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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Desilusão

[Spoiler Alert] Se são fãs de 90210 e já acabaram de ver a série podem continuar a ler e compactuar com o meu desagrado, se ainda estão a ver, então esperem por se desiludirem a vocês mesmos.
Ora... Qual foi o sentido daquele final?! Primeiro estamos 5 temporadas para ver a Annie e o Liam com um super final feliz e o que acontece é, na verdade, 2 minutos (se tanto) deles juntos. Ao menos ficam noivos, pronto. Navid e Adrianna começaram um pouco antes do Liam e Annie, mas também tiveram um final muito fraquinho. Mas calma, que estes foram os melhores finais arranjados pelos queridos criadores. O Dixon acaba sem sucesso, sem rapariga, sem nada! Mas pior acaba a Silver que para além de também não ter nada daquilo ainda se descobre que tem cancro. E a Naomi?! Sempre pensei que ela acabasse por ficar com o Max, o seu true love inquestionável, mas não, acaba com o Jordan com quem viveu um pseudo romance sem piada absolutamente nenhuma. Uma série que marcava pelas festas deslumbrantes, os cenários que deixavam qualquer pessoa a querer apanhar o próximo voo para Hollywood acaba de uma forma super estúpida! O último episódio dava perfeitamente para dar continuidade à série, mas acabar assim foi tão "poucochinho" como se costuma dizer... Estava à espera de um casamento entre o Liam e a Annie organizado pela Naomi Clark. Uma Ade, sei lá, grávida do Navid ou a partir com ele para uma super viagem. O Dixon talvez com a Silver (sim, ainda tinha essa esperança), dado o amor inquestionável que viveram no high school. E a Naomi claro com o Max ou então com um daqueles rapazes fantásticos que fazem tudo por ela e que a desafiam até ao limite (e não com uma mãe tenebrosa que lhe atormenta a vida). Enfim, para a série que foi e para o que gostava dela, fiquei desiludida com o final. Que porcaria. Quero mais uma temporada! (Vá, contento-me com mais um episódio que valha a pena!!).

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Miscelânea sobre os Óscares

Estive a ver os Óscares e, como gostava de abordar várias vertentes, vou dividir este post em assuntos! Assim falo de tudo o que gostaria sem ter de fazer vários posts e sem emaranhar tudo num texto corrido. Então aqui vai:

