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quarta-feira, 27 de março de 2013

Meu amor


Por ti dava o mundo
Bastava que me desses o teu coração
E mergulhasses no meu amor sem fundo,
Alimentado por chamas de ilusão.

Mas negaste-me o simples gesto de me olhares
E dizeres que o nosso amor findou
Porque tu, mesmo sem falares
Foste aquele que nunca me amou.

Gostava de te poder dizer com veemência
Que já não tens qualquer significado
E que o meu peito está em dormência
Da dor que foi ter-te amado.

Mas a verdade é que te amo como amei desde a primeira vez
Em que me disseste com o coração aberto
Vem, meu amor, que seremos três
E daremos este amor ao descoberto

A ingenuidade levou-me a acreditar
Que as tuas palavras eram genuínas
E que jamais me irias deixar
Abandonada naquelas colinas.

Mas fizeste-o sem dó nem piedade
Deixando-me somente com a saudade
E com as lembranças que trago comigo
Neste porto onde não tenho abrigo.

Ah, mas se eu te pudesse mudar,
E te mostrasse o meu amor de perdição
Virias louco por desejar
Devolver-me teu coração.

Sentada permaneço à tua espera,
Mesmo sabendo que não irás voltar
Sempre te fui sincera:
Eu nunca vou deixar de te amar.

Joana Filipa

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Mais um livro

Comecei a escrever um novo livro. Tenho a história na cabeça, mas não a consigo passar para o papel. Não sei, fica esquisito. Só consigo escrever quando estou triste e ultimamente não tenho andado propriamente feliz, pelo que comecei a dar asas a estas ideias de amor platónico guardadas dentro de mim. A história é bonita, diferente de todas aquelas que já idealizei. O meu problema é que não consigo ajustar as minhas ideias à minha escrita. É mais uma vez uma história de amor, como não podia deixar de ser, daquelas histórias de amor que eu gostava de ter (ou não, porque ainda não decidi o final das personagens), mas penso que o essencial da questão é a mensagem que pretendo transmitir. Preciso de ler algumas coisas na sequência deste tipo de livros, talvez vá até à biblioteca municipal alugar um livro para ver se me desenvencilho melhor com esta nova ideia. Só consegui levar um livro até ao fim, infelizmente. E quem o leu, disse que fez chorar (I'm glad with that!), eu própria chorei a escrever determinadas partes e pensava para mim "se estivesse a ler este livro, ficava a odiar o escritor", mas só até se escrever é que se percebe o que um escritor quer transmitir com determinada decisão a dada altura do romance (não que me considere escritora, "rabiscante" digamos). Gostava de acabar este livro, porque o anterior parou na página 40. Deixei de gostar daquilo, não sei... A história tinha muito para dar, mas a minha fluidez era diminuta. Como já disse, preciso de estar triste para me sair algo bom, estranho, eu sei, mas é a verdade. Amanhã vai ser um novo dia de rabiscos. Espero que a minha Satine acabe melhor do que a do Moulin Rouge, mas digo-vos, têm em comum muito mais do que o nome...!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Love letter

Dear Jack,
I'm here, but you're not. I'm still waiting for your voice, your touch. I know you're not coming back. You never did and you never will, not because you don't want to, but because you can't. You're gone...
My life went by, I made a family, had kids and I'm now a grandma. I confess, nowadays I still think about our love, how fresh, quick and strong it was. I was completely in love with you, so deeply I can't even describe what I felt when you hold my hand for the first time. My heart started beating so fast, my eyes were glittering so much and of course, I blushed all over my face.
When I called your name and you didn't aswer me, I realized you were dead. You were dead right there, in front of my eyes. Your organs must have fronzen because you were so could it felt like ice. I set your hand free and you immediately disappeared in the water. I remember your face fadding away, it was terrifying.
Nevermind, my true love, it's been precisely  50 years since you died and I still love you. I always will. Until my very last breath.

Love, Rose

quarta-feira, 21 de março de 2012

Poemas das horas vagas

Depois do adeus nada fica
ou fica, mas acaba por ir.
Porque gostar de ti implica
não saber o que é sorrir.

As recordações são arquivadas,
os projectos são esquecidos,
as memórias são guardadas,
e os sonhos são perdidos.

