domingo, 31 de julho de 2011

As aparências iludem

O mundo ostenta uma face completamente diferente da que possui na realidade. As raparigas certinhas e com namoros gigantescos, traem em segredo os namorados à porta de casa um num beco escondido. As ditas vadias e rameiras, na verdade só tentam arranjar alguém que goste mesmo delas e vão andando de colo em colo, ou então gostam simplesmente de andar de mão em mão só porque lhes dá prazer. As bonitas usam quilos de maquilhagem e, se quiserem ser simplesmente normais, basta lavarem a cara que o sabão tira toda a beleza plástica. As feias não se cuidam nem se arranjam porque pensam que pior do que aquilo nunca hão-de ficar, e se são feias assim podem continuar. As ricas e abastadas têm montes de dívidas e mostram um produto caro, omitindo os vinte baratos que têm. As pobres ou remediadas não mostram aquilo que não têm, limitando-se à sinceridade e a admitirem que compram aquele produto, naquela lojinha rasca. Os machões e mauzões fazem tudo o que as namoradas querem. Os bem-dispostos e calminhos impõem a sua posição. Os manientos são na verdade pessoas com auto-estima baixa e têm necessidade de se impôr no grupo. Os descontraídos sabem aquilo que são e não precisam de evidenciar nada a ninguém. Os que dizem que a escola é uma perda de tempo invejam os que tiram boas notas e gostavam de ser como eles. Os marrões nunca admitem que o são, tirando depois grandes notas sem qualquer esforço.
Graças a Deus nem todos são assim, caso contrário, o mundo estaria perdido. Mas as aparências iludem, e a imagem que alguém nos passa pode não ser o espelho do que essa pessoa realmente é.

Não sei ser o ar que respiras, mas sem ti não posso respirar

Não sei ser o ar que respiras, mas sem ti não posso respirar.
Vejo o vento levar as cores do nosso amor,
para trás ficam os nódulos cinzentos da nossa separação.
Tento deixar voar o meu sentimento incolor,
a única coisa que não o permite é o meu coração.

Keira Knightley and Natalie Portman


Já tinha notado algumas parecenças entre elas, mas nunca as tinha posto lado a lado. De facto, têm traços extremamente semelhantes! Diria que são inconfundíveis, no entanto são mesmo muito parecidas.

Pride and Prejudice


Vi hoje este filme que já saiu em 2005. Tinha visto excertos do filme uma vez que passou na tv, mas devido ao enredo ser muito extenso, só hoje quando o vi na íntegra pude formar uma opinião acerca do mesmo. Achei que estava muitíssimo bom. Tem a Keira Knightley como protagonista e uma série de bons actores a acompanhá-la. A história está muito bem pensada pois por um lado remete-nos para o facto de antigamente os casamentos serem "arranjados" por interesse, e não de acordo com o amor que cada parte sentia, e por outro pela velha história de aquela pessoa com quem nós nunca pensámos ficar, ser o grande amor da nossa vida. Não sendo uma grande adepta deste tipo de filmes, adorei. É empolgante até ao último segundo. Está aconselhado.
«Sometimes the last person on earth you want to be with is te one person you can't be without»

sábado, 30 de julho de 2011

[Excerto] #2

«Há coisas inexplicáveis, e a forma como me apaixonei tão depressa por aquele homem é uma delas. Eu sei que nunca te tinha falado dele antes, mas a razão é simples – voltar a falar dele é como desenterrar e reviver aquele amor e, por muito bom que tenha sido, há certas partes que me magoam tanto que prefiro não recordar. Até me ter apaixonado pelo Afonso e ter vivido o nosso grande amor, eu era uma pessoa, depois de tudo acabar, transformei-me noutra. Todas as coisas pelas quais passámos, inclusivamente a nossa separação definitiva, fizeram de mim uma pessoa mais fria. Quando algo nos magoa tanto que preferíamos morrer a ter de passar por coisa semelhante outra vez, o nosso coração arrefece e transforma-se apenas num músculo. Deixa de viver e de sentir o amor, limitando-se a bombear o sangue que nos faz viver. No entanto, não penses por um momento que me arrependo de algo. Ele sempre foi e sempre será o meu marco, a minha força, o espelho para onde posso olhar e ver a pessoa que fui, outrora

