituir-nos os pensamentos, a dor e a saudade. Tudo aquilo que mantemos longe com o raiar do sol, volta a si, no máximo esplendor. E quando estamos quase a adormecer, as memórias do que se passou e do que se poderia ter passado voltam. Voltam e ficam. Voltam e não nos deixam dormir. Voltam para nos lembrar dos nossos erros e desventuras. O amor que há dentro de nós grita, manifesta-se e exacerba o melhor e o pior que reside no nosso ser. O amor é o alicerce que suporta o que somos. E sem amor? Sem amor ninguém consegue viver.

domingo, 2 de outubro de 2011

Lhurton Collins diz:

«Metade dos nossos erros que cometemos na nossa vida vêm do facto de sentirmos quando devíamos pensar e pensarmos quando devíamos sentir.»

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

My heart can't handle it anymore

Chega a uma altura em que já não dá. O coração colapsa, a mente fica demasiado fraca, a esperança perde-se e a tristeza toma o lugar da força. Sentimos que há algo mais forte do que as nossas crenças, do que tudo aquilo em que acreditamos, do que aquilo por que vivemos. Tudo se começa a transformar num pequeno buraco negro que suga as nossas réstias de amor. Eu não queria este desfecho, jamais o teria imaginado se não tivesse chegado a este ponto de desgaste total. Eu tentei não ir por este caminho, tentei a todo o custo agarrar-me ao amor que ainda tinha (e tenho) dentro de mim. Por vezes amar só não chega, não sei porquê, mas simplesmente não chega. E eu queria tanto que chegasse... Não vou dizer que desisti por falta de amor, por falta de vontade de lutar, por falta de boas recordações. Nada disso. Desisto porque não tenho mais condições de sofrer. E talvez seja menos penoso tentar ultrapassar algo que nos magoa, do que insistir em quimeras e utopias. Porque isto é apenas um sonho idílico que nada tem de real. Pelo menos neste momento já nada tem de real. Estou magoada, sim. Mas eu conseguia ultrapassar porque sempre ultrapassei. Sou talvez das pessoas mais explosivas, mas também das que perdoam com maior facilidade. Eu também fiz asneiras, eu também cometi erros, eu também cometi um grande erro quando fiz a escolha errada. Mas todos fazemos, não é? Agora trata-se apenas de renascer. Reaprender a viver. Aprender a andar só pelos caminhos. Não virar a cara a novas oportunidades. Deixar o coração livre. Não ter medo de voltar a envolver-me. Eu não queria que fosse assim. Mas o que tem de ser tem muita força. E como costumo dizer "se não veio parar às nossas mãos de novo, é porque não era realmente nosso...". Eu só tenho de aceitar de uma vez por todas essa realidade que tanto insisto em negar.

domingo, 25 de setembro de 2011

E depois de tudo, vem o medo


Vou tentar explicar o melhor possível porque nem sei bem como dizê-lo. É uma espécie de medo que se instala das paredes do coração. Não vou dizer que é um trauma, mas a reacção é semelhante. Depois de ter passado por uma situação mesmo muito má, que me deixou de rastos, que me fez chorar noites a fio, que me tirou basicamente o chão debaixo dos pés, parece que o meu coração resfriou. Há momentos na vida em que nem nós percebemos porquê, contamos com tudo, damos tudo em troca de nada, mas damo-lo de livre e espontânea vontade. O que se sucede, isso sim nos magoa. E é essa mágoa que nos fragiliza, que nos torna pessoas mais relutantes, mais cautelosas, mais distantes. Eu estou assim. Tenho um medo exorbitante de estar com alguém. E um medo ainda mais avassalador entre a passagem do estar e do assumir. Neste momento preciso de certezas, de matéria concreta, preciso de, como o meu amigo J. diz, "ter uma granda panca". Caso contrário, algo dentro de mim me impede de prosseguir. Não sei bem explicar de que modo se dá este processo, mas é como se algo dentro de mim me dissesse incessantemente "não arrisques". E eu fico aqui, assim. E não arrisco. E ainda não arrisquei. Porque sinto que não posso arriscar. Talvez isto um dia passe, ou talvez tenha a tal "granda panca" que me faça atirar de cabeça para algo novo e inesperado. Até esse dia chegar, limito-me a recordar todos os bons momentos que já passei e a imaginar todos os bons momentos que um dia passarei.

sábado, 24 de setembro de 2011

Só quero o que a vida me dá

No amor não há enganos, há impulsos. E esses toda a gente os tem. Nesses impulsos dizemos o que não queremos, ou então dizemos o que queremos e ainda mais. A nossa capacidade de raciocinar fica absorvida pela nossa impulsividade de agir. Tornamo-nos inconsequentes debaixo de toda a fúria que controla os nossos actos. Somos movidos pela fúria e dizemos exactamente aquilo que nos dá na real gana. Depois, ou nos arrependemos ou nos regozijamos por toda aquela espontaneidade nos permitir dizer o que num momento calmo, jamais teríamos coragem de fazer. Eu sou impulsiva. Sou espontânea. Sou de explodir com pouco. Sou de me passar à primeira contrariedade. Sou de dizer aquilo que não penso. Sou de dizer certas coisas que não quero em momentos de raiva. Sou de deixar escapar coisas que não são para ser ditas. Digo muita coisa que não quero, outra tanta que está entalada na garganta. Mas, pelo menos, digo. Prefiro arrepender-me do que fiz do que do que poderia ter feito. Em momentos racionais, não é apenas o orgulho e a teimosia que nos trava, mas sim o facto de sabermos que dar o passo seguinte seria pôr em causa o nosso discernimento. Muitas vezes, por melhores que sejam as nossas razões, mais vale parar do que tentar. Pois para parar basta queremos, para tentar precisamos de reciprocidade. Eu posso não ser a pessoa mais feliz do mundo, nem a mais realizada, nem a mais amada, nem a mais completa. Eu vivo apenas com o que a vida tem para me dar. E se a vida não me quer dar mais nem me dá motivos para eu arriscar e tentar a minha sorte, por que razão iria eu ceder, mais uma vez, uma parte de mim em vão? Há coisas que são para estar como estão. Há coisas que não podemos mudar. Talvez um dia, daqui a muitos dias, a vida decida que cada um de nós merece mais um pouco. E no dia em que ela achar que eu mereço, eu não a vou desiludir.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Eu estou aqui para ti, sempre