Para trás fica a chama
que talvez nunca seja apagada.
Contudo sabemos que quem ama
nunca esquece a pessoa amada.

Joana Filipa

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Uma história de amor

Deitada na cama, recordava. Os lençóis ainda tinham o cheiro activo do perfume que invadiu o quarto na passada noite. O suor tinha-se evaporado e os cobertores estavam agora secos, livres, despidos de presente e recheados de passado. As roupas espalhadas pelo chão constituíam simples vestígios de memória e restos de recordações. A cabeça dela estava à roda, envolta em pensamentos que o traziam para junto de si. Inevitavelmente deixava-se olhar para o vazio podendo, por breves momentos, sentir o rosto acariciado por uma mão firme e terna. A nostalgia não a deixava desprender-se da magia que sentira na noite passada, todavia era impossível e ela sabia-o. Contentava-se com o segundo lugar, com os dias de São Valentim sozinha no sofá da sala com uma garrafa de Vodka na mão. Foi tarde demais, ele já estava noivo. Um amor de adolescência não morre, mas pelos vistos pode ser ultrapassado. Sempre se amaram e ela sentia-o todas as vezes que o seu olhar lhe tocava, mesmo que de soslaio. "Não a posso deixar", dizia ele com sofrimento nos olhos e pesar na alma. Jurou a si mesma que iam parar. A situação estava a tornar-se insustentável, cada vez o vazio se alastrava mais e ela já não sabia partilhar o seu grande amor com uma mulher qualquer. Como é triste saber que o coração que nos pertence está entregue a outra pessoa, na posse de outras mãos, ao dispor de outra entidade...
Suspirava. Corria os dedos pelo corpo, agora frio. Fechava os olhos e interrogava-se sobre o porquê da sua separação há muitos anos atrás. Qual a razão para duas pessoas que se amam se separarem? Serão as diferenças mais fortes? Falarão as adversidades mais alto? "Não, basta destes pensamentos", dizia para si mesma, abanando com a cabeça. Já chega. Não queria continuar a ser a outra e a preencher o vazio que ele sentia porque também a amava. Por outro lado, sabia que todos os dias seriam um tormento sempre que olhasse para o telemóvel e a sua mensagem não chegasse, sempre que se fosse deitar e o outro lado da cama estivesse vazio, sempre que contemplasse que Lua e esta nada lhe pudesse dar.
Levantou-se. Tomou a derradeira decisão de tentar encontrar aquele que a pudesse fazer verdadeiramente feliz. Estava farta de meio-amar, meio-ter, meio-sentir. Precisava de sentir-se novamente completa, desejada e amada.
Chorou enquanto caminhava em direcção à casa de banho, com a certeza de que jamais voltaria a amar alguém como amou aquele homem, mas convicta de que iria descobrir um novo amor, não o amor da sua vida, pois esse já o havia perdido, contudo por vezes as coisas são mesmo assim - o amor da nossa vida e aquele com quem ficamos não são a mesma pessoa.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Poemas das horas vagas

Não somos aquilo que queremos,
vamos sendo, simplesmente, nós.
Baralhados com as coisas que fazemos
Acabamos invariavelmente sós.

Posso perder-me no deserto,
Ou até em alto mar,
Contudo nada te trará para perto
Nem mesmo o facto de te amar.

Por isso aqui permaneço,
A ver a vida passar,
À espera de um novo começo
Que me dê asas para voar.

Joana Filipa

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Poemas das horas vagas

Desconheces o meu verdadeiro eu,
Porque também eu o desconheço.
Tudo o que foi, um dia, meu
Abandonei-o desde o começo.

Recriminas-me por não tentar,
Culpas-me por não agir.
Posso pecar por não te amar,
mas o passado não me deixa seguir.

Não consegues compreender
Tudo aquilo que me prende.
Percebe - o coração não pode saber
aquilo que só a razão entende.

Joana Filipa

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Poemas das horas vagas

O jeito sereno do teu andar
recorda-me daquilo que fomos.
Contudo, a luz fria fria do teu olhar
lembra-me do que já não somos.

Tem sido difícil acreditar
que tudo ficará assim.
Eu sei que não podes deixar
de ser o que foste para mim.

Continuo à tua espera,
algo não me deixa avançar.
Tu fazias de mim o que era.
Tu sabias fazer-me amar.

