Já tinha saudades. Saudades de poder simplesmente escrever sem sequer pensar. Hoje estou nervosa. Estou mesmo muito nervosa. Porquê? Não interessa porquê. Tinha saudades disto. Estou a sorrir sem saber bem porquê. É como se por um ténue momento fosse tudo como era antes. Parece que sou uma miúda outra vez. Sim, uma miúda outra vez. Antes daquela altura em que as lágrimas copiosas me caíram pelo rosto. Antes de me deitar e não conseguir dormir. Sim, sim, antes mesmo de passar dias e dias inteiros em casa com o sol a brilhar lá fora, simplesmente porque não conseguia encarar a realidade. E pergunto-me a mim mesma por que sorrio. Porque tinha saudades disto... É isso. Eu ainda me lembro das palavras que me edulcoravam o coração. Desse amor fátuo que toldava a minha vista da realidade. É como se esteja a viver tudo agora. E é engraçado como as memórias parecem presente. E como o passado se materializa com breves sussurros de saudade. E a minha inocência - só hoje consigo ver que era, de facto, inocente - acabava por fazer de mim quem era. Talvez, e tão somente talvez, se não fosse essa inocência não teria vivido tão exasperadamente aqueles mistos de amor leviano com paixão salutante, aquela angústia permanente que julgava ser, sem espaço para dúvidas, amor... É o que disse acima - inocência. Nessa altura ainda não tinha percebido o que era amar, ainda era só uma rapariga a dar as primeiras passadas no universo das paixões ardentes e dos desgostos avassaladores. Talvez seja mesmo nessa altura que a pureza dos nossos corações nos permite viver tudo com a máxima intensidade. Mas a verdade é que venho corroborando que quanto mais pomos de lado a essência do nosso ser, o prelúdio da nossa ingenuidade e a irreverência inerente à idade é que de facto podemos perceber, passados todos estes anos, o que é o amor - e eu amo-te.
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
I know it was true
Dei por mim, de forma totalmente fortuita, a recordar momentos que tinha enclausurado. A caminhada para casa, com a brisa fresca a esvoaçar-me o cabelo e o cheiro das ruas pelas quais já passámos deixou-me nostálgica. Despoletou-se em mim uma enorme vontade de reviver os nossos momentos, com conseguinte frustração por reconhecer a impossibilidade de tal acontecer. Encarcerei as memórias que tinha de ti, com a ânsia de torná-las nisso mesmo: meras memórias. A verdade é que não o são. Continua ávido o desejo de te olhar mais uma vez, não aquele olhar passageiro que se farta com uns singelos segundos, mas um olhar demorado, no qual me revejo em ti, em que as nossas bocas se calam e tudo é dito num laivo de luz. Nesses momentos não dizíamos nada, ficávamos assim; a tua mão passava lentamente sobre o meu braço e podia sentir o teu respirar contra a minha testa. Perdidos em momentos de utopia, idealizando aquela que seria a nossa vida mais que perfeita, trocávamos juras mesmo no silêncio que avassalava a atmosfera que nos consumia. Arquivar esta realidade que assim deixou de o ser há tão pouco tempo é um processo moroso que me leva muitas vezes a deitar-me na cama e a ouvir músicas que despoletam pequenas lágrimas, não de tristeza, mas de saudade. Não uma saudade infeliz, mas uma saudade saudável. Uma saudade que me permite sorrir no fim e pensar: Don't cry because it's over, smile because it happened. And we did happen. It wasn't just a summer crush or a winter fall, it was love, true love. Maybe, it still is...
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Our love
Passo e espero. Espero por um sinal de ti que diga que existe um "nós". Pode não ser agora, pode nunca ter sido de facto, mas que haja um "nós" em alguma parte da nossa vida. Não peço promessas ou juras eternas, peço momentos, pequenos laivos de alegria que me permitam guardar na memória algo de extraordinário. Não quero algo duradouro, quero algo verdadeiro. Se for contigo, tanto melhor. Connosco terá sempre um sabor agridoce, aquele travo a erro, aquela sensação de que não nos devíamos deixar levar por sentimentos obtusos que nos consomem. Na verdade, é o que acontece nesta coligação que criámos mesmo sem querer: consumimo-nos. Amamos desmesuradamente sem deixar frechas de liberdade. No fundo, somos escravos de uma paixão ardente que desconhecemos a força e vitalidade. Não obstante, tentamos acerrimamente libertar as correntes fervorosas da fúria que é esta ânsia de nos termos, vivendo vidas separadas preenchidas por sonhos opostos e ideais contraditórios. Por isso digo e repito: não quero uma vida em pleno, quero um momento, um momento inesgotável.