Há coisas que me magoam mais que mil farpas espetadas por todo o corpo. Eu choro em silêncio. Eu choro sem ninguém ouvir. Eu choro quando a Lua está alta no céu e o silêncio profundo na noite. Eu choro quando sei que as minhas lágrimas ficam entre mim e a minha almofada. Mas às vezes dói demais. E às vezes tenho de virar a cara para o lado para que não percebas que estou a chorar. Porque quando te digo que vai ficar tudo bem, eu sei que não vai. Minto-te a ti e minto-te a mim. E minto-nos a nós para que fiquemos melhor. E só Deus sabe o que me dói ouvir-te dizer que não estás bem, nem vais ficar. Nada mais podemos fazer, e é esta impotência que me mata a cada dia. Hoje estavas mais sorridente e isso para mim valeu tudo. E eu fiquei a falar contigo, sentada naquela cadeira branca, de pernas cruzadas e cabelo escorrido. Ouvi-te a contar o teu dia, a partilhar as peripécias que se sucederam, e senti que estavas feliz. Às vezes gostava de saber ser melhor, mas não sei. Só te posso ligar à noite, inventando uma desculpa para perguntar por ti. Eu gostava muito que soubesses que fazes falta aqui. Que, para mim, serás sempre "a minha pessoa". Já não consigo escrever isto sem chorar. Pode ser paranóia, mas sinto necessidade de estar contigo porque não sei quanto tempo temos. Porque se hoje sorrias, anteontem choravas. E mesmo que quisesse ficar ali ao teu lado, não conseguia suster o meu desespero ao ver-te assim. Às vezes pergunto-me por que é que isto te acontece a ti. Especificamente a ti. Porque tu és das melhores pessoas que conheço... Vives o teu problema e o problema que te rodeia, e que tanto te consome a ti e a todos nós. Mas mais a ti. Problema esse que tanto te amedronta. Tu és forte, eu sei que sim! Mas às vezes não sei até que ponto aguentas esta situação. E a maior dor que alguém pode ter é saber que nada pode fazer para evitar o inevitável. Essa é a minha dor. Don't leave me, because I don't know how to live without you.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Life's too short

A vida é demasiado curta para errarmos tanto. Todos nós já fizemos escolhas erradas, todos já escolhemos a opção incorrecta e enveredámos pelo caminho menos apropriado. Todos já magoámos, mas também todos já sofremos. Todos já fizémos boas acções, mas também todos já fizémos o que não devíamos ter feito. Todos já gozámos com algo que magoou outrém, mas provavelmente outrém também já gozou connosco e nos magoou. Todos nós já menosprezámos alguém, mas decerto todos nós já fomos menosprezados. Todos nós já dissemos o que não queríamos dizer, mas também já ouvimos o que não queríamos ouvir. Todos nós já fizemos muitas coisas que não devíamos ter feito, mas com certeza já fizemos exactamente o que estava predestinado. Eu tenho um medo. Aliás, um grande medo. Tenho medo de morrer sem ter dito o que era mais importante. Há sempre algo que fica por dizer, é certo, mas que pelo menos o que é bom lembrar fique assente na memória dos que cá ficam. Porque o que me aterroriza é saber que deixei coisas por dizer, que não consegui fazer ver àquelas pessoas que eram mesmo importantes para mim, que alguém foi o amor da minha vida, que sem ele não era a pessoa que sou hoje. Às vezes dá-me para pensar na morte, porque é ela que me faz reflectir acerca da vida. Eu sei que errei, mas também sei que erraram comigo. Sei que podia ter sido melhor, mas também sei que há coisas que jamais devem ser ditas ou feitas. Sei que provavelmente vou levar uma mágoa enorme juntamente com as minhas cinzas (não, eu não quero ser enterrada), e sei que esta mágoa me irá corroer ao longo dos anos. Como alguém muito importante já me disse "isto é mesmo assim, temos dias melhores, outros piores. Há dias em que só me apetece atirar tudo ao ar porque estou saturada de tantas dores e de tanto desespero". E eu choro por dentro e saio de casa para não chorar à frente dela. Mas ela tem razão. Por vezes há dores que se sobrepõem à vontade de viver. Eu tenho muito medo de perder a minha.
Never mind, today I saw you and it made me know that you still here, you haven't gone yet... Ant it, it gives me strengh to keep going.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

If I could, I'd choose

A vida é feita de escolhas, porém elas nem sempre estão nas nossas mãos...