Joana Filipa

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Poemas das horas vagas

Esse amor que voou,
levou uma parte de mim.
Aqui fiquei, com o que ele me deixou.
E fico somente assim.

A vida continua a girar
todavia, eu sinto-me parada.
Já não sei amar,
porque estou a ti ancorada.

A esperança que tenho,
corrói-me a cada dia que passa.
O mundo está um lugar estranho
e sem ti, não sei que faça.

Joana Filipa

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Poemas das horas vagas

Nas veias do tempo,
a vida consome-se, saturada.
E há tanto sentimento
que não a queremos ver acabada.

Mas o tempo urge, solitário.
E o amor esvai-se, desiludido.
Para trás fica com contrário
do que se devia ter sucedido.

E nós deixamos de sentir.
Fingimos apenas, buscando um abrigo desesperado,
porque a vida não nos deixa sorrir,
devastados por esta ter findado.

Joana Filipa

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Poemas das horas vagas

Quando penso ou sinto
nada digo, apenas escrevo.
Porque não posso controlar o que sinto,
mas posso calar o que penso.

E vivo perdida,
sem me querer encontrar.
Numa sombra esquecida,
Tapada pelo mar.

Há uma ferida que não sara,
um amor que ficou.
Mas a vida não pára
e o que eu era, já não sou.

Joana Filipa

domingo, 31 de julho de 2011

Não sei ser o ar que respiras, mas sem ti não posso respirar

Não sei ser o ar que respiras, mas sem ti não posso respirar.
Vejo o vento levar as cores do nosso amor,
para trás ficam os nódulos cinzentos da nossa separação.
Tento deixar voar o meu sentimento incolor,
a única coisa que não o permite é o meu coração.

sábado, 30 de julho de 2011

[Excerto] #2

«Há coisas inexplicáveis, e a forma como me apaixonei tão depressa por aquele homem é uma delas. Eu sei que nunca te tinha falado dele antes, mas a razão é simples – voltar a falar dele é como desenterrar e reviver aquele amor e, por muito bom que tenha sido, há certas partes que me magoam tanto que prefiro não recordar. Até me ter apaixonado pelo Afonso e ter vivido o nosso grande amor, eu era uma pessoa, depois de tudo acabar, transformei-me noutra. Todas as coisas pelas quais passámos, inclusivamente a nossa separação definitiva, fizeram de mim uma pessoa mais fria. Quando algo nos magoa tanto que preferíamos morrer a ter de passar por coisa semelhante outra vez, o nosso coração arrefece e transforma-se apenas num músculo. Deixa de viver e de sentir o amor, limitando-se a bombear o sangue que nos faz viver. No entanto, não penses por um momento que me arrependo de algo. Ele sempre foi e sempre será o meu marco, a minha força, o espelho para onde posso olhar e ver a pessoa que fui, outrora

