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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Life goes on, and on...

Desde a última vez que escrevi estou uma pessoa diferente. A todos os níveis, em todas as acepções. Não sei em concreto se melhor se pior, mas diferente. A Faculdade não me permite vir aqui tantas vezes quantas gostava e acabei por redigir um diário em manuscrito para aqueles momentos que estou tão sôfrega de passar para o papel todas as emoções que me corrompem que não consigo conter as palavras (e as vezes as lágrimas) dentro de mim. Acabei por não querer expôr este ou aquele aspecto da minha vida, por não querer partilhar o que estou a sentir, porque no fundo acho que ninguém me percebe, ou talvez eu me perceba somente a mim. Ou talvez nem mesmo isso aconteça. Pelo menos eu tento. A esta hora já costumo estar deitada, mas apeteceu-me recordar este cantinho tão explorado antigamente e hoje em estado vegetativo (quase) permanente. Não me esqueci de ti, querido blog, nem de vocês, seguidores, é só que há momentos da nossa vida em que sentimos necessidade de viver as coisas solitariamente.
Estou feliz, estou essencialmente grata pelo que tenho e acho que nunca me senti tão realizada a todos os níveis como sinto agora. Sometimes we have to forgive ourselves in order to move on and when we do... Well, when we do we find happiness. Boa noite, sons da vida.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Our love

Passo e espero. Espero por um sinal de ti que diga que existe um "nós". Pode não ser agora, pode nunca ter sido de facto, mas que haja um "nós" em alguma parte da nossa vida. Não peço promessas ou juras eternas, peço momentos, pequenos laivos de alegria que me permitam guardar na memória algo de extraordinário. Não quero algo duradouro, quero algo verdadeiro. Se for contigo, tanto melhor. Connosco terá sempre um sabor agridoce, aquele travo a erro, aquela sensação de que não nos devíamos deixar levar por sentimentos obtusos que nos consomem. Na verdade, é o que acontece nesta coligação que criámos mesmo sem querer: consumimo-nos. Amamos desmesuradamente sem deixar frechas de liberdade. No fundo, somos escravos de uma paixão ardente que desconhecemos a força e vitalidade. Não obstante, tentamos acerrimamente libertar as correntes fervorosas da fúria que é esta ânsia de nos termos, vivendo vidas separadas preenchidas por sonhos opostos e ideais contraditórios. Por isso digo e repito: não quero uma vida em pleno, quero um momento, um momento inesgotável.

sábado, 6 de julho de 2013

You're my dream

Sentaste-te ao meu lado a abraçaste-te a mim. Um calafrio gelou-me por completo. Fiquei estática à espera que o meu corpo reagisse externamente, mas a única coisa que sentia era o acelerar do batimento cardíaco e o estômago enviusado. Tocaste-me na mão com uma suavidade que nunca tinha sentido e, por fim, os nossos olhares encontraram-se. Lembro-me tão bem da cor dos teus olhos, da minha imagem neles. Lembro-me do que disseste no momento a seguir: "eu nunca te vou deixar". Infelizmente guardei essas palavras vãs e cravei-as no meu coração, impregnando-as com esperança e amor profundo. 
Acordei. Abri os olhos e tu não estavas lá. Nem nunca estiveste, de facto. Gostava de te poder dizer o que sinto, sem demoras nem rodeios, sem aquelas palavras a mais que tornam o discurso sobrecarregado de empenho para te impressionar. Uma palavra bastava. E uma promessa também.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Ressuscitei