  1. Jennifer Lawrence VS Naomi Watts e Emanuelle Riva como melhor actriz principal - Fiquei desiludida. Não vi o filme Amour, mas pelas pequenas apresentações que foram surgindo e pelas críticas muito positivas que li anteriormente não só à produção fantástica do filme como também ao soberbo papel de Emanuelle Riva esperava que fosse esta actriz a ganhar o Óscar. Vi o Impossível com a brilhante interpretação da Naomi Watts e fiquei fã desta actriz desde que vi aquele papelão! Vi, claro, o Guia Para Um Final Feliz e achei um filme muito rudimentar, com poucas surpresas, uma história não muito brilhante, não sei, pode ser apenas a minha falta de cultura cinematográfica que não dá o devido valor à Jennifer... Penso que não fez nenhuma interpretação brilhante e digna da estatueta dourada... Não que a ache má actriz, nada disso, aliás gostei imenso da sua prestação nos Hunger Games! Apenas, não sei, penso que ser galardoada quando está lado a lado com senhoras que tiveram um papel fabuloso como a Naomi e a Emanuelle, parece-me a mim, leigamente falando, injusto. Quanto às outras nomeadas não tenho ideia nenhuma das suas prestações, por isso não me posso manifestar. P.S. Gostei imenso da miúda de 9 anos nomeada, não conheci o trabalho dela, mas pelo pouco que mostraram, a minha vénia, que espectáculo.
  2. Anne Hathway como melhor actriz secundária - Já conheço o trabalho desta lady há um tempo, começou com filmes sem grande projecção, coisas de princesas e encantamentos e etc, basicamente filmes de sábado à tarde e eis que ganha este óscar cheia de pujança, com suor e lágrimas e muito, muito talento. Não vi o Les Misérables, mas passou a ser um must watch desde a gala dos óscares. A verdade é que nunca fui extraordinariamente fã de musicais no entanto, este merece ser visto. Mais que não seja pela curiosidade de ver o papel da Anne, do Hugh e da Amanda! Penso que este óscar foi muito merecido pelo pouco que vi do filme e pelo muito que ouvi falar. Fiquei felicíssima por ela!
  3. Kristen Stewart, a eterna mosca morta - Mas que figura foi aquela que foi fazer para dizer os nomeados? Por amor de Deus, já para não falar do cabelo péssimo, horrendo e completamente ascoroso para uma gala daquela envergadura, ainda foi a coxear e com um ar de frete que nossa senhora. Eu já lhe tenho um ódio de morte e, depois de figuras como aquelas, ele só cresce! Estava a dizer o que tinha a dizer com uma cara de enjoo, um ar de suplício que não se viu em mais ninguém! Não compreendo esta menina, juro que não.
  4. Morte de Michael Clarke Duncan - Não sabia que este actor tinha morrido e fiquei estupefacta quando vi a imagem dele a passar na TV dos tributos às figuras de Hollywood que já nos tinham deixado. Gostei imenso dele no filme A Ilha e também no Rei Escorpião (são os que me recordo de momento) e pronto, não tem muito a ver com os óscares, eu sei, mas achei que devia mencionar aqui este grande actor que nos deixou cedo demais.
  5. Charlize Theron, a princesa da noite - Aquela dança maravilhosa, aquele vestido magnifico, meu Deus fiquei extasiada! Mesmo não gostando de a ver de cabelo curto (mas eu sou mesmo anti cabelos curtos), penso que ela estava linda de morrer, uma princesa! E claro, o momento em que dançou com o tão adorado Channing foi magistral. A doçura, a simplicidade, a elegância. Fiquei rendida aos encantos desta senhora de Hollywood.
  6. Família e profissão - Reparei que todos os galardoados tiveram o cuidado de agradecer não só àqueles com quem trabalharam diariamente e que permitiram o sucesso que obtiveram e consequente reconhecimento, como também à família, nomeadamente ao husband and wife. Todos eles, ou praticamente todos, agradeceram o prémio àquela pessoa que partilha a vida com eles, que os apoia, os ajuda e aconselha. Àquela mesma pessoa que escolheram para viver a seu lado todos os dias das suas vidas. A prova irrefutável de que o amor e o sucesso a todos os níveis estão intimamente relacionados.
Celebremos o amor, o sucesso, as vitórias e as derrotas, afinal de contas são estas coisas que fazem com que o nosso dia a dia seja melhorado e são estes actores, produtores, realizadores, encenadores e todos aqueles do mundo do espectáculo que nos permitem ter passatempos, viajar para novas realidades. Aos Óscares de 2013 que foram brilhantes.
P.S. Não vou falar do melhor filme porque ainda não o vi, mas tenho definitivamente de ver! Um filme galardoado com um Óscar merece sempre ser visto. E quanto a ser a Michelle Obama a anunciar o Óscar, adorei.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

"Prostituição" nos dias de hoje

Continua a haver a típica prostituição, é claro, a mais velha profissão do mundo. Contudo é da "prostituição" que estou a falar. Raparigas (e rapazes também!) que se oferecem a troco de nada. E, quando dizemos que uma rapariga é vadia, porca, oferecida e etc etc se, por vezes, é por inveja, que também as há, outras é porque elas realmente (e digo elas porque, infelizmente, a rapariga que anda com muitos ainda é tida como porca e ele como garanhão) são umas valentes levianas. E estas novas "prostitutas" são de graça, dão-se com tal facilidade que eles nem têm de se esforçar muito. Não se importam de ser "a outra", aquela que é utilizada para eles traírem as namoradas quando estão fartos do tédio da relação. E, como geralmente estas personalidades devem pouco à inteligência, ainda se acham as maiores porque foi com elas que ele traiu a triste que ficou em casa à espera da mensagem a dizer "amo-te muito", mas não, queridas, vocês são somente usadas como objecto sexual, como simples instrumentos que os fazem sair da rotina porque, à noite, não é em vocês que eles pensam, mas sim naquela rapariga certinha, querida e com cabeça com quem eles se imaginam o resto da vida e não com vocês. Contudo lá está o acefalismo em evidência - vocês acham-se as mais importantes quando, na verdade, são nem mais nem menos que a escapatória. E, claro, o melhor disto tudo é que eles agora não precisam de pagar, têm tudo de borla, muitas vezes até com insistência das ditas "mulheres" que se esbanjam no leito deles sem que eles tenham de mexer um dedo. A facilidade nunca cativou nenhum homem, meninas, todo o homem (que é homem!) gosta de mulheres que dão luta, que são difíceis, que não se entregam logo, que os faz ter de lutar e dar valor. Todavia, isto é difícil de entender para meninas que estão sedentas de serem as mais populares, as mais conquistadoras, as que têm mais likes no facebook (lol). Geralmente, estas ditas cujas não suportam a felicidade alheia, intrometem-se na vida dos outros, já que a delas é a pobreza que se vê, e não suportam os sorrisos, a felicidade, o amor vivido por um casal porque, no fim, elas não sabem o que é ser amada como a principal, somente usada como "a outra"...