In novo romance (que ainda não tem nome!)
Por: Joana Filipa

domingo, 24 de julho de 2011

Uma história de amor


Amor de miúdos, paixão de titãs. Desde a adolescência que eram o casal perfeito. Completavam as frases um do outro com tanta precisão que parecia que os seus corações não só encaixavam como se tinham fundido e tornado num só. Não eram namorados de ocasião, eram namorados a tempo inteiro - até mesmo quando ela teve leucemia e ia morrendo nos braços dele, implorando-lhe para que nunca se esquecesse do seu sorriso. Curou-se, e muitos dizem que foi o amor que os unia que conseguiu matar a força maligna daquela doença. Dizem os entendidos que isso é cientificamente impossível, mas o que é facto é que a menina com apenas dezassete anos saiu da doença com a valentia de uma verdadeira adulta. O cabelo cresceu, a palidez deu lugar a um rosto saudável e bonito e eles continuaram o caminho que parecia não ter futuro.
"Queres casar comigo?" foi a pergunta que ele lhe fez quando fizeram dez anos de namoro, no dia 8 de Setembro. Esse dia foi talvez até mais bonito do que o dia do casamento - ele comprou bilhetes para Paris e fizeram a viagem de sonho dela desde miúda. E foi debaixo do arco do triunfo, ajoelhado perante ela, que ele lhe perguntou "veux-tu m'épouser?". Nesse momento ela mesmo não percebendo o que ele disse olhou para os olhos dele que continham o seu reflexo nítido e limpo, e limitou-se a dizer "sim" com uma lágrima a escorrer pela face.
Há amores assim, que parecem perfeitos e que são realmente perfeitos, até um dia. De facto não havia explicação para o que aconteceu ter acontecido, numa vida tão completa. Tinham uma casa com vista para o mar, dois filhos lindos - a Carolina e o Martim - e uma relação sólida e saudável, praticamente sem discussões ou desentendimentos. Depois de passarem por tanta coisa, boa e menos boa, mas nas quais se mantiveram juntos e as ultrapassaram, nada fazia prever aquele final - a separação.
Foi num dia chuvoso e escuro que ele chegou a casa, pousou a pasta, seguiu até ela e a beijou na testa. Conheciam-se bem demais para ela não dar conta que algo de errado se passava.
- Conta-me lá.
- É o que vou fazer - respondeu com ar severo.
- É grave? - indagou.
- Sim.
- Não me assustes mais, diz-me - pediu-lhe já receosa com o que pudesse ter acontecido.
- Não te vou dizer que não tive culpa, porque tive e fiz algo que me arrependo mais do que tudo na vida - parou e agarrou-lhe a mão pela última vez olhando-a nos olhos.
A rapariga já sabia o que ele lhe ia dizer, apesar de lhe parecer totalmente impossível e sem nexo, ela sabia-o, mais que não seja porque viu o desespero de a perder estampado nos olhos.
- Traíste-me - adiantou-se.
- Não sei como aconteceu, num momento ela entrou e levou-me um café, no outro estava deitada na minha secretária.
- Não quero que me contes, só que faças as malas e sais desta casa.
- Perdoa-me, peço-te - implorou.
- Não, tu conheces-me melhor que ninguém, sabes que não perdoaria uma traição.
- Eu sei... Mas quem ama, perdoa.
- Enganas-te. Quem ama, não trai.
Até os amores aparentemente perfeitos acabam pelos erros mais estúpidos que alguém pode cometer. Erros que comprometem uma relação e o amor de uma vida.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Poemas das horas vagas

Quando eu vi os teus olhos brilhar,
Como quem liberta uma gota de água,
Senti o teu corpo chamar
E quis esquecer toda a mágoa.

Mas os pés prenderam-se ao chão
E mesmo quando estava a cair,
Algo me disse "não"
E eu... Eu limitei-me a sorrir.

Joana Filipa

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A Letter Away - Part 4

Fica aqui o desfecho da historiazinha*

Suddenly someone opened the doors of the church that had been closed at the start of the ceremony. A man with a cutaway, black shoes, brown hair and green eyes entered the church very quietly. All guests and even Kate and Sam turned to him. She couldn’t believe her eyes.
- I don’t want to spoil anyone’s happiness, that’s why I waited behind the door until this moment. I left you and there’s no excuse for that. I left you behind, alone, desperate, miserable. Every night I wish I hadn’t had to do what I did, and only now I can tell you the all truth.
Everyone was staring at him.
- I’m a FBI agent and I was investigating a very complicated case - Sorry didn’t tell you the truth before but I just wanted to protect you – So, the people I was investigating threatened you. They told me they would find you and kill you. I know I was a coward, I know that I should have told you, but I knew I would come back. I moved to Australia where I caught the ringleader of the mafia, it was something like two months ago. In the meanwhile I knew you were dating someone else and three days ago I received a letter that you wrote…
- I never se…- she was interrupted by her mother.
- I sent him the letter Kate, sorry. I hope you could forgive me one day. I just couldn’t see you doing this without making anything.
Kate didn’t look away from John and he continued:
- I know that I’m the only one to blame. I know that you love me! But believe me, I still love you, as I always did. I was waiting behind the door because if you didn’t hesitate, it meant that you were completely sure of what you were doing, but you didn’t say “yes”. You were waiting for a miracle. I know how your head is right now, I just wanted you to do what you really think is better for you.
Kate looked at Sam and hugged him. Then she slowly went near to John and whispered in his ear “I love you and I always will”.
He kissed her and surprisingly everybody clapped as her smile of ultimate happiness lit the room.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A Letter Away - Part 3

(Já só falta uma parte! Espero que estejam a gostar)