Andei "morta" aqui para este cantinho que conta a história da minha vida desde há dois anos e meio. Quem me conhece bem, se ler o blog fica a conhecer-me ainda melhor. Quem me conhece mal, fica com algumas luzes. E quem me conhece realmente bem, por vezes fica confuso com coisas que escrevo. Pois, talvez, eu não seja uma pessoa linear, talvez seja confusa, complicada e tenha as ideias baralhadas. Quando aqui escrevo tento encontrar-me, tento perceber quem sou, o que quero. Daí acontecer muitas vezes começar por escrever uma coisa e no fim do texto apresentar uma ideia contrária. Sou uma pessoa antagónica, de facto.
Ando a estudar para os exames pelo que me apetece mais vir aqui ao blog. Como já tinha partilhado anteriormente, encaro o blog como uma evasão, por isso é nos momentos mais atarefados que decido tirar uns minutos para partilhar aqui a azáfama que anda a minha vida! (estudar, estudar e mais estudar...)
Gosto de vir aqui escrever quando estou mais triste, deprimida e melancólica, afogando as minhas mágoas através da escrita. Acontece que não me tem apetecido fazê-lo porque estou numa fase muito equilibrada (os meus seguidores sabem que odeio esta fase não é...). Sou apologista de que se deve experimentar o melhor e o pior, mesmo que a felicidade extrema nos conduza a um desespero sufocante. Contrario totalmente a perspectiva de Ricardo Reis que defende que devemos viver moderadamente, sem que vivamos com muita intensidade para não termos de passar pelos piores sentimentos e desgostos. Discordo. Óbvio que não gosto de sair magoada de diversas situações, mas sofrimento em prol de algo que nos faz realmente bem, nos deixa em êxtase, nos dá uma alegria quase utópica não é compensador?! Enfim, estou na fase do Carpe Diem, o que não me agrada particularmente, mas... São fases!
Agora com o Verão tenho um feeling que isso mudará...
Darei notícias com mais brevidade, promise!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

E assim se mostra o verdadeiro amor

Já que eu ando sem inspiração por estes lados, resolvi partilhar esta notícia que li e que não podia deixar de me tocar. Assim sendo, partilho com vocês esta que achei ser das mais bonitas (e extremamente simples) provas de amor do nosso adorado (acho que posso falar assim dele!) Brad Pitt:

O ator Brad Pitt revelou ontem que a sua relação com Angelina Jolie esteve à beira da rutura e que só conseguiu recuperar a sua mulher com muitos mimos, flores, beijos e elogios.


Num texto publicado na revista americana “Identity Magazine”, sob o título “Um Segredo de Amor”, escreve Pitt:
“A minha mulher adoeceu. Estava constantemente nervosa por causa dos seus problemas no trabalho, vida pessoal e das suas falhas e problemas com os nossos filhos. Perdeu cerca de 13 quilos e pesava pouco mais de 40 quilos aos 35 anos. Ficou demasiado magra e chorava constantemente. Não era uma mulher feliz. Tinha dores de cabeça constantes, dores no peito e tensão muscular nas costas. Não dormia bem, adormecia somente de madrugada e cansava-se muito durante o dia. A nossa relação estava à beira da rutura. A sua beleza começava a abandoná-la. Tinha papos debaixo dos olhos, andava sempre desgrenhada e parou completamente de cuidar de si. Recusava trabalhar no cinema e rejeitou vários papéis. Perdi a esperança e pensava que nos divorciaríamos em breve… 
“Foi então que decidi tomar algumas medidas. Afinal, eu tenho a mulher mais bonita do mundo. Ela é a mulher ideal para metade dos homens e mulheres do planeta e eu era o único a ter o privilégio de adormecer ao seu lado e de poder abraçá-la. Comecei a mimá-la com flores, beijos e muitos elogios. 
Surpreendia-a e tentava agradá-la em todos os momentos. Enchi-a de presentes e comecei a viver apenas para ela. Só falava em público a seu respeito e relacionava todos os assuntos com ela, de alguma forma. Elogiei-a a sós e em frente a todos os nossos amigos. 
“Podem não acreditar, mas ela começou a renascer, a florescer… Tornou-se ainda melhor do que era antes. Ganhou peso, deixou de andar nervosa e ama-me ainda mais do que antes. Eu nem sabia que ela podia amar tão intensamente. E então percebi: ‘A mulher é o reflexo do seu homem’”.

Retirado daqui

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Só sei que nada sei

Hoje senti a falta disto. Hoje. Agora. Neste preciso momento. Provavelmente não vou escrever grande coisa porque, na verdade, o que quero dizer não pode (ou não deve) ser partilhado.
A questão é que nada está como devia estar. Parece que tenho o mundo do avesso, que já não me reconheço nas minhas próprias atitudes. Faço as coisas sem pensar, e quando penso que penso, penso mal. Precisava dos velhos dias, de arrumar a cabeça, precisava das velhas pessoas e dos velhos conselhos. Talvez esteja perdida e precise apenas de me reencontrar nisto que se tem tornado um cenário que já não reconheço como a minha vida. O meu dia-a-dia, o rumo que a minha vida tem vindo a levar... Esta não sou eu. Despersonalizei-me na tentativa furtiva de me encontrar e agora deparo-me com a fragilidade dos meus vários "eu's" dispersos por quem já não sou. Enfim, o meu mal deve ser sono (oxalá fosse...)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