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

"Putas" e "Gays"

Pois é, há por aí muitas "putas" e muitos "gays" que na verdade não o são, mas a nós dá-nos jeito que o sejam - passo a explicar. Por exemplo, meninas, quando vêem o vosso namorado a olhar para uma rapariga e a dizer que ela é muito gira, e simpática e "bem-feitinha" (eles nunca o dizem assim!), qual é a vossa primeira reacção? Ou dizem que ela é feia, se tiverem um ponto por onde pegar ou, se a rapariga for mesmo gira, qual é a primeira arma? "Ah, ela é puta" ou "Ela é oferecida" ou "Ela anda com todos" ou "Ela é super rodada". Porque nós raparigas, umas mais que outras, somos todas umas ciumentas e apesar de sabermos que vocês olham para elas (tal como nós olhamos para eles...!) não gostamos que as elogiem mesmo na nossa cara, por isso a sua conduta é logo posta em causa, mesmo que sejam a Madre Teresa de Calcutá, que diga-se de passagem muito raramente o são. Por outro lado, temos os rapazes que não são nada menos ciumentos que nós, apenas não demonstram tanto nem de forma tão efusiva, mas que o bichinho do ciúme está lá, isso está. Basta nós dizermos que um rapaz é giro ou querido ou simpático vocês vêm logo com a do "sim, super querido, é um paneleiro" ou "ele diz o mesmo a todas, mas vai na volta é gay" ou "ele é gay, olha só para o cabelo/calças/comportamento etc". Fere-vos que nós digamos que ele é giro e portanto tentam afastá-lo de forma ainda mais radical que nós, dizendo que ele é abichanado e afins. Ora, existem por aí muitos "gays" e muitas "putas" que na verdade não o são, mas este monstro que é o ciúme transforma toda a concorrência em algo a dizimar e qual a melhor dizimação que não a difamação? Pois é, amigos e amigas, quando são elogiados por um membro do casal, acreditem que estão a ser triturados mentalmente pelo outro. É assim mesmo, o que é nosso é nosso e as ameaças têm de ser eliminadas (custe o que custar!).

domingo, 25 de novembro de 2012

The love of a life

Um dia essa pessoa virá. Sim, essa pessoa que te faz acreditar no amor de verdade. A pessoa que te faz acordar com um sorriso e que mesmo sem dizer uma palavra te aquece o coração. A mesma pessoa que faz com que as pernas tremam cada vez que pensas nela, que o coração acelere a cada toque, que uma mensagem mude o teu dia. Só essa pessoa te vi fazer querer contar os anos e não os meses, só ela te permitirá fazer projectos a longo prazo e não apenas os que findam daí a uma semana. Só ela conseguirá que tu não te imagines com mais ninguém, que a partilha de outro toque te repugne e o imaginá-la com outra te dilacere o coração. Essa pessoa talvez não seja o primeiro amor, mas será de certo o último. Não será o amor perfeito, mas será o único que te dará forças para acreditar que é possível atingir a perfeição. Porque aí não haverá dúvidas. Haverá discussões, birras, amuos e chatices, mas o "adeus" é uma palavra que não será equacionada e o "para sempre" o motivo de luta constante. As intrigas, as más-línguas, os "diz que disse" passarão ao lado. Porque quando o amor é verdadeiro, vence. Quando o amor é verdadeiro, fica. E se for realmente verdadeiro é para sempre. Por isso, quando esse amor te bater à porta, tu vais sentir. Não me perguntes como, mas vais. Porque sentes que aquela é a pessoa com quem te imaginas casada, com filhos, com chatices matinais e jantares caóticos. É essa pessoa que vês a dar-te a mão na doença e a congratular-te, sem inveja, na vitória. É essa pessoa que não deves deixar fugir, nunca.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Still love him