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sábado, 6 de julho de 2013
You're my dream
Sentaste-te ao meu lado a abraçaste-te a mim. Um calafrio gelou-me por completo. Fiquei estática à espera que o meu corpo reagisse externamente, mas a única coisa que sentia era o acelerar do batimento cardíaco e o estômago enviusado. Tocaste-me na mão com uma suavidade que nunca tinha sentido e, por fim, os nossos olhares encontraram-se. Lembro-me tão bem da cor dos teus olhos, da minha imagem neles. Lembro-me do que disseste no momento a seguir: "eu nunca te vou deixar". Infelizmente guardei essas palavras vãs e cravei-as no meu coração, impregnando-as com esperança e amor profundo.
Acordei. Abri os olhos e tu não estavas lá. Nem nunca estiveste, de facto. Gostava de te poder dizer o que sinto, sem demoras nem rodeios, sem aquelas palavras a mais que tornam o discurso sobrecarregado de empenho para te impressionar. Uma palavra bastava. E uma promessa também.
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quarta-feira, 19 de junho de 2013
E assim se mostra o verdadeiro amor
Já que eu ando sem inspiração por estes lados, resolvi partilhar esta notícia que li e que não podia deixar de me tocar. Assim sendo, partilho com vocês esta que achei ser das mais bonitas (e extremamente simples) provas de amor do nosso adorado (acho que posso falar assim dele!) Brad Pitt:
O ator Brad Pitt revelou ontem que a sua relação com Angelina Jolie esteve à beira da rutura e que só conseguiu recuperar a sua mulher com muitos mimos, flores, beijos e elogios.
Num texto publicado na revista americana “Identity Magazine”, sob o título “Um Segredo de Amor”, escreve Pitt:
“A minha mulher adoeceu. Estava constantemente nervosa por causa dos seus problemas no trabalho, vida pessoal e das suas falhas e problemas com os nossos filhos. Perdeu cerca de 13 quilos e pesava pouco mais de 40 quilos aos 35 anos. Ficou demasiado magra e chorava constantemente. Não era uma mulher feliz. Tinha dores de cabeça constantes, dores no peito e tensão muscular nas costas. Não dormia bem, adormecia somente de madrugada e cansava-se muito durante o dia. A nossa relação estava à beira da rutura. A sua beleza começava a abandoná-la. Tinha papos debaixo dos olhos, andava sempre desgrenhada e parou completamente de cuidar de si. Recusava trabalhar no cinema e rejeitou vários papéis. Perdi a esperança e pensava que nos divorciaríamos em breve…
“Foi então que decidi tomar algumas medidas. Afinal, eu tenho a mulher mais bonita do mundo. Ela é a mulher ideal para metade dos homens e mulheres do planeta e eu era o único a ter o privilégio de adormecer ao seu lado e de poder abraçá-la. Comecei a mimá-la com flores, beijos e muitos elogios.
Surpreendia-a e tentava agradá-la em todos os momentos. Enchi-a de presentes e comecei a viver apenas para ela. Só falava em público a seu respeito e relacionava todos os assuntos com ela, de alguma forma. Elogiei-a a sós e em frente a todos os nossos amigos.
“Podem não acreditar, mas ela começou a renascer, a florescer… Tornou-se ainda melhor do que era antes. Ganhou peso, deixou de andar nervosa e ama-me ainda mais do que antes. Eu nem sabia que ela podia amar tão intensamente. E então percebi: ‘A mulher é o reflexo do seu homem’”.
Retirado daqui
segunda-feira, 15 de abril de 2013
As relações em segredo são as melhores
Digo isto porque a inveja, a desconfiança e a mesquinhez são inerentes ao ser humano e estão impregnadas na sociedade. Todas as relações despoletam emoções por parte dos amigos, conhecidos e até mesmo desconhecidos; uns ficam felizes com a nova união, outros ficam com um ódio de morte. A verdade é que é quando nada se sabe, quando a relação diz respeito apenas aos intervenientes que o relacionamento corre melhor, pelo simples facto de não haver terceiros a interferir entre o casal. Os "diz que disse" matam qualquer relação quando levados a longo prazo, por muito que os queiramos ignorar, mais cedo ou mais tarde eles começam a gerar dúvidas e desconfianças e, por conseguinte, os alicerces do relacionamento são postos em causa. Claro que chega a um certo ponto que temos necessidade de partilhar com o mundo a nossa felicidade, o quão felizes estamos ao pé do nosso "mais que tudo", todavia após passado esse processo os inconvenientes são muitos mais do que o feedback positivo que recebemos.