As relações em segredo são as melhores

Digo isto porque a inveja, a desconfiança e a mesquinhez são inerentes ao ser humano e estão impregnadas na sociedade. Todas as relações despoletam emoções por parte dos amigos, conhecidos e até mesmo desconhecidos; uns ficam felizes com a nova união, outros ficam com um ódio de morte. A verdade é que é quando nada se sabe, quando a relação diz respeito apenas aos intervenientes que o relacionamento corre melhor, pelo simples facto de não haver terceiros a interferir entre o casal. Os "diz que disse" matam qualquer relação quando levados a longo prazo, por muito que os queiramos ignorar, mais cedo ou mais tarde eles começam a gerar dúvidas e desconfianças e, por conseguinte, os alicerces do relacionamento são postos em causa. Claro que chega a um certo ponto que temos necessidade de partilhar com o mundo a nossa felicidade, o quão felizes estamos ao pé do nosso "mais que tudo", todavia após passado esse processo os inconvenientes são muitos mais do que o feedback positivo que recebemos.
Tenho para mim que uma relação deve ser assumida e partilhada quando está já sólida, quando os dois estão em perfeita harmonia e sabem bem o que querem. Não quero com isto dizer que as coisas devem ser feitas às escondidas, claro que os amigos mais próximos sabem, no entanto o "numa relação" no facebook pode vir a estragar muita coisa. Aliás, o facebook, os asks, o twitter e etc têm vindo a estragar muitas relações porque apenas contaminam algo que muitas vezes está perfeito. Inventam mentiras, reavivam coisas arquivadas do passado e verdade seja dita que por muito que se pense "se me vierem dizer alguma coisa, eu não vou acreditar e confiar nele/a", a dúvida é inerente à condição humana e desde o momento em que nos contam alguma coisa, por muito utópica que seja, isso marcar-nos-á e provocará desconfiança.
As meninas de 15/16 anos adoram colocar essas coisas no facebook e claro, eu com 16 anos também gostava. Agora com 19 as coisas começam a ser vistas por um prisma diferente! A ideia de que só é oficial quando o facebook diz que é torna-se cada vez mais ridícula, mas enfim. O fim de relacionamentos que acontece por causa dessas redes sociais só vem corroborar a minha teoria: "secreto" é melhor.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Está tudo de pernas para o ar


Estão a ver a vida que tinha há um mês atrás? Está tudo diferente. Tudo em todos os campos. Continuo a fazer o curso de Ciências Farmacêuticas, mas desta vez apenas duas cadeiras - Histologia e Embriologia e Bioestatística. E porquê?, perguntam vocês. Porque tinha intenções de mudar para Medicina. Acontece que o sonho de Medicina não é realmente um sonho meu, é talvez alguma coisa que se impregnou no meu subconsciente: "Se sou boa aluna tenho de entrar em Medicina", estupidez eu sei, mas mesmo assim era o que queria, ou pensava que queria. Como já aqui partilhei, tinha uma boa média interna para entrar, acontece que cheguei aos exames nacionais e derrapei por completo, consequentemente não entrei neste curso. A minha propensão para ciências não deriva de um gosto inerente à minha condição, advém sim de um preconceito por mim e por tantos outro formados, que graças a Deus se começa a perder, que é "quem tem capacidade vai para o campo das ciências, porque letras é fácil". De facto, letras é mais acessível que matemática, que física ou que química, mas eu sempre quis ser extraordinária e não ordinária. Sempre quis que o meu nome soasse na história, porque morrer todos morremos, a nossa condição deveria ser apenas lutar para que o nosso nome não vegete com o nosso desaparecimento. Não digo que isso aconteça, mas digo que quero lutar para que assim o seja. E, nesta perspectiva, nada se identifica comigo em Medicina. A única área que me causa algum deslumbramento é realmente a Psiquiatria por se prender com os desígnios da mente, já que é das coisas que mais admiro num ser humano, contudo nenhuma das outras áreas me cativa. Não consigo ver sangue, não sou boa a lidar com pessoas, não tenho estrutura emocional para ver pessoas a morrer, feridas ou a gritar. Por outro lado, o meu fascínio prende-se com as letras, com as línguas. Via-me muito mais num tribunal a defender um caso indefensável do que num hospital de bata branca a medicar pessoas. Talvez este meu desejo por Medicina tenha uma pitada de "anatomia de grey", todavia nunca conseguiria ser cirurgiã, por mais estupenda que ache a especialidade, não é pena mim. Assim sendo, penso seguir Direito. Um desencontro total de tudo o que tinha pensado até agora, mas um futuro em que me vejo mais realizada. Sei que num curso destes posso brilhar - ou tentar pelo menos - enquanto num curso de ciências seria apenas mais uma aluna mediana. Não é o futuro que quero para mim, eu quero excepcionalidade, mas digo que é com pesar que abandono o campo das ciências, pelo qual nutro um enorme apreço. Enfim, até ver é para o que estou motivada.
"E o que está mais diferente na tua vida Joana?", perguntam. Bem, no campo do amor, tudo mudou. No campo familiar também houve alterações. Mas está tudo bem. Cada vez melhor em ambas as coisas. Estou mais feliz do que estava há uns tempos atrás. Novas pessoas têm-me feito bem, e agora não procuro nada, sei que algo estará com certeza reservado para mim. I'm just waiting.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Meu amor