Enquanto apagares o número dele, o evitares na rua, deixares de ir ao sítios que ele vai, souberes o que ele faz pelo que os amigos te dizem, não lhe falares, ficares incomodada com a presença dele, afastares avidamente todas as memórias que têm juntos, derramares uma lágrima ao veres fotos, recordares o passado com nostalgia e te apetecer que ele morra... Enquanto isso acontecer, ainda o amas. Já dizia Érico Veríssimo que o contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença. Porque enquanto o odiares pelo quanto ele te magoou, enquanto as lágrimas te escorrerem pelo rosto quando uma memória te assombra e o soar do nome dele te provocar um calafrio, há amor. É quando as notícias acerca do que ele faz te passarem ao lado, quando vê-lo na rua for como ver qualquer outra pessoa, quando o telemóvel tocar e tu atenderes sem quebras na voz e tremer nas pernas, aí, e só nessa altura, podes dizer que o esqueceste. Que é uma página virada. Um capítulo encerrado. Uma memória armazenada. Até lá? Até lá conforma-te - ainda o amas, por tempo indeterminado.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Românticos


No amor nem sempre se ganha, na verdade, muitas vezes, perdemos mais do que ganhamos. Perdemos tempo, amor próprio e dignidade. Perdemos partes de nós, partes genuínas, doces, puras e belas, perdemos coisas irrecuperáveis. Tudo em prol de quê? De um sentimento fugaz, uma triste eloquência que quisemos experimentar. As repercussões de uma decisão mal tomada mostram-se, por vezes, inglórias. Eu tendo a racionalizar os sentimentos, a dar um nome a cada coisa, idealizo até um presente, um futuro próximo. Sou assim, romântica. Um grande problema nos dias de hoje... Nós, os românticos, oferecemos de bom grado o que de melhor temos sem sequer pensar nas consequências de tal atitude, o que é facto é que não pensamos num amanhã a preto e branco, mas sim cheio de cores, entregamo-nos sem reservas. O "para sempre" é inerente ao desejo de amar e o "talvez" não se coloca: ou "sim" ou "não". Nós, os românticos, somos patéticos. É verdade. Patéticos. Porque ainda nos damos ao trabalho de acreditar que um dia vai ser diferente, que surgirá uma história de amor pura e genuína, coisa que não existe, excepto nos livros do Nicholas Sparks. Rimos à gargalhada e choramos copiosamente com uma facilidade que até a nós nos assusta. Resguardamo-nos quando somos magoados com a convicção inabalável de que não voltaremos a ser ingénuos. But, guess what? Voltamos a sê-lo. Over and over again. Há coisas que nos magoam, coisas que outras pessoas não entendem. Ligamos a pormenores, ténues detalhes que passariam despercebidos a qualquer um, menos a nós. Ser romântico é uma desvantagem imensa em pleno século XXI, mas sabem que mais? Eu gosto de ser assim.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Perceber o amor


Na minha ingénua óptica, penso que só se conhece o amor nos momentos menos bons. Quando tudo está bem, o amor é apenas algo que nos aquece o coração, nos adoça a boca, nos provoca calafrios electrizantes quando vemos o nosso mais que tudo. Porém, é quando passamos para o outro lado, o lado que ninguém quer provar, que conhecemos o amor em pelo - ou pelo menos o avaliamos de forma mais ampla.
Tenho pensado muito no que significa realmente amar uma pessoa; estar disposto a fazer tudo por ela, cometer loucuras, perdoar coisas imperdoáveis, aceitar erros inaceitáveis. Ao fim ao cabo, até que ponto queremos nós viver um amor [aparentemente] impossível? Até que ponto vale a pena tentar?
Só o nosso coração nos pode responder a estas perguntas, porque só ele sabe se vale a pena arriscar e sofrer. A cabeça, essa aconselha sempre o mais confortável, mas o menos exequível. São as borboletas no estômago e os arrepios fervorosos que nos têm de dizer se vale a pena. Se conseguimos ultrapassar o que sentimos. Se verdadeiramente estamos aptos a olhar para o passado como uma memória e não como um ainda presente.
Comecei a perceber que não é a evitar chamadas nem mensagens, ou até mesmo encontros casuais que se deixa de amar. Porque quem ama evita. Porque contactar com a pessoa dói. É quando a voz não falha, as lágrimas não vertem, o coração não acelera e as pernas não tremem que se esqueceu. O contrário do amor nunca foi o ódio, mas a indiferença, já dizia Érico Veríssimo. E é nesse momento, no preciso momento em que ver ou não ver, ouvir ou não ouvir, ter ou não ter, sentir ou não sentir se torna igual que deixa de haver amor. Nesse momento, nada mais há a fazer senão desistir. Até lá... Até lá há chama, há faísca, há paixão e amor. E se vale ou não a pena, só o nosso coração pode decidir.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O Ronaldo na selecção