Tenho para mim que uma relação deve ser assumida e partilhada quando está já sólida, quando os dois estão em perfeita harmonia e sabem bem o que querem. Não quero com isto dizer que as coisas devem ser feitas às escondidas, claro que os amigos mais próximos sabem, no entanto o "numa relação" no facebook pode vir a estragar muita coisa. Aliás, o facebook, os asks, o twitter e etc têm vindo a estragar muitas relações porque apenas contaminam algo que muitas vezes está perfeito. Inventam mentiras, reavivam coisas arquivadas do passado e verdade seja dita que por muito que se pense "se me vierem dizer alguma coisa, eu não vou acreditar e confiar nele/a", a dúvida é inerente à condição humana e desde o momento em que nos contam alguma coisa, por muito utópica que seja, isso marcar-nos-á e provocará desconfiança.
As meninas de 15/16 anos adoram colocar essas coisas no facebook e claro, eu com 16 anos também gostava. Agora com 19 as coisas começam a ser vistas por um prisma diferente! A ideia de que só é oficial quando o facebook diz que é torna-se cada vez mais ridícula, mas enfim. O fim de relacionamentos que acontece por causa dessas redes sociais só vem corroborar a minha teoria: "secreto" é melhor.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Meu amor
Por ti dava o mundo
Bastava que me desses o teu coração
E mergulhasses no meu amor sem fundo,
Alimentado por chamas de ilusão.
Mas negaste-me o simples gesto de me olhares
E dizeres que o nosso amor findou
Porque tu, mesmo sem falares
Foste aquele que nunca me amou.
Gostava de te poder dizer com veemência
Que já não tens qualquer significado
E que o meu peito está em dormência
Da dor que foi ter-te amado.
Mas a verdade é que te amo como amei desde a primeira vez
Em que me disseste com o coração aberto
“Vem, meu amor, que
seremos três
E daremos este amor ao
descoberto”
A ingenuidade levou-me a acreditar
Que as tuas palavras eram genuínas
E que jamais me irias deixar
Abandonada naquelas colinas.
Mas fizeste-o sem dó nem piedade
Deixando-me somente com a saudade
E com as lembranças que trago comigo
Neste porto onde não tenho abrigo.
Ah, mas se eu te pudesse mudar,
E te mostrasse o meu amor de perdição
Virias louco por desejar
Devolver-me teu coração.
Sentada permaneço à tua espera,
Mesmo sabendo que não irás voltar
Sempre te fui sincera:
Eu nunca vou deixar de te amar.
Joana Filipa
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sábado, 23 de março de 2013
A vida de uma adolescente
Não temos a inocência de uma criança, nem a experiência de vida de um adulto. Temos as hormonas descontroladas e uma ânsia de viver inigualável. É uma idade de decisões importantes, decisões essas que irão influenciar todo o nosso futuro. Podemos, na idade adulta, tentar emendar erros cometidos na idade da loucura, mas não será a mesma coisa. É aqui que temos de ser fortes o suficiente para abdicarmos de certas coisas e nos concentrarmos noutras. Abrir mão da felicidade instantânea e pensar na felicidade a longo prazo. Por vezes, é difícil. É complicado pensar que o nosso enorme problema deixará de o ser daqui a um mês ou dois. Eu sou daquelas pessoas que deprime, que desiste, que deixa de encontrar razão no que faz se alguma adversidade a deita abaixo. Este ano de 2013 não tem sido nada fácil - talvez pela minha enorme superstição com o número 13 -, mas a verdade é que se me pedirem para dizer uma coisa boa que já me tenha acontecido desde o dia 1 de Janeiro de 2013... Eu não consigo dizer. Estou num curso que não gosto, com pessoas com quem não consigo ter um elevado grau de intimidade, talvez por vê-las poucas vezes, não sei, o meu avô tem uma doença grave e no campo do amor, bem, é melhor nem entrarmos por aí porque seria o descalabro total. Há toda uma instabilidade que recai sobre mim, como se eu já não conseguisse perceber quem sou, o que quero, pelo que luto. Basicamente, vivo atrelada a um passado que me proporcionou dias de felicidade intensa e a um futuro que vislumbro tudo menos risonho. Será isto apenas uma fase? Eu espero que sim e espero sobretudo ter a força necessária para a ultrapassar. Vá agora não liguem ao que disse e me venham perguntar "o que se passa Joana?!?". Só me apeteceu desabafar e, em vez de ouvir música como a maior parte dos jovens, escrevo.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Amor é quando...