In novo romance (que ainda não tem nome!)
Por: Joana Filipa

Amor sóbrio


Um amor sóbrio é como água tépida no deserto. Existe, até nos pode aliviar, mas não nos sacia por completo. Apaga as pequenas faltas que temos na nossa vida, conforta-nos, preenche as noites vazias, evita a solidão, promove o bem-estar, ajuda a curar as feridas, impede que as cicatrizes reabram, consola-nos, ajuda-nos a ultrapassar os dias piores e festeja connosco os dias melhores. Mas nada mais que isso. Nem borboletas no estômago, nem arrepios na espinha, nem falhas na voz, nem tartamudez, nem sensações eléctricas, nem desejo ardente, nem paixão assolapada, nem felicidade extrema, nem realização completa. Um amor sem loucura nunca nos levará ao limite. Nem para o bom, nem para o mau. E talvez a sobriedade mantida nas relações seja em prol de não provar as más consequências e não tanto de temer as boas. Talvez os extremos não sejam aconselhados. Mas se nunca passarmos o risco, que valor tem tudo o que aqui fazemos?

Oscar Wild diz:

«Toda a gente é capaz de sentir os sofrimentos de um amigo. Ver com agrado os seus êxitos exige uma natureza muito delicada

O que as compras fazem

Melhor que um ben-u-ron, uma aspirina ou qualquer outro medicamento. Comigo as compras são o remédio mais eficiente para me proporcionarem um belo e preenchido dia. Comprei uns calções verde-água, uma camisola de cor semelhante e uma mini saia preta. Estou contente e agora vou acabar de ver um filme que estou a adorar! Depois vou empenhar-me no meu romance, a Carolina e o Afonso estão quase a dar o primeiro beijo, que sexy. Ai férias, vocês são a melhor coisa do mundo...
Quando penso nisso, começo a chorar. É mais forte que eu. Não consigo evitar. Acho que estou preparada para perder tudo na vida, menos a ti. Só de pensar nisto, tenho um arrepio em todo o corpo. Fucking death. Stay here, just stay.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Love and replacement

Eu sei o que isso é. Estamos tão perdidos e tão sem rumo que nos agarramos ao que pensamos que nos pode fazer bem, por diversão, por distracção, por nos permitir tirar da cabeça o que não queremos pensar. Às vezes até as cordas soltas nos parecem mais seguras do que andar à deriva, pelo menos temos algo na mão, algo que nos mostra que a nossa existência faz sentido e que não somos apenas seres que vagueiam pelo mundo sem objectivos e completamente destroçados. Por experiência própria, digo que às vezes é melhor esperar e pôr a cabeça no lugar. Dar tempo suficiente para o coração decidir por si, deixá-lo esquecer tudo o que de mau se passou dentro dele, deixá-lo ultrapassar as más vivências e evaporar as pessoas que nos magoaram. Arrastar mais gente para a nossa tragédia grega não é boa solução. Às vezes parece-nos que uma pessoa pode ser simplesmente substituída por outra, e é um facto que na teoria até pode ser, no entanto na prática não é nada assim. Na prática continuamos acorrentados ao que não queríamos e a quem não desejávamos. Eu já penso antes de agir. Mas, e tu? Tu ainda não. Um dia hás-de chegar lá. But, you know, you're just a kid.

Forget you

Levamos tudo demasiado a sério


Eu própria também levo. Vivemos cada diz como se perspectivássemos ficar neste mundo para sempre. Parece que nunca pensamos que terá um fim, que, tal como todos os outros que nos antecederam, também envelheceremos, também ficaremos mais débeis, até finalmente morrermos. Fazemos planos e projectos e queremos sempre viver tudo demasiado depressa para estar um passo mais à frente, porque nos parece que estar "mais à frente" é o melhor. Contra mim falo, é certo. Mas quando reflicto nestas coisas fico a sentir-me estúpida, completamente estúpida e sem nexo. Sofremos no dia a dia, choramos, magoamo-nos... Para quê? Tudo faz parte da vida, é um facto, mas em vez de tentarmos ultrapassar, a maioria das vezes limitamo-nos a entregar-nos às coisas más, aquilo que nos faz mal e que nunca nada de bom trará.
Quando era mais nova imaginava a vida de outra forma, talvez mais mágica, mais única. Porque é isso mesmo que ela é - uma coisa mágica e única, que até então, não se sabe se se voltará a repetir. A vida que nós temos foi-nos dada por mera sorte. O ser que somos hoje foi criado de forma completamente aleatória. Mas nós achamos que isso não é nada relevante e continuamos a desperdiçar estas férias que a morte nos deu com coisas de nada. O ser humano está cada vez mais acéfalo e ninguém se dá conta disso. Live, laugh and love, that's all.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Great news!