Por ti dava o mundo
Bastava que me desses o teu coração
E mergulhasses no meu amor sem fundo,
Alimentado por chamas de ilusão.

Mas negaste-me o simples gesto de me olhares
E dizeres que o nosso amor findou
Porque tu, mesmo sem falares
Foste aquele que nunca me amou.

Gostava de te poder dizer com veemência
Que já não tens qualquer significado
E que o meu peito está em dormência
Da dor que foi ter-te amado.

Mas a verdade é que te amo como amei desde a primeira vez
Em que me disseste com o coração aberto
Vem, meu amor, que seremos três
E daremos este amor ao descoberto

A ingenuidade levou-me a acreditar
Que as tuas palavras eram genuínas
E que jamais me irias deixar
Abandonada naquelas colinas.

Mas fizeste-o sem dó nem piedade
Deixando-me somente com a saudade
E com as lembranças que trago comigo
Neste porto onde não tenho abrigo.

Ah, mas se eu te pudesse mudar,
E te mostrasse o meu amor de perdição
Virias louco por desejar
Devolver-me teu coração.

Sentada permaneço à tua espera,
Mesmo sabendo que não irás voltar
Sempre te fui sincera:
Eu nunca vou deixar de te amar.

Joana Filipa

sábado, 23 de março de 2013

A vida de uma adolescente

Não temos a inocência de uma criança, nem a experiência de vida de um adulto. Temos as hormonas descontroladas e uma ânsia de viver inigualável. É uma idade de decisões importantes, decisões essas que irão influenciar todo o nosso futuro. Podemos, na idade adulta, tentar emendar erros cometidos na idade da loucura, mas não será a mesma coisa. É aqui que temos de ser fortes o suficiente para abdicarmos de certas coisas e nos concentrarmos noutras. Abrir mão da felicidade instantânea e pensar na felicidade a longo prazo. Por vezes, é difícil. É complicado pensar que o nosso enorme problema deixará de o ser daqui a um mês ou dois. Eu sou daquelas pessoas que deprime, que desiste, que deixa de encontrar razão no que faz se alguma adversidade a deita abaixo. Este ano de 2013 não tem sido nada fácil - talvez pela minha enorme superstição com o número 13 -, mas a verdade é que se me pedirem para dizer uma coisa boa que já me tenha acontecido desde o dia 1 de Janeiro de 2013... Eu não consigo dizer. Estou num curso que não gosto, com pessoas com quem não consigo ter um elevado grau de intimidade, talvez por vê-las poucas vezes, não sei, o meu avô tem uma doença grave e no campo do amor, bem, é melhor nem entrarmos por aí porque seria o descalabro total. Há toda uma instabilidade que recai sobre mim, como se eu já não conseguisse perceber quem sou, o que quero, pelo que luto. Basicamente, vivo atrelada a um passado que me proporcionou dias de felicidade intensa e a um futuro que vislumbro tudo menos risonho. Será isto apenas uma fase? Eu espero que sim e espero sobretudo ter a força necessária para a ultrapassar. Vá agora não liguem ao que disse e me venham perguntar "o que se passa Joana?!?". Só me apeteceu desabafar e, em vez de ouvir música como a maior parte dos jovens, escrevo.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Sentimentos contraditórios

