Quando ambos sorrimos
Gera-se imediatamente uma magia
E eu sei que ambos sentimos
Que haverá entre nós sempre uma empatia.
Pergunto-me incansavelmente
O porquê desta situação
Porque sei inequivocamente
Que nunca abandonarás o meu coração.
Todavia, limito-me a esperar
talvez por algo que nunca virá.
Contudo eu não sei não te amar
e o que sinto por ti aqui ficará.
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Poemas das horas vagas
Não somos aquilo que queremos,
vamos sendo, simplesmente, nós.
Baralhados com as coisas que fazemos
Acabamos invariavelmente sós.
Posso perder-me no deserto,
Ou até em alto mar,
Contudo nada te trará para perto
Nem mesmo o facto de te amar.
Por isso aqui permaneço,
A ver a vida passar,
À espera de um novo começo
Que me dê asas para voar.
vamos sendo, simplesmente, nós.
Baralhados com as coisas que fazemos
Acabamos invariavelmente sós.
Posso perder-me no deserto,
Ou até em alto mar,
Contudo nada te trará para perto
Nem mesmo o facto de te amar.
Por isso aqui permaneço,
A ver a vida passar,
À espera de um novo começo
Que me dê asas para voar.
Joana Filipa
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Poemas das horas vagas
Desconheces o meu verdadeiro eu,
Porque também eu o desconheço.
Tudo o que foi, um dia, meu
Abandonei-o desde o começo.
Recriminas-me por não tentar,
Culpas-me por não agir.
Posso pecar por não te amar,
mas o passado não me deixa seguir.
Não consegues compreender
Tudo aquilo que me prende.
Percebe - o coração não pode saber
aquilo que só a razão entende.
Porque também eu o desconheço.
Tudo o que foi, um dia, meu
Abandonei-o desde o começo.
Recriminas-me por não tentar,
Culpas-me por não agir.
Posso pecar por não te amar,
mas o passado não me deixa seguir.
Não consegues compreender
Tudo aquilo que me prende.
Percebe - o coração não pode saber
aquilo que só a razão entende.
Joana Filipa
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Poemas das horas vagas
O jeito sereno do teu andar
recorda-me daquilo que fomos.
Contudo, a luz fria fria do teu olhar
lembra-me do que já não somos.
Tem sido difícil acreditar
que tudo ficará assim.
Eu sei que não podes deixar
de ser o que foste para mim.
Continuo à tua espera,
algo não me deixa avançar.
Tu fazias de mim o que era.
Tu sabias fazer-me amar.
recorda-me daquilo que fomos.
Contudo, a luz fria fria do teu olhar
lembra-me do que já não somos.
Tem sido difícil acreditar
que tudo ficará assim.
Eu sei que não podes deixar
de ser o que foste para mim.
Continuo à tua espera,
algo não me deixa avançar.
Tu fazias de mim o que era.
Tu sabias fazer-me amar.
Joana Filipa
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Poemas das horas vagas
Esse amor que voou,
levou uma parte de mim.
Aqui fiquei, com o que ele me deixou.
E fico somente assim.
A vida continua a girar
todavia, eu sinto-me parada.
Já não sei amar,
porque estou a ti ancorada.
A esperança que tenho,
corrói-me a cada dia que passa.
O mundo está um lugar estranho
e sem ti, não sei que faça.
levou uma parte de mim.
Aqui fiquei, com o que ele me deixou.
E fico somente assim.
A vida continua a girar
todavia, eu sinto-me parada.
Já não sei amar,
porque estou a ti ancorada.
A esperança que tenho,
corrói-me a cada dia que passa.
O mundo está um lugar estranho
e sem ti, não sei que faça.
Joana Filipa
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Poemas das horas vagas
Nas veias do tempo,
a vida consome-se, saturada.
E há tanto sentimento
que não a queremos ver acabada.
Mas o tempo urge, solitário.
E o amor esvai-se, desiludido.
Para trás fica com contrário
do que se devia ter sucedido.
E nós deixamos de sentir.
Fingimos apenas, buscando um abrigo desesperado,
porque a vida não nos deixa sorrir,
devastados por esta ter findado.
a vida consome-se, saturada.
E há tanto sentimento
que não a queremos ver acabada.
Mas o tempo urge, solitário.
E o amor esvai-se, desiludido.
Para trás fica com contrário
do que se devia ter sucedido.
E nós deixamos de sentir.
Fingimos apenas, buscando um abrigo desesperado,
porque a vida não nos deixa sorrir,
devastados por esta ter findado.
Joana Filipa
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Poemas das horas vagas
Quando penso ou sinto
nada digo, apenas escrevo.
Porque não posso controlar o que sinto,
mas posso calar o que penso.
E vivo perdida,
sem me querer encontrar.
Numa sombra esquecida,
Tapada pelo mar.
Há uma ferida que não sara,
um amor que ficou.
Mas a vida não pára
e o que eu era, já não sou.
Joana Filipa
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Poemas das horas vagas
Quando eu vi os teus olhos brilhar,
Como quem liberta uma gota de água,
Senti o teu corpo chamar
E quis esquecer toda a mágoa.
Mas os pés prenderam-se ao chão
E mesmo quando estava a cair,
Algo me disse "não"
E eu... Eu limitei-me a sorrir.
Joana Filipa
sábado, 26 de março de 2011
Amei-te e por te amar
Amei-te e por te amar
Amei-te e por te amar
Só a ti eu não via...
Eras o céu e o mar,
Eras a noite e o dia...
Só quando te perdi
É que eu te conheci...
Quando te tinha diante
Do meu olhar submerso
Não eras minha amante...
Eras o Universo...
Agora que te não tenho,
És só do teu tamanho.
(...)
- Fernando Pessoa
Amei-te e por te amar
Só a ti eu não via...
Eras o céu e o mar,
Eras a noite e o dia...
Só quando te perdi
É que eu te conheci...
Quando te tinha diante
Do meu olhar submerso
Não eras minha amante...
Eras o Universo...
Agora que te não tenho,
És só do teu tamanho.
(...)
- Fernando Pessoa
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Só tu
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…
Fernando Pessoa
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