The days went by and although she knew that John still was in her head, she decided to go forward with the wedding.
Contrary to what had been said in the weather report, it was dark and rainy. Inside the bedroom, Kate could hear the wind ravaging the trees. It was a cold day and her wedding gown was not exactly warm. The day didn’t start in the best way… She dressed up and the hairdresser made her a beautiful hairstyle. She was a beautiful bride. The neckline was shaped like a heart and in the hair she was using tiny white flowers that, when looked at as a whole, resembled something like a crown. The bouquet had white flowers too. Mrs. Watson helped her dress up, always with a strange look on her face, like if she was trying to say something she should tell her.
- I’m doing what’s right. From here on after I will never think of John again. I swear mum.
- Not even you believe what you’re saying, Kate… Listen to your heart damn! You’re so obstinate!
- Mum, I know that you want the best for me, but it is my life and I’m the one who gets to make the calls.
- But I know that you want to be with John! I saw the… - they were interrupted by the housemaid.
- Sorry to interrupt, the car has arrived. Whenever you are ready Mrs. Watson.
Kate thanked Hanna.

 – You were saying?
- Never mind. Let’s go or you will arrive later than what you’re supposed to.
They went down stairs together and her mum didn’t touch that matter again.
The bells rang and as a wonderful woman, Kate Watson, entered the church while the wedding march was playing in the background. All guests stared at her, she looked truly dazzling.
Sam was waiting for her, by the priest, and as he watched her walking toward him, his eyes glittered.
The ceremony was held normally until it came down to the final “yes”. The priest asked Sam and he accepted without any hesitation, but Kate waited for a while. The word just didn’t come out of her mouth. There was a deathly silence in the room. Everybody was expecting to hear her say that final word.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Letter Away - Part 2

[A pedido de algumas famílias... Ainda faltam as partes 3 e 4]

When she finished the letter, she put it in the drawer. She didn’t have guts to send it. In fact, she was afraid his answer could actually make her change her decision to marry Sam. It was better that way – she wrote what she felt and kept it in a place where she wouldn’t see it anymore.
After putting the letter away she heard knocking.
-  Can I?
It was Sam. She swiftly swept the tears that were streaming down her face and turned to the door, smiling, as he came towards her.
- You’ve been here for hours. Is something wrong Katie?
- No sweetheart, nothing’s wrong, I just needed some time to think about everything.
Sam noticed that something was off.
- You can talk to me about anything, you know that right? Is it about the wedding?
-No, it’s not that, I was just thinking about how fast things are going. Around this time, last year we were starting to date and now we’re getting married.
- Is it really just that?
- I’m just tired, I’m going to bed. Tomorrow will be a long day – said Kate with a tired look – I’m going to go shopping with my mum, she still hasn’t got the new shoes for the wedding, and she asked me to help her choosing.
- Great! I’ll spend the all day in the office and I have to call to the travel agency to confirm our flight to Hawai. I can’t wait for the honeymoon – and closed the door, cheerful.
She struggled to get John off her head, but it was too complicated. All she could think about was him. His eyes, his smile, his mouth… Their love.
Next day morning she woke up early, had breakfast in a rush and went with her mum to the shopping centre. Mrs. Watson is a fantastic mother, a fabulous wife and a beautiful woman. Kate is very similar to her mum – blonde hair, green eyes, flashy lips, and medium height. Mrs. Watson isn’t very fond of Sam; she thinks that, although he loves Kate more than he loves himself, he’s a little bit smug. She hates people like that, people who think that they are better than everyone else, it just freaks her out.
- What do you think about these shoes? Do you like them?
- I was looking for something more dashing… - answer Mrs. Watson with a sly, even a bit naughty smile.
They laughed together and carried on looking for a pair of shoes…
- I want these ones! – said Mrs. Watson with a silver glitter shoe.
Kate looked at them and remembered when John gave her a pair very similar to that one. She got nostalgic and her mother noticed that.
- I knew it! You still think about him don’t you?
Kate stared her mother with an incredulous face and then acted like she didn’t understand what she asked.
- What are you talking about?
- Don’t pretend you didn’t understand me, because I know that you did! You will get married in a few days and I know that you still think that John is the man of your life.
- I know he is, but… He left home with a kiss and some beautiful words, but he left! He had the guts to leave! I was devastated and you know it! You were there… Sam always tried to make me happy, to give me everything I needed! He’s the one who deserves my love.
- I understand what you’re saying, but don’t forget that John sent you an address for you to write to, and you just ignored him. Have you ever thought that maybe he had to leave for some reason? If he sent you an address through a colleague of his, he probably wanted to talk to you and he couldn’t! Marry it’s a very important decision, a decision you can’t take it lightly…
Kate glanced down. In fact she was digesting those words… Maybe her mother was right, but only she knows how much she suffered when we went away leaving behind only a “I will love you forever, don’t forget me, I beg you”. Those were actually beautiful words, but they were but words, they didn’t erase the pain she felt.