Sabem quando não querem uma coisa, mas sabem que têm de a fazer? É isso que se passa neste momento. Não quero, juro que não quero, até porque já se passou tanta coisa, passou tempo suficiente para marcar, para deixar réstias de memória. Mas às vezes o "querer" não é tudo. Há atitudes que têm de ser tomadas e os acontecimentos mais recentes vieram corroborar a minha teoria de que não vale, de todo, a pena. Saí do meu porto de abrigo e andei à deriva, perdida, sem rumo, aliás não sei quando vou recuperar a minha rota, o que irei fazer, para onde seguir, mas sei o que não quero. Sei do que estou farta, cansada, dilacerada. Chega a um ponto que temos de dizer basta, pois mais do que gostar de outra pessoa, temos de gostar de nós. Um dia vou ganhar novo rumo, vou reencontrar-me. Afinal de contas, todos nós temos uma oportunidade que não podemos, de todo, deixar escapar. Só que eu tendo a insistir em casos perdidos, na esperança cega de que algo mude. Mas nada muda. Nós é que temos de mudar e eu? Virei a página. For real.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Time goes by

Sabem aquela sensação de estarem onde não pertencem? De fazerem o que não gostam? De viverem o que não querem? O tempo não espera pelas decisões certas nem nos dá momentos extra que nos deixe remediar os nossos erros. Cada segundo mal passado é um segundo perdido. Cada ínfimo pedaço de vida desperdiçado com aquilo que nada nos diz, é tempo naufragado sem retorno. O somatório de todos esses segmentos pode formar uma eternidade. E triste é olhar para trás com uma lágrima no olho e não com um sorriso no rosto, mas a verdade é que desperdiçamos a nossa felicidade com pormenores sem importância e no fim ficamos com o nosso orgulho, a nossa arrogância, a nossa personalidade forte e intransigente, contudo com o coração vazio, apartado de sentimento. Possuímos todos os valores intrínsecos ao nosso "eu", todavia sem aquilo que mais deveria importar - uma vida preenchida. E quando cogito acerca desta temática não consigo evitar sentir um enorme pesar na alma porque, de facto, sei que já perdi muita coisa que não devia ter perdido, umas derivadas de erros fatais, outras simplesmente porque o orgulho foi demasiado grande para ser posto de lado. E esta segunda razão é realmente triste... Os dias passam, a vida escorre numa ampulheta cuja areia um dia irá findar e, muitas vezes, mesmo antes de adormecer, as gotas de sal começam a verter copiosas dos olhos envermelhecidos. A dor emerge e colapsa sôfrega de tanto acorrentada. Mas às vezes é mesmo assim: deparamo-nos com um presente jamais imaginado por não termos coragem de simplesmente ignorar o que deve ser ignorado. Inocente ou não, cresci com aqueles filmes da Disney que enganam as raparigas com o príncipe encantado e a vida perfeita, mas guess what? Eu ainda acredito no "felizes para sempre"

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Desapego do passado

Sou daquelas pessoas que tende a ficar presa ao passado, às memórias, às lembranças, mas hoje, sem saber bem como, "fez-se luz". Às vezes o que precisamos, o que nos faz bem, o que nos acorda com um sorriso e nos adormece com consolo está ali mesmo à nossa frente e nós é que não queremos ver. Lutamos por causas perdidas e inglórias na tentativa desesperada que aquilo que gostamos nos faça feliz. Mas a verdade é que aquilo que queremos e aquilo que precisamos nem sempre são a mesma coisa. Chega um dia que nos fartamos das lágrimas perdidas em vão e queremos é colectar sorrisos, gargalhadas e bem-estar. Para isso abdicamos daquilo que tanto desejamos, mas que tanta mágoa nos causa, em prol de algo novo, genuíno e que nos relembra que a vida é feita de alegrias e não de melancolia. Hoje peguei no telemóvel, apaguei as mensagens antigas e adivinhem? Sorri.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Past love

