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quinta-feira, 21 de março de 2013

O Fim da Inocência


Li este livro há pouquíssimo tempo e em apenas dois dias, aconselhado por uma colega da faculdade que só me dizia «tens de ler, eu nem te sei descrever aquilo». Depois de ler, percebi o que ela quis dizer...
É o diário secreto de uma jovem portuguesa escrito por Francisco Salgueiro que retrata a sua vida desde a infância até aos 17 anos.
O livro é aconselhado a pais e educadores e diz ser a realidade dos jovens da geração de 90, por isso tive curiosidade em saber o que diria aquilo que a minha mãe supostamente deveria ler. Ridículo, é a palavra que me ocorre. A rapariga é de um colégio XPTO de Cascais e os seus amigos são todos da alta sociedade e recheados de dinheiro. Eu, pelo menos, não sou assim. Sou da classe média, não vivo com luxúria em demasia, mas também não me posso queixar. Não sou daquele meio social, de todo. Não sei se é por isso que não me identifico, em parte nenhuma, com o que este livro diz. Sexo, drogas e loucura são as palavras de ordem ao longo de todo o desabafo da "Inês". Não querendo contar a história para não estragar o suspense caso o queiram ler, a narrativa baseia-se, muito sucintamente, na vida louca de um grupo de amigos desde os 10 anos até ao fim do secundário. A "Inês" afirma que, já com 12 anos era natural os amigos iniciarem a sua vida sexual e que ela, para o grupo, já foi tarde, inciando-a com 14! Fiquei estupefacta. Eu com 10 anos brincava com as bonecas e mal sabia como se faziam bebés, com 12 nem sequer pensava em rapazes e com 14 anos idem idem aspas aspas. Isto é só o início porque o resto da vida da rapariga sucede-se sempre com uma história pior que a outra. O que me escandaliza mais é que ela frequentava os mesmos lugares aos quais eu vou hoje em dia e não fazia a mais pálida ideia do que se passava naquilo que eu considerava "discotecas normais".
Toda a história é uma lição de vida, alerta para vários perigos e penso que a mensagem dela é completamente passada ao leitor, pois ela quer, com a sua história, evitar mais hipotéticos casos iguais aos dela. No entanto, se os tais "pais e educadores" se põem a ler aquilo devem achar que somos todos e todas assim. E não somos!!! Eu falo por mim e pelo meu grupo de amigos, pelo menos os mais chegados, tenho a certeza absoluta que não fazem aquelas coisas que ela descreve como sendo generalidades da nossa geração de 90.
Tenho para mim que esta realidade que a "Inês" descreve se passa em meios sociais muito elevados, onde dinheiro é um fartote e por isso querem experimentar tudo e vivenciar todas as experiências ao máximo e, por isso mesmo, chega a uma altura que sentem falta de mais adrenalina. Visto que o dinheiro não é, de todo, um problema, acabam por tê-lo para as drogas típicas das discotecas: cocaína, ecstasy, etc.
Enfim, não é uma grande história, não é um livro que nos deixe com excelentes recordações, mas eu gostei de ler, tanto que o li muito rapidamente. Apenas fiquei super chocada com a maior parte das coisas que li porque aquilo ali retratado não é o meu mundo nem a minha realidade.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Sondagem Nº 36 - Qual destas personalidades mais te inspira?

Achei, por graça, averiguar que personagem mais inspira aqui os meus visitantes. Aqui deixo os resultados das vossas opções:


  • 1º lugar - Fernando Pessoa - 17 votos - 29% da votação - Dispensam-se apresentações para este senhor (acho que também foi a minha opção!). O maior génio da literatura portuguesa, a meu ver claro. Com uma capacidade de despersonalização incrível e inigualável, as suas obras são de um esplendor máximo, intitulando-se ele mesmo o "super Camões";
  • 2º lugar - Albert Einstein - 11 votos - 18% da votação - Aqui encontra-se outro génio, desta vez da ciência. O termo "génio" ficou mesmo sinónimo de Einstein. Aqui ficam algumas curiosidades que eu sei acerca deste senhor já que o admiro mais que tudo: Einstein tinha más notas na escola porque por um lado não compreendia a matéria ensinada já que não fazia sentido (daí ele ter proposto uma nova teoria) e, por outro, porque nunca teve facilidade em línguas e letras e etc; Para além de um génio como já se tem conhecimento era um homem extremamente bondoso; Quando descobriu a fórmula que permitiu a construção da bomba atómica (E=mc^2) excomungou-se porque se sentiu culpado por todas as catástrofes que adviriam da sua descoberta (...);
  • 3º lugar - Kurt Cobain - 10 votos - 17% da votação - O grande vocalista dos Nirvana é uma inspiração para muitos jovens (e não jovens!) dada a sua irreverência e dotes musicais. Outra personalidade que não escapou à saga dos 27...;
  • 3º lugar - Marilyn Monroe - 10 votos - 17% da votação - A nossa querida diva do cinema, ícone de beleza e sensualidade que causa inveja a todas as mulheres do planeta. Não sei se todos sabem, mas esta mulher teve diversos problemas na infância/adolescência, vivendo em orfanatos e etc. Teve um enorme sucesso no século XX sendo uma das impulsionadoras para a emancipação da mulher!;
  • 5º lugar - Beyoncé - 6 votos - 10% da votação - Uma estrela pop que está na berra que encanta as mulheres (e os homens, claro!) do mundo actual. Tem, como se costuma dizer, um vozeirão, impressionando não só por isso como também pelo seu corpo escultural, as suas feições belíssimas e claro, o seu gosto soberbo para a moda!;
  • 6º lugar - Bob Marley - 4 votos - 6% da votação - Surpreendeu-me este senhor ter tão poucos votos, já que é tão apreciado e as suas frases são quase lendárias. Rei do Reggae, as suas músicas são, ainda hoje, um hino aos valores éticos e morais. Um senhor imortal cuja vida é muitas vezes retratada através de 1945 - 
E que tal, surpreendidos com os resultados? Continuem a votar, adoro aferir estes gostos pessoais! ahah Beijinhos *

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Sondagem Nº 34 - De qual destas áreas mais gostas?


Depois de disponibilizar 5 áreas para escolha - Pintura, Escultura, Literatura, Cinema e Desporto - os resultados foram os seguintes:
1º lugar - Cinema - 40% da votação - 20 votos - O cinema é uma das grandes atracções da sociedade em que vivemos neste momento (e isso vê-se pelos preços dos bilhetes!!). Pessoalmente é das coisas que mais gosto de fazer, ver um bom filme, quer no cinema, quer em casa.
2º lugar - Literatura - 24% da votação - 12 votos - Ainda há quem prefira a beleza das palavras à ciência das imagens e não troque um bom livro por um bom filme. Bem, pessoalmente eu gosto de ler e acho que um livro diz muito mais que um filme, mas devido ao ritmo de vida que hoje em dia se leva, é mais prático ver um filme em duas horas do que ler um livro em semanas ou meses...!
3º lugar - Desporto - 22% da votação - 11 votos - O desporto ainda é uma constante nos dias de hoje, e ainda bem, pois é um hábito saudável que nos ajuda a manter um ritmo de vida adequado e evita várias doenças quando praticado assiduamente. Eu tenho um bocadinho de preguiça de ir, por exemplo, correr, mas quanto a desportos colectivos, a-d-o-r-o! Especialmente voleibol.
4º lugar - Pintura - 12% da votação - 6 votos - Não sou grande apreciadora de pintura, mas é uma arte pela qual tenho um enorme respeito. Há pintores que realmente me interessam, sou fã incondicional do Salvador Dali, por exemplo. Acho que as pinturas dele são fabulosas. Mas a minha cultura nesta área não abunda!
5º lugar - Escultura - 2% da votação - 1 voto - Se de pintura percebo pouco, de escultura percebo menos. É uma área que, realmente, não me fascina, mas reconheço que é preciso ter muita arte para conseguir fazer uma obra deste tipo.