eu tenho saudades tuas? Espero por uma mensagem que não vai chegar? Anseio que me toques à campainha mesmo sabendo que isso não vai acontecer? Recordo os momentos que passámos com um sorriso? Penso nas palavras que trocávamos e limito-me a chorar? Olho para as nossas fotos e de imediato a nostalgia toma conta de mim? Retraio a vontade imensa de te falar? Me imagino somente contigo daqui a 50 anos? Sonho com os momentos que acabámos por não ter? Sinto um frenesim cada vez que me tocas? Amor é tão simples, não é? Não, não é...
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quinta-feira, 7 de março de 2013
Sentimentos contraditórios
Sabem quando não querem uma coisa, mas sabem que têm de a fazer? É isso que se passa neste momento. Não quero, juro que não quero, até porque já se passou tanta coisa, passou tempo suficiente para marcar, para deixar réstias de memória. Mas às vezes o "querer" não é tudo. Há atitudes que têm de ser tomadas e os acontecimentos mais recentes vieram corroborar a minha teoria de que não vale, de todo, a pena. Saí do meu porto de abrigo e andei à deriva, perdida, sem rumo, aliás não sei quando vou recuperar a minha rota, o que irei fazer, para onde seguir, mas sei o que não quero. Sei do que estou farta, cansada, dilacerada. Chega a um ponto que temos de dizer basta, pois mais do que gostar de outra pessoa, temos de gostar de nós. Um dia vou ganhar novo rumo, vou reencontrar-me. Afinal de contas, todos nós temos uma oportunidade que não podemos, de todo, deixar escapar. Só que eu tendo a insistir em casos perdidos, na esperança cega de que algo mude. Mas nada muda. Nós é que temos de mudar e eu? Virei a página. For real.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Amo incondicionalmente
Sou uma apaixonada nata, apaixonada pela vida, pelo amor, pelo romance... Mas não é fácil eu apaixonar-me perdidamente por alguém. Todavia, quando amo, amo de verdade. E quando o sentimento é verdadeiro, genuíno, puro não consigo nem por nada deste mundo deixar de amar. Há pessoas que entram na minha vida e entram de tal forma no meu coração que não as consigo retirar nem por nada. No entanto consigo afastar-me, consigo viver com a minha dor, consigo ser racional ao ponto de viver de sonhos - que incongruência, eu sei - mas acreditem, há racionalidade suficiente para viver daquilo que não se gosta e sonhar com aquilo que se ama. Se sou uma pessoa sã? Não sei. Mas habituei-me ao "longe da vista, longe do coração"... E acredito fervorosamente que o amor verdadeiro existe, não como num conto de fadas, mas como uma brilhante comédia romântica.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Man of my life
Há segredos que a vida guarda que eu desconheço totalmente. Não consigo compreender vários porquês. Se eu quero e tu queres porque é que não resulta? Porque é que existem factores externos que não deixam que levemos a cabo algo que já construímos há tanto tempo atrás? Fico a olhar para as fotos, para os textos escritos e sinto que é tudo tão verdadeiro... Às vezes tento imaginar o futuro e não consigo fazê-lo sem que faças parte dele. É que, por mais episódios que a minha vida tenha tido, tu és o episódio final. E quando penso na pessoa que me espera no altar, penso em ti. E na pessoa que me fez mais feliz, penso em ti. Às vezes acho que o que me falta é força. Mas sempre fui assim, sabes? Nunca lutei muito pelo que queria, sempre preferi aceitar o fim quando não dá. Contigo é diferente. Tento seguir em frente, tento que tudo pareça bem à minha volta, mas a verdade é que não me desprendo de ti, de nós, do que fomos e poderíamos ser. A vida dá muitas voltas, tantas! E eu acredito no destino, que duas pessoas estão destinadas a estarem juntas. E que só há uma cara metade para cada um de nós. Sabes aquele brilho nos olhos quando se fala de uma pessoa? Elas dizem que só o tenho contigo. A vida dá-me pistas de que erro, sussurra-me o que devo fazer, mas eu ignoro, na esperança de encontrar a felicidade sem tanto esforço. No entanto, quando me deito na almofada, mesmo antes de adormecer, vejo-te à minha espera de smooking e com a mão esticada e, quando os nossos olhares se tocam, eu sinto que posso dormir em paz, porque tu estás sempre comigo, mesmo que não estejas.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Amor é...