Às vezes é complicado. Corrijo, às vezes é impossível não comparar o presente com o passado, não recordar todas as coisas que preencheram a nossa vida durante tanto tempo. É preciso um nível de abstracção de dimensão muitíssimo elevado para conseguirmos destrinçar completamente o passado do futuro e do presente. Porque, na verdade, estas três entidades influenciam-se e comungam-se mutuamente. Por vezes, dou por mim a recordar momentos que passaram, vivências que tive. Dou por mim a reviver cada palavra, cada gesto, cada imagem que guardo na minha mente. E reconstruo os momentos, outrora perfeitos, que hoje em dia não são nada senão quimeras, sentimentos enjaulados, amores perdidos por circunstâncias da vida... Inconscientemente, vou recordando cada momento, refazendo a história, convertendo o passado numa memória presente, e olho para cada canto e consigo sentir perfeitamente a emoção que senti naquele determinado momento. Às vezes ainda penso que isto é mentira. Que a qualquer momento tudo vai voltar como por magia, e que este presente, que ainda me é alheio, vai deixar de existir. Ainda é estranho, sabes? Ainda é muito estranho. Não consigo simplesmente passar uma borracha em tudo. A intensidade não o permite, nem tão pouco as memórias. Até o vento me traz o que eu quero esquecer. Talvez esteja mesmo destinado assim. Mas a verdade? A verdade é que eu acredito na história do Noah e da Allie. E isso diz tudo.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

William Shakespeare diz:

«Depois de algum tempo, aprendemos a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendemos que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começamos a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começamos a aceitar as nossas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Fear


O medo é inerente à vida, aliás, quem nada teme é porque nada ama. Por isso, o ser humano vê-se obrigado a lidar diariamente com situações que o assustam, que mexem com ele, que o chegam a apavorar. As nossas opções face a esses receios que preenchem indubitavelmente o nosso dia a dia são poucas: enfrentar ou desistir. Por vezes, decidimos enfrentar os nossos fantasmas com forças que nós próprios não temos, mas fazêmo-lo porque vale a pena, porque é melhor arriscar e perder tudo do que não arriscar e ficar com pequenos nadas. No entanto, há situações nas quais nos resguardamos, preferimos não dar tudo de nós, ficar com menos em prol de um bem-estar que, apesar de não ser pleno, nos permite viver com serenidade. Há sempre o terceiro lado, o "porquê" de arriscar ou de desistir. Aí, as variantes são outras, aí entra não só a nossa força de espírito, como também a avaliação prévia da situação, porque verdade seja dita, que muitos dos riscos que corremos são inglórios e só os corremos porque somos seres humanos, e como seres humanos que somos, tomamos decisões estúpidas. Já dizia o nosso grande Bob "Dificil não é lutar por aquilo que se quer, é sim desistir daquilo que se mais ama. Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, mas sim por não ter mais condições de sofrer". De facto, chegamos a um limite tão esgotante que as nossas forças parecem não chegar nem para respirar, e desistimos. Não que não houvesse fúria dentro de nós capaz de continuar a alimentar uma esperança mal calibrada, mas porque, humanamente, a nossa condição de sofrer atingiu o auge.
O medo é saudável, o querer lutar ou desistir é saudável, apenas me interrogo a mim mesma, depois de lágrimas vertidas e desesperos ardentes "será que algum dia eu vou conseguir desistir?".

sábado, 1 de setembro de 2012

Será que tudo muda?

Os dias mudam. O tempo muda. As pessoas mudam. A vida muda. Os gostos mudam. As amizades mudam. Os objectivos mudam. As palavras mudam. As coisas mudam. Os sentimentos mudam. A saudade muda. A sociedade muda. A Terra muda. Os ideais mudam. As convicções mudam. As crenças mudam. Os sonhos mudam. Os desejos mudam. Os interesses mudam. As paixões mudam. As vivências mudam. Os inimigos mudam. O feitio muda. Mas será que tudo muda? Tenho para mim que o amor verdadeiro, esse, não muda nunca.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Vida