Obrigada pelos vossos votos e votem na que se segue! Beijinho *

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Mais um livro

Comecei a escrever um novo livro. Tenho a história na cabeça, mas não a consigo passar para o papel. Não sei, fica esquisito. Só consigo escrever quando estou triste e ultimamente não tenho andado propriamente feliz, pelo que comecei a dar asas a estas ideias de amor platónico guardadas dentro de mim. A história é bonita, diferente de todas aquelas que já idealizei. O meu problema é que não consigo ajustar as minhas ideias à minha escrita. É mais uma vez uma história de amor, como não podia deixar de ser, daquelas histórias de amor que eu gostava de ter (ou não, porque ainda não decidi o final das personagens), mas penso que o essencial da questão é a mensagem que pretendo transmitir. Preciso de ler algumas coisas na sequência deste tipo de livros, talvez vá até à biblioteca municipal alugar um livro para ver se me desenvencilho melhor com esta nova ideia. Só consegui levar um livro até ao fim, infelizmente. E quem o leu, disse que fez chorar (I'm glad with that!), eu própria chorei a escrever determinadas partes e pensava para mim "se estivesse a ler este livro, ficava a odiar o escritor", mas só até se escrever é que se percebe o que um escritor quer transmitir com determinada decisão a dada altura do romance (não que me considere escritora, "rabiscante" digamos). Gostava de acabar este livro, porque o anterior parou na página 40. Deixei de gostar daquilo, não sei... A história tinha muito para dar, mas a minha fluidez era diminuta. Como já disse, preciso de estar triste para me sair algo bom, estranho, eu sei, mas é a verdade. Amanhã vai ser um novo dia de rabiscos. Espero que a minha Satine acabe melhor do que a do Moulin Rouge, mas digo-vos, têm em comum muito mais do que o nome...!

sábado, 30 de junho de 2012

De volta às leituras

Vou voltar às leituras. Eu não sou fã de ler, apesar de achar que nos cultiva imenso, devido ao ritmo super acelerado que a vida tem hoje em dia, raramente me deito na cama a ler um livro (nem mesmo aqueles que sou "obrigada" a ler). É mais fácil perder uma hora a ver um filme do que um mês a ler um livro. É triste mas é verdade. No meio da vida agitada que tenho, não me consigo dedicar às leituras como gostava. E como dizem que o gosto da leitura é algo que se ganha o gosto aos poucos, digamos que não me cultivo muito a este nível, infelizmente...
Tenho, todavia, um livro para ser lido, chama-se Desesperadamente Giulia e foi-me oferecido pela M. e pela C. no meu dia de anos. Por conseguinte, vou começar hoje mesmo a lê-lo! Não sei se o conhecem, mas vou deixar aqui em baixo. É da Sveva Casati Modignani. Gostam da escritora ou do livro? Alguma opinião?
P.S. Não se atrevam a contar-me a história!!!!!


domingo, 17 de junho de 2012

Meu querido Fernando Pessoa...

Sabes, com certeza, aquela história da despersonalização, da desfragmentação do "eu", de seres "muitos" de uma só vez. Pois bem, nunca li nada tão antagónico como a tua escrita. Como será possível adorar o Alberto Caeiro, chegar a idolatrá-lo e a achar que a sua escrita é o protótipo da escrita simples, mas perfeita e depois chegar à Mensagem e achar que aquilo é dificílimo de se perceber se não estivermos atentos aos mais ínfimos pormenores? Como é possível que o Ricardo Reis seja um apologista acérrimo do carpe diem e o Álvaro de Campos tenha uma 3ª fase tão abúlica que nos chega a fazer ter uma pena desgraçada de um homem tão miserável? Iniciando mesmo o seu poema Tabacaria com "Não sou nada/ Nunca serei nada/ Não posso querer ser nada/ À parte disso tenho em mim todos os sonhos do mundo". Mas isso é só depois de se exaltar efusivamente nas Odes, falando do progresso, da excitação, erotizando mesmo o delírio que sente com a máquina! E tu, tu ortónimo, que dizes que "O poeta é um fingidor/ Finge tão concretamente/ Que chega a fingir que é dor/ A dor que deveras sente", mostras claramente que tudo o que escrevemos não passa de uma racionalização de sentimentos. Não mentimos, não, nós racionalizamos as nossas memórias para as podermos partilhar. Mas parece-me rebuscado demais pensar nisto. A mim e a 99,9% da população. Daí tu seres quem és. Um génio sem igual. O meu ídolo há quase tantos anos quantos me conheço. Mas o terror e o pesadelo dos alunos de 12º ano que tentam compreender aquilo que nem tu compreendias! Descansa em paz, meu amigo, e dá-nos inspiração para te escalpelizarmos até ao mais ínfimo pormenor, se assim nos pedirem...