quando ele passa uma hora na Douglas comigo a escolher uma sombra sem fazer birra e a ajudar-me!
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
"Prostituição" nos dias de hoje
Continua a haver a típica prostituição, é claro, a mais velha profissão do mundo. Contudo é da "prostituição" que estou a falar. Raparigas (e rapazes também!) que se oferecem a troco de nada. E, quando dizemos que uma rapariga é vadia, porca, oferecida e etc etc se, por vezes, é por inveja, que também as há, outras é porque elas realmente (e digo elas porque, infelizmente, a rapariga que anda com muitos ainda é tida como porca e ele como garanhão) são umas valentes levianas. E estas novas "prostitutas" são de graça, dão-se com tal facilidade que eles nem têm de se esforçar muito. Não se importam de ser "a outra", aquela que é utilizada para eles traírem as namoradas quando estão fartos do tédio da relação. E, como geralmente estas personalidades devem pouco à inteligência, ainda se acham as maiores porque foi com elas que ele traiu a triste que ficou em casa à espera da mensagem a dizer "amo-te muito", mas não, queridas, vocês são somente usadas como objecto sexual, como simples instrumentos que os fazem sair da rotina porque, à noite, não é em vocês que eles pensam, mas sim naquela rapariga certinha, querida e com cabeça com quem eles se imaginam o resto da vida e não com vocês. Contudo lá está o acefalismo em evidência - vocês acham-se as mais importantes quando, na verdade, são nem mais nem menos que a escapatória. E, claro, o melhor disto tudo é que eles agora não precisam de pagar, têm tudo de borla, muitas vezes até com insistência das ditas "mulheres" que se esbanjam no leito deles sem que eles tenham de mexer um dedo. A facilidade nunca cativou nenhum homem, meninas, todo o homem (que é homem!) gosta de mulheres que dão luta, que são difíceis, que não se entregam logo, que os faz ter de lutar e dar valor. Todavia, isto é difícil de entender para meninas que estão sedentas de serem as mais populares, as mais conquistadoras, as que têm mais likes no facebook (lol). Geralmente, estas ditas cujas não suportam a felicidade alheia, intrometem-se na vida dos outros, já que a delas é a pobreza que se vê, e não suportam os sorrisos, a felicidade, o amor vivido por um casal porque, no fim, elas não sabem o que é ser amada como a principal, somente usada como "a outra"...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Cala-te Joana Filipa
Hoje escrevi um texto grande, bonito, sentido, de coração. Mas escrevi-o no meu diário. Porque se o escrevesse aqui... Ui! Nem quero imaginar certas reacções.
Dia dos Namorados
Uma data especial para os casais, frustrante para os não correspondidos, indiferente para os solteiros e talvez só mais um dia para a maioria das pessoas. Tal como no Natal se celebra o nascimento de Cristo, na Páscoa a sua ressurreição, no Dia da Mãe a nossa querida mãe, no dia do Pai o nosso querido pai (and so on...), interpreto este dia mais como uma chamada de atenção do que outra coisa! É, talvez, um pretexto para o "amo-te" ser exagerado, o mais-que-tudo mimado e bajulado, haver uma surpresa, uma carta de amor, uma rosa vermelha e tantas outras coisas que ficam ao critério dos mais criativos! Sou uma romântica incurável *cof cof* e, como tal, acho este dia super fofinho, que merece ser apreciado do início ao fim! Digam o que não dizem nos outros dias. Cometam loucuras. Façam a pessoa que mais amam a mais feliz do mundo. Afinal de contas, só vivemos uma vez e que o máximo de coisas não fique por dizer. Feliz dia dos Namorados para os apaixonados, para os que amam e sabem o que é amar, até para aqueles que vivem de memórias e de amores passados. Eu vou só ali abrir a minha caixinha das cartas antigas e já venho...