É fácil dizer que se vive como se não houvesse amanhã, mas na verdade duvido que alguém o faça. Porque é precisamente o "amanhã" que nos impede de fazer certas coisas, que nos trava nas nossas decisões e nos intersecta a espontaneidade e a vontade momentânea. São as consequências dos nossos actos que nos fazem pensar duas vezes se devemos realmente tomar determinada atitude ou decisão. Às vezes penso nestas coisas, assim num tom mais filosófico, e a verdade é que se não houvesse amanhã e este fosse o meu último dia de vida eu não estaria aqui a escrever este texto. Estaria a pôr em prática o que aqui debito. Penso que é esta qualidade efémera e esgotável da vida que a torna tão bela, tão inesperada, tão mágica. Se pensarmos bem acerca do assunto, deixamos muita coisa por fazer por não sabermos o dia em que morremos, e diga-se de passagem que, se o soubéssemos, seria uma perfeita tortura! Às vezes quando estou a iniciar uma discussão com a minha avó penso imensas vezes "ela já tem a idade que tem, vou aborrecer-me com ela por pequenos "nadas" quando um dia deixo de a ter?" e imediatamente ponho a discussão de lado e lhe sorrio como fazia em criança, com aquele sorriso que ela tanto gosta. As discussões, as lágrimas, a tristeza, o choro, a mágoa e a melancolia são sentimentos abomináveis e, certamente, todos nós desejaríamos apagá-los o mais depressa possível quando eles se instalam no nosso coração, no entanto também eles fazem parte da vida, o que é uma parte bastante má da mesma. Tenho pena que desperdicemos tempo com perfeitas porcarias que nada adiantam, mas eu própria também dispenso segundos, minutos, horas, dias e semanas com coisas que não têm razão de ser. Enfim, se eu morresse amanhã, hoje teria muita coisa para fazer...

domingo, 22 de julho de 2012

O passado é... presente


Fotografias, textos, dedicatórias, mensagens, registos, cartas... Tudo. São arquivos históricos, nem que seja somente para nós, mas são-no. Coisas que nos ligam a uma pessoa que já fomos e que certamente continuamos, de certa forma, a ser. Hoje dei por mim a rever várias fotos que tinha aqui pelo computador... Alguns print screens, documentos recebidos, textos guardados. Enfim. Em suma, pequenos tesouros que me permitem recordar de forma mais concreta pedaços de passado perdidos na história de uma vida. Senti uma nostalgia enorme ao ver tudo aquilo; ao sentir por vezes saudade, outras tantas tristeza, e em algumas até, uma felicidade que me levou a esboçar um sorriso. No fundo, todos aqueles pequenos arquivos são a minha história, fragmentos que ilustram a forma como vivi e as pessoas que constituíram a minha vida. Por vezes gosto de recordar estas coisas, não obstante de sentir uma melancolia intransitável, sinto também alegria. Percebo que passei pela plenitude de todos os sentimentos: amores inebriantes e ódios indomináveis. Percebo, acima de tudo, que a pessoa que sou hoje é fruto do meu passado, das pessoas que lá ficaram e daquelas que chegaram a este presente efémero que vivo. Sou feliz pelo que tive e realizada com o que tenho. E quanto aos pedaços vazios? Quem não os tem...?

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Adorava ser fútil

Adorava que a minha preocupação do momento fosse que pus uma nódoa na camisola. Adorava ficar triste porque já não há o número das calças que tanto queria. Adorava que o meu mundo ruísse porque o rapaz de quem eu gosto ainda não me ligou. Adorava endoidecer com os Saldos. Adorava chorar porque o meu batom preferido se estragou ou porque a minha base de eleição se esgotou. Adorava que o meu maior desejo fosse passar o dias nas compras, comer um iogurte integral a meio da tarde, ir ao cinema, estar com aquele rapaz super perfeito que todas as raparigas gostavam de ter, jantar num restaurante très chique e, por fim, dormir naqueles hotéis de 6 estrelas. Adorava que o meu sonho de vida fosse fazer pouco, casar com um rapaz podre de rico e ter uma longa vida fútil. Juro que adorava. Mas o que adorava mesmo... Era não estar nesta ânsia porque nem consigo ir ver as notas dos exames. Adorava não estar numa pilha de nervos com as candidaturas à faculdade. Adorava que o meu sonho de vida não fosse que o meu nome constasse na história e não fosse esquecido. Adorava ser só uma rapariga simples que quer tirar a sua positiva, ir para um curso qualquer e depois logo se vê. Adorava não sonhar tão alto. Adorava querer ser apenas mais um ser humano que vagueia na Terra. O pior? O pior é que não quero.