sábado, 6 de agosto de 2011

Um Refúgio Para a Vida


Quando começo a ler um livro, não consigo ir lendo aos bocadinhos. Se estou interessada e todo o enredo me intriga, leio o dito cujo num abrir e fechar de olhos. Para ler este livro da autoria de Nicholas Sparks, demorei uns singelos dois dias e uma noite. Gostei do livro. No geral, gosto sempre dos seus livros, contudo de todos os livros dele que já li, este foi o que menos gostei. Não consegui envolver-me totalmente com as personagens como foi no caso do Diário da Nossa Paixão ou do Juntos ao Luar. Não obstante, foi um livro bom, intrigante e que nos fazia querer virar a página para saber o que iria acontecer a seguir.
Abaixo deixo a sinopse do livro:
«Quando Katie vai viver para a pacata cidade de Southport, na Carolina do Norte, todos se interrogam sobre o seu passado. Que mistérios esconderá aquela jovem bonita que parece determinada em encobrir os seus encantos e evitar novos relacionamentos? No entanto, e apesar de todas as suas reservas, Katie começa a criar raízes naquela pequena comunidade, à medida que uma nova amizade e um novo amor lhe vão fazendo baixar as defesas. Mas os fantasmas do passado, que minam a sua capacidade de confiar nos outros, continuam a persegui-la, a aterrorizá-la, e o peso do segredo que esconde é demasiado grande… Neste romance avassalador, Nicholas Sparks traz-nos uma protagonista fragilizada que tem de aprender a lidar com as suas sequelas se quiser voltar a amar

domingo, 12 de junho de 2011

A Joana e as leituras


Adoro ler, adoro descobrir o que cada linha esconde e às vezes estou tão empolgada para ler o que vem a seguir que só me apetece saltar as descrições chatas e chegar à concretização, então corro as linhas e ultrapasso-as umas por cima das outras, como se estivesse cheia de pressa para chegar ao final. No início, raro é o livro que me prende, mas lá para a página 10 ou 11 já não consigo desligar-me do que estou a ler. Isso acontece-me sempre que gosto muito de um livro, nunca dura mais de uma semana na mesa de cabeceira. No entanto, quando estou a ler e não acho piadinha nenhuma ao romance (geralmente são romances que leio), ele pode lá ficar meses e meses, acabando por ir para a prateleira sem o acabar de ler. Querem um exemplo? Hum, Maias! No fim até o achei giro, mas só mesmo mesmo no fim. Porque quando o comecei a ler achei a maior das secas. Outra coisa que odeio é ler por obrigação. Ai, se detesto quando a stora diz "têm de ler este livro"! Houve um livro que gostei bastante, tive de o ler no 10º ano, chamado "Vai Aonde Te Leva o Coração". Ao início achava que a história uma uma "treta". Uma avó deprimida e uma neta rebelde, mas depois, com o desenrolar da história, comecei a adorar o livro e a retirar pequenas mensagens dele. No fim, quando o tive de apresentar, nem precisei de estudar o que dizer, porque me lembrava de tudo ao mais ínfimo pormenor. Resumindo e baralhando, é preciso é que o livro me agarre e me deixe curiosa, se o fizer, em menos de uma semaninha está lido e assimilado.

Livros que aconselho (para quem gosta de romances!):
Vai Aonde Te Leva o Coração - Susana Tamaro
Diário da Nossa Paixão - Nicholas Sparks
Juntos ao Luar - Nicholas Sparks
Uma Promessa Para Toda a Vida - Nicholas Sparks
O Último Beijo - Luanne Rice

sexta-feira, 18 de março de 2011

Sondagem Nº 13 - O que preferes, livro ou filme?


A boa notícia é que, de uma maneira ou de outra, todas as pessoas se interessam ou por cinema ou por literatura, visto que a opção "Não gosto de nenhum" não teve qualquer voto. Houve um empate com 22% das votações para as opções "Ler um bom livro" e "Não consigo escolher entre ambos". A alternativa com mais de metade da votação total (54%) foi "Ver um bom filme". Ao que parece os livros são pequenos tesouros muitas vezes trocados por filmes [que são também tesourinhos!]. Pessoalmente, eu prefiro ver um filme. Não que não goste de ler, porque gosto, aliás, sempre que li um livro e vi os respectivo filme, preferi sempre as letrinhas, mas é uma questão de disponibilidade. Um filme que demora duas horas a ver, corresponde um livro que demora um mês a ler, portanto por vezes, a falta de tempo leva-nos a optar pelo mais fácil e neste caso, um filme.
Queria só acrescentar que penso que os livros estão a perder-se cada vez mais na nossa sociedade contemporânea e não há nada como ler o que as personagens sentem. Nunca, em nenhum filme, por melhor que seja o actor, conseguimos perceber com a certeza absoluta o que vai dentro dos seus corações...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A propósito dos Maias