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
10 dicas para uma boa vida a dois:
Por vezes é complicado gerir uma relação e vi por aí algures uns conselhos para uma vida saudável a dois. Aqui ficam as dicas (e a minha opinião acerca delas à frente!):
- Nunca se irem deitar chateados - por acaso é uma coisa que tento fazer! Ir dormir chateada com a outra pessoa só gera mais desconforto. É certo que há coisas que se têm de resolver melhor no outro dia, mas tento sempre amenizar a situação;
- Não atirar coisas à cara um do outro - dizer que "eu fiz isto e isto e mais aquilo e o outro por ti" só numa de atirar à cara numa discussão é a pior coisa que se pode fazer porque parece que essas tais coisas não são feitas de coração! Também é algo que tento evitar ao máximo;
- "Birrinhas" de ciúmes são saudáveis, mas guerras monumentais não - apoiadíssimo! Toda a gente gosta de sentir que o nosso mais que tudo sente pequenos ciúmes porque isso mostra que se interessa por nós. Mas quando esses ciúmes passam a discussões já não é tão bom! Eu tenho de admitir que sou (um bocadinho) ciumenta e às vezes pronto... Passo-me!;
- Não mentir/omitir - esta devia ser das primeiras regras para uma relação saudável! Não sou a favor de mentiras piedosas, na altura cai sempre bem, mas quando descobertas geram uma confusão enorme! E um acontecimento que seja explicitado sem mentiras pode ser muito mais facilmente perdoável do que quando é descoberto ao acaso;
- Confiar (não cegamente!) - a confiança é a base de qualquer relação, até aí apoio totalmente, mas aqueles parêntesis também são importantes! Todos nós sabemos que o amor nos "cega" e se não podemos estar constantemente a desacreditar na pessoa que está ao nosso lado, também não podemos ser cegos ao ponto de acreditar em qualquer história!;
- Não falar de ex-namorado(a)s - eu concordo e apoio mas já se sabe que mais tarde ou mais cedo esse assunto acaba sempre por vir à baila!;
- Fugir da rotina - os relacionamentos que entram naquela rotina monótona de fazer sempre o mesmo cansam, por isso há que inovar e pensar em novos programas, sair com amigos, ter novas ideias e visitar novos sítios a fim de dar dinamismo à relação, totalmente a favor;
- Elogios são sempre bem vindos - se são! depois queixam-se que elas e eles falam com outra pessoa, muitas das vezes nem querem nada com os ditos cujos, mas toda a gente precisa da auto estima elevada e quando a pessoa que está connosco não o faz...! Por isso não se esqueçam de dizer que somos bonitos/as como diziam no primeiro mês de namoro ahah;
- Não ser vingativo - concordo imenso, ser vingativo numa relação é péssimo, mas eu tenho de admitir que sou muito vingativa. Se me fazem algo de mal, eu não descanso até fazer igual ou pior. Nada de grave, mas se não me falam durante uma hora, eu hei-de demorar duas a responder! E se vão sair com amigos porque é que eu depois não hei-de sair também? Se ele não gosta cá dessas coisas, eu também não, por isso azar, vingança! ahah;
- Não esquecer datas importantes - não sei se eles (homens) ligam tanto, mas as mulheres tendem a ficar profundamente feridas se eles não dão atenção a um dia que seja especial para ambos! Por isso tentem não se esquecer das datas mais importantes (nem que seja com lembrete no telemóvel!!)
E que tal? Vocês aplicam estas "regras"? Ou também infringem uma ou outra?
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
É, eu às vezes sou um bocado invejosa...
... quando vejo aqueles casais que se amam mais que tudo e se nota perfeitamente que são feitos um para o outro. Digo isto porque acabei de ver umas fotos de um casal amigo meu que é simplesmente perfeito. Nota-se em cada olhar, cada sorriso e cada gesto que aquilo é mesmo para casar. É daqueles amores perfeitos... Que inveja, possa!