domingo, 15 de maio de 2011

A Letter Away - Part 1

A  Letter Away
Dear John,
I’m writing to tell you that in one week I will marry a man that I really love. If you ask me if he makes me laugh like you used to do, my answer is no, he just doesn’t make me cry.
I remember the time we spent together with a smile on my face and not with sorrow in my soul. It was very hard for me when you just decided that we didn’t work out anymore. After all the promises, all the vows of love you just told me “Sorry Kate, I have to leave the country and you cannot see me again”. You have no idea of what I felt when I saw you leaving our house with all your stuff packaged. For weeks I didn’t eat, I didn’t sleep, I didn’t laugh, I didn’t even cry because my anguish was so strong that my tears just didn’t come out of my eyes. I had the worst year of my life thinking about you, thinking about what might have happened that made you make that decision. I couldn’t talk to you; I didn’t even have an address or a phone number to call to. You left me completely alone, and that is something I will never forgive.
Then Sam appeared in my life, gave me his hand without asking anything in return. We started to go out together, and I gradually started to let you go. When he first kissed me the image that turned out in my head was you. You and me sharing our first kiss in my pool, under the water. Then I focused on Sam and I realized that he was the one who could give me a happy and stable life. We started dating and my love started to be stronger and stronger and I finally fell in love with him. You suddenly turned into a memory that I had to keep with me for the rest of my life.
Today our story broke into my thoughts again when I saw your picture in my old wallet. I took it out and I found myself remembering our silly arguments that always finished with a passionate kiss. I’ve never argued with Sam. He does everything he can to make me happy, even if he doesn’t agree with it. Sometimes I wish he was more like you. I loved when you tapped your foot and would say “No Kate! We won’t do what you want! You’re a spoiled girl!” And then you would hug me when I would do my lovely pout. But still, I love him.
I will get married and I won’t give up on the man that gave me everything he could to make me see the beautiful woman I still was.
I will keep this letter and this photo that I have right here to remember you, your smile and the story we had, but not our love. That one I will throw out the window with a heart ache.
You will always be the love of my life, but even the love of our lives has a time to be lived.

Love, Kate Watson
(Kate Madison)”
(- Joana Filipa)
Se estiverem interessados no resto da história e em saber como isto acaba, digam-me que eu coloco aqui o resto :)*