Há amores impossíveis pelas mais variadíssimas razões, mas um amor impossível por relações de parentesco deve ser avassalador. Se há barreiras difíceis de passar, há outras completamente impossíveis.
Sim, eu sei que estas relações de incesto ao acaso são praticamente inexistentes, mas deve ser terrível! Ver um irmão ou uma irmã com outros olhos, nutrir sentimentos por ele/a que não os fraternos instituídos pela sociedade... Ai que nunca tal nos aconteça, e que Deus, ou o Diabo, como diz João da Ega, nos livre de tal pecado.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O amor não é um mar de rosas,

porque se assim fosse, a Savannah e o John não estariam separados por milhares de quilómetros (Juntos ao Luar), não tinha sido o irmão da Sarah a matar a mulher do Miles (Uma Promessa Para Toda a Vida) nem a Allie ficaria noiva e "esqueceria" o Noah (Diário da Nossa Paixão)

I need help

Gosto imenso de romances, assim ao estilo do Nicholas Sparks, mas estou um bocado farta de ler o mesmo autor, parece que só sei falar de Sparks, Sparks e Sparks e, apesar de o admirar bastante, é um escritor que peca por "plagiar" um pouco os seus próprios livros. Aconselham-me algum romancista em especial? Thank yooou!*

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A minha leitura corrente...


Gosto tanto do livro que até me entretenho a tirar-lhe fotografias enquanto "leio"! Pobres dos alunos do 11º ano...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A essência pura desse amor imortal

"Assim arrefeceu, parou, aquele coração de herói que eu habitava; e evaporado o princípio da vida, eu, agora livre, remontei aos astros, levando comigo a essência pura desse amor imortal"

In Maias

Pela primeira vez, desde que leio este livro, parei para reler uma passagem que achei linda.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Pessoas para recordar - Agatha Christie


Agatha Christie está em terceiro lugar no que toca à tradução de livros, sendo somente superada pelas obras de Shakespeare e pela Bíblia. Conhecida como a "Rainha do Crime", Agatha é uma das maiores romancistas policiais de todos os tempos.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Só tu

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…

Fernando Pessoa

domingo, 2 de janeiro de 2011

Pessoas para recordar - José Saramago


O único Prémio Nobel da Literatura Português. Escritor com uma capacidade extraordinária. Revolucionou a escrita e inovou a sua própria forma de escrever, criando um estilo só seu. Rest in Peace José Saramago, we won't forget you.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

John and Savannah



"E quando finalmente a vejo a sair de casa, sinto um estranho formigueiro percorrer-me as costas, uma sensação completamente nova para mim. Ela detém-se nos degraus, e eu fico a vê-la virar-se, dando a ideia de que está a olhar na minha direcção. Fico paralisado sem motivo - sei que é impossível ela ver-me. Do meu piso, vejo a Savannah a fechar a porta silenciosamente atrás de si. Desce lentamente os degraus e deambula até ao centro do pátio.
Aí pára e cruza os braços, deitando uma olhadela por cima do ombro para ter a certeza de que não veio ninguém atrás dela. Por fim, parece descontrair-se. E então eu sinto-me como se estivesse a presenciar um milagre, quando, com extrema lentidão, a vejo virar o rosto ao luar. Observo-a a contemplar a lua cheia, a sentir a corrente de emoções que ela desencadeou e a desejar apenas dizer-lhe que me encontro aqui. Porém, ao invés, deixo-me ficar onde estou e dirijo também o olhar para a Lua. E, por um breve instante, quase tenho a sensação de que estamos novamente juntos."

Últimas palavras de John Tyree, in Juntos ao Luar

Talvez o mais importante não seja ficarmos realmente com quem amamos, mas sim saber que fizemos de tudo para que essa mesma pessoa fosse feliz.
Obrigada Nicholas Sparks.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Pessoas para recordar - Sophia de Mello Breyner Andresen


Duas coisas a dizer: Poemas lindíssimos sobre o mar. Livros infantis extraordinários. Para sempre recordada.