A Joana já perdeu 2kg. E só teve de abdicar de comer 50 chocolates por dia, positivo hã!

Why?

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O meu "eu responsável"

Hoje de manhã acordei ás 8.30h para ir com a minha avó ao médico, ela não gosta de ir sozinha e apesar de dizer "não é preciso" eu sei que ela adora que eu e o meu irmão vamos com ela. Lá me levantei eu cedíssimo, depois de me ter ido deitar às duas da manhã porque estive a escrever (vêem, eu disse que ia escrever!!). Aproveitei, já que estava em Almada, para ir encomendar os livros às Capas Negas, onde encomendo sempre. Para meu espanto e agrado, a papelaria já tinha todos os livros que precisava - conclusão, já os tenho. Menos o último que ou será de Psicologia ou de Aplicações Informáticas. Inscrevi-me em Aplicações, mas acho que vou mudar para Psicologia, é mais a minha onda, no entanto como ainda não fui à escola confirmar como são as transferências de disciplinas, achei por bem ainda não comprar já. Quando trouxe os livros e os retirei do saco foi assim um pouco uma desilusão, este ano só tenho 4 disciplinas teóricas, o que me parece um "vazio", pois costumava comprar montes de livros de inúmeras disciplinas! Contudo o preço dá para compensar, paguei 120€ por 3 livros, apenas 3 livros. Como isto anda... Na mesma papelaria vi que estava à venda o Memorial do Convento e resolvi trazê-lo já para depois não andar aí à procura. O livro é enorme e eu tenho de lê-lo!
Enfim... Para o ano lá vamos para a faculdade e damos início a um novo ciclo. Lembro-me de andar no 7º ano e pensar que os do 12º eram "os meninos grandes" e agora que sou eu a estar no 12º ainda me acho super nova e que os "grandes" são os que já estão na universidade... A vida passa a galopar e quando damos por ela, o hoje já passou.

Programa das férias

Férias de Verão exigem uma coisa que tem de ser impreterivelmente feita: idas à praia. Praia, praia, muita praia que espero fazer a partir de hoje. Depois, cinemas, filmes e mais filmes, espero ver uma catrefada de filmes! A seguir, ler. Já não leio há muito tempo e preciso de viajar de novo nas letras. Nicholas Sparks, I need you! Para meu bel prazer estas são as coisas que tenho programadas, juntando às saídas com amigos, jantares, almoços, idas à piscina, gelados, compras e muito bronze.
Numa onda mais intelectual espero escrever o meu romance que está todo alinhavado na cabeça, caso não o acabe que o deixe muito adiantado porque depois começam as aulas e lá se vai a escrita. Ler o Memorial do Convento para não estar como nos Maias em que tinha de estudar para testes, mas também tinha de ler aquilo e era uma grande chatice. Ler a Mensagem de Fernando Pessoa porque só sei dois poemas de cor de toda aquela obra e é uma pena porque eu adoro os poemas dele. E por fim organizar os livros do ano que vem (que passa por levantar o rabiosque e ir á papelaria encomendá-los).
Depois digo se consegui cumprir todas estas coisas (que duvido! especialmente as de carácter intelectual que são sempre mais aborrecidas).

True, true!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Oficialmente livre!

Finalmente! Nem sei bem como me sentir, depois de tanto tempo a estudar, ainda não interiorizei que estou de férias. Ainda há pouco, durante a tarde, estive a ver um dos filmes que mais admiro (e recomendo!) - Cinderella Man - e a sensação que tinha era "fogo, tenho de ir... Não tenho nada de ir estudar, estou de férias!", mas a sensação de obrigação ainda reside em mim! Visto que não fui à 1ª fase de Físico-Química por opção, consciencializei-me de início que as minhas férias só começariam no fim de Julho, mas agora tudo me parece estranho, nem eu sei bem explicar.
Sexta e segunda já vou à praia com os miguxos e amanhã vou com o meu irmão e a minha prima ao cinema ver o Carros 2 (depois digo-vos como foi, eu sou fã dos filmes da Disney, portanto devo adorar!).
Depois vou dando novidades, agora só me apetece aproveitar a internet, o sol, as saídas, a praia e os amigos à grande! Doces férias, fiquem por muito tempo...