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Our love story
As minhas memórias estão compartimentadas, guardadas em pequenos pedaços de mim, que tento manter guardados para não interferirem com o meu presente. Existem, contudo, certos acontecimentos que vêm trazer ao de cima todos os sentimentos guardados e me fazem lembrar de tudo... Em dias como o de hoje, volto a sentir saudades. De um simples olhar, que ainda sei de cor. De um sorriso brilhante que ainda guardo no coração. Não consigo evitar pensar e dói saber que já não é presente, que a vida seguiu e tomou um novo rumo, da qual um "nós" não faz parte. As lágrimas vão escorrendo à medida que vejo fotos antigas, textos escritos cheios de amor, mensagens que ficaram por apagar. E o pior? O pior é que me lembro de tudo como se fosse hoje. Como se, por vezes, o passado fosse presente na minha cabeça, e eu construísse a nossa história desta vez sem erros irremediáveis. Não fui perfeita, não sou perfeita, mas sei que o que sinto é puro, único, genuíno e que por mais tempo que passe, se há coisas que nunca se vão apagar, este sentimento é uma delas, pois já há muito tempo que assim o é. Às vezes gostava se conseguir pôr tudo para trás das coisas, estar bem com as minhas escolhas e seguir o meu caminho sem olhar para trás, mas a verdade é que, à mínima coisa, a tua luz volta a brilhar e, mesmo sem que eu queira, lembra-me do quão feliz já fui quando era somente "eu", e só conseguia ser assim quando me olhavas nos olhos e dizias "nunca te vou deixar"...
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Beijos (dos melhores, aos piores...!)
Vi um post acerca de beijos no blog da Pipoca Mais Doce que penso ter sido feito derivado de um inquérito que ela respondeu. Achei o post muito giro e é sobre uma temática que, no fundo, toca a todos.
Um beijo não é tudo, mas é importante numa relação - de qualquer tipo que seja. Quantos de nós já evitámos cumprimentar aquela vizinha velhinha que nos pica com o enorme buço? Ou aquela senhora de idade que cada vez que nos dá um beijo na cara nos baba completamente? Ora a verdade é que os beijos são uma constante no nosso dia a dia, sejam de que estirpe forem.
Falando de beijos no sentido lato da palavra, penso que toda a gente recorda do seu primeiro beijo "a sério". Não falo daqueles dados na primária que encostam os lábios e fogem um do outro, mas de beijos com algum sentimento. Na minha singela opinião, o primeiro beijo é muito bonito, sim, mas aposto que para a maioria de nós, apesar de significar muito na altura, nos dias de hoje (supondo que já se passaram alguns anos desde a ocasião) não tem qualquer interferência e não nos marca de forma muito intensa. Já os primeiros beijos de uma relação... Esses ficam na memória. É certo que quando duas pessoas se beijam pela primeira vez, não se conhecem a esse nível e, portanto, o beijo não sairá tão perfeito quanto os que se seguem. Há, todavia, toda uma magia subjacente à troca do primeiro beijo. Para mim, é o mais encantador, o que causa mais borboletas no estômago, aquele cujas expectativas são imensas e o resultado pode sempre ser surpreendente.
Elegendo um beijo como o meu favorito, eu diria "o beijo apaixonado". Não sei, lamechas ou não, acho que aqueles beijos longos e demorados que dizem tudo o que as palavras não conseguem são os mais bonitos. Ah, mas claro, eu dispenso ver beijos apaixonados e cheios de amor em plena avenida! Façam isso no conforto das vossas casinhas, a ver o pôr do sol na praia deserta, num passeio romântico com pouca gente à mistura, etc etc porque não há nada mais deplorável que ir a passar na rua e ver um casal apaixonado a "comer-se", mas literalmente assim! Só dá vontade de chegar ali e dizer "arranjem um quarto" porque realmente há figuras que não se fazem, a meu ver, claro! Há ainda beijos a modos que péssimos! Para mim o pior é mesmo aquele que não controlam a saliva. Por amor de Deus, que descalabro total!
Há ainda outro aspecto interessante acerca da dicotomia primeiro beijo/último beijo. A maioria de nós recorda perfeitamente o primeiro beijo trocado com uma pessoa, no entanto é mais difícil recordar o último. Isto acontece porque simplesmente, na maior parte das vezes, não contávamos que o último fosse mesmo "the very last".
Podia ficar aqui a manhã toda a falar de beijos e mais beijos e beijos de todo o tipo, forma e feitio, mas deixo-vos apenas o mesmo desafio que A Pipoca Mais Doce deixou que é o de preencherem este questionário para averiguar a forma como os portugueses beijam. Eu já preenchi o meu e foi deveras divertido! Por isso, aqui fica o conselho.
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