Já ouvi para aí muita coisa sobre isto e quis dar a minha opinião. Pode não ser a opinião de todos ou, pelo menos, da maior parte dos portugueses, mas é a minha.
O Ronaldo no jogo contra a Dinamarca não fez nada. Nada de nada. E a verdade tem de ser dita. Não houve entrega, não houve paixão, não houve raça. Parecia que estava a desfilar numa passerelle em vez de jogar a sério. Obviamente que não pus em causa a exímia qualidade dele enquanto jogador, já tendo sido considerado o melhor do mundo. Mas verdade seja dita que o Ronaldo na selecção nunca deu o tudo por tudo, até o vermos no jogo conta a Holanda e neste último contra a República Chega. O rapaz esmifrou-se para nos dar a vitória e para que prosseguíssemos neste tão desejado Europeu.
Acho que ninguém põe em causa a sua qualidade como jogador, e todos sabemos que é muito mais fácil brilhar quando temos pessoas que acompanham as nossas jogadas, como acontece quando ele está no Real Madrid, no entanto a nossa selecção tem grandes jogadores que têm feito exibições fantásticas, como o Pepe, o Nani e o Coentrão. O facto do Ronaldo não dar o tudo por tudo na selecção às vezes leva a que as críticas esbarrem sobre ele quando se vê que falta ali a alma Lusitana. Felizmente para nós, o rapaz maravilha resolveu acordar e mostrar o seu valor nestes últimos jogos. E quem viu os jogos sabe que se por mais não ganhámos foi por mero azar, porque o nosso menino chutou algumas contra o poste ou a rasá-lo.
Por isso, aqui fica só mais uma opinião entre milhões - o Ronaldo tem valor e ninguém lho pode tirar, sendo apenas condenado quando vimos que podia dar mais de si e não dá. Nestes últimos jogos redimiu-se bem do que fez contra a Dinamarca e esperemos que assim continue, porque ele é a nossa estrelinha. Com ele ao mais alto nível, nós podemos acreditar na vitória final. Força Portugal, 11 por todos e todos por 11!

domingo, 17 de junho de 2012

Meu querido Fernando Pessoa...

Sabes, com certeza, aquela história da despersonalização, da desfragmentação do "eu", de seres "muitos" de uma só vez. Pois bem, nunca li nada tão antagónico como a tua escrita. Como será possível adorar o Alberto Caeiro, chegar a idolatrá-lo e a achar que a sua escrita é o protótipo da escrita simples, mas perfeita e depois chegar à Mensagem e achar que aquilo é dificílimo de se perceber se não estivermos atentos aos mais ínfimos pormenores? Como é possível que o Ricardo Reis seja um apologista acérrimo do carpe diem e o Álvaro de Campos tenha uma 3ª fase tão abúlica que nos chega a fazer ter uma pena desgraçada de um homem tão miserável? Iniciando mesmo o seu poema Tabacaria com "Não sou nada/ Nunca serei nada/ Não posso querer ser nada/ À parte disso tenho em mim todos os sonhos do mundo". Mas isso é só depois de se exaltar efusivamente nas Odes, falando do progresso, da excitação, erotizando mesmo o delírio que sente com a máquina! E tu, tu ortónimo, que dizes que "O poeta é um fingidor/ Finge tão concretamente/ Que chega a fingir que é dor/ A dor que deveras sente", mostras claramente que tudo o que escrevemos não passa de uma racionalização de sentimentos. Não mentimos, não, nós racionalizamos as nossas memórias para as podermos partilhar. Mas parece-me rebuscado demais pensar nisto. A mim e a 99,9% da população. Daí tu seres quem és. Um génio sem igual. O meu ídolo há quase tantos anos quantos me conheço. Mas o terror e o pesadelo dos alunos de 12º ano que tentam compreender aquilo que nem tu compreendias! Descansa em paz, meu amigo, e dá-nos inspiração para te escalpelizarmos até ao mais ínfimo pormenor, se assim nos pedirem...

terça-feira, 15 de maio de 2012

Necessidade e desejo

Podia abordar este tema do ponto de vista da psicologia, já que é uma temática tratada no 12º ano. E é tratada de uma forma tão interessante que gostava de partilhar aqui. No entanto, não me vou confinar às definições que preenchem todo o capítulo, porque ficaria demasiado chato e parecia que estava a fazer uma composição para o teste. 
A verdade é