domingo, 27 de março de 2011

O amor de uma vida

Ela não considerava indispensável vê-lo. Sentia-o nas linhas e entrelinhas que escrevia, conseguia inclusivamente cheirar o seu perfume, e sentir as mãos molhadas de suor na sua pele enquanto o rosto dele pairava na sua mente. Era mais bonito assim. Há histórias que começam do nada e acabam do nada. Aquela começou de tudo e ela esperava que acabasse com tudo de bom, e que aqueles anos de separação e saudade fossem compensados com um beijo fervoroso, cheio de desejo e amor. Cheio das duas almas que se encontraram no dia em que ele cruzou o seu olhar com o dela. Viveram longos meses mágicos, mas a separação emudeceu os seus corações e o sangue vivo que corria pelas veias e banhava os seus corpos tornou-se sombrio, como que alimentado por uma espécie de medicamento que não os deixava morrer, mas também não os curava. A cura era o reencontro, e o reencontro parecia tardar.
Para ela era certo ficar com ele. Para ele era certo ficar com ela. Por mais cartas que trocassem, tinham sempre mais algo para dizer, uma novidade para contar, viviam quase casados em mundos diferentes - ele na guerra e ela em Paris, junto da sua mãe. Ela tinha quase tudo. Ele não tinha quase nada. Mas juntos, juntos tinham o mundo, porque o mundo era o amor que os ligava.
O que fariam se uma pessoa viesse a mudar tudo? O que fariam com uma carta falsa? Falsa como a que Matilde recebeu de Tiago. A letra era igual. A assinatura era a mesma. Apenas as palavras eram diferentes. Esta carta dizia que tinha encontrado alguém quando voltou da Alemanha para Portugal e que estes anos de espera lhe foram destruindo o coração. Por sinal, esta moça, a Ana, tinha aquecido o seu corpo naquele dia de vento frio. A verdade é que o coração sempre teve um leve cobertor que o cobrisse nos dias de neve, de chuva, de trovoada, quando mais nada o animava. Mas o seu corpo, esse permaneceu gelado e embebido em vazio. Foram muitos anos de espera, muitos anos de tentativas para, no final, não conseguir aguentar o facto de não a ter. Decidiu seguir e esperava que ela o compreendesse. Quando acabou de ler a carta que abalaria com a sua vida, Matilde chorou, chorou muito, mas acabou por esboçar um sorriso pensando que se ele estava bem, ela estaria bem. Afinal de contas, apesar de não sentir o mesmo, tudo o que ele disse fez sentido... Seguiu em frente, e seguiu com o tal Jean que sempre a apoiou. Um rapaz bem parecido, de boas famílias, influente e que a amava acima de tudo. Ela convenceu-se de que Tiago estaria bem ao lado de Ana e casou-se com Jean. Mudou de casa passado pouco tempo, para um apartamento nos arredores de Paris. Não se sabia bem porquê, nunca quis constituir família com o homem com quem casou.
Tiago permaneceu intacto, esperando a resposta a uma carta enviada há mais de três anos atrás. Não percebia o porquê de ela ter deixado de lhe responder, de tudo o que haviam construído ter sido deitado por terra, mas permaneceu ali, sozinho e acorrentado ao amor da sua vida. Ia pedir informações aos correios, enviava cartas para todos os locais e mais alguns de Paris com o fim de encontrar Matilde, mas nunca mais obteve notícias dela. Desesperado, juntou dinheiro para a ir ver a Paris. Era um homem pobre e humilde, que teve de trabalhar dia e noite para conseguir amealhar uns escudos para ir ter com ela à grande cidade. Mas conseguiu, fê-lo e encontrou-a. Encontrou-a sentada algures num café de uma esplanada com um homem requintado. Exitou, mas conseguiu olhar para o anelar da mão esquerda, onde uma grossa aliança de ouro branco com um diamante reluzia brilhante naquele dia de sol. A réstia dúvida foi entretanto confirmada com um beijo caloroso entre os dois. Matilde tinha casado, tinha esquecido todas as cartas e promessas, e beijos telepáticos trocados, e até aquela noite na qual fundiram as suas almas ainda em jovens. Matilde, a mulher da vida dele, estava com outro homem. Quanto mais pensava, mais farpas pareciam espetar-se no seu coração, mais o sangue gelava e mais o corpo se retorcia de ódio, raiva, mas sobretudo de mágoa por ter perdido aquela que imaginava como futura mulher.
Não se conteve e num acto irreflectido dirigiu-se para ela. Hesitou em tocar-lhe no braço, eventualmente notaria que estava alguém atrás de si e voltar-se-ia para trás. Assim fez.
Matilde petrificou quando o viu, mas rapidamente retomou um sorriso e perguntou calmamente:
- Por aqui... Tu... - balbuciava - Vens com a Ana?
Reparou nos olhos dele cheios de água e num lacrimejar quase sufocante.
- Ana? - indagou.
- A tua mulher.
Tiago não percebeu a pergunta e disse que tinha estado todo este tempo à sua espera, mesmo depois de não ter notícias suas durante mais de três anos e que agora a encontrava ali, casada.
Jean não interveio, ficando perplexo com a atitude dele. Com o facto de ter esperado por ela durante tanto tempo e, por fim, admitiu que fora ele quem escreveu a fatídica carta e quem manipulou a chegada de todas as outras que se seguiram.
Tiago e Matilde não disseram nada. Limitaram-se a sorrir, como que aliviados e libertos ao fim de tantos anos de ausência. Limitaram-se a sorrir. Um sorriso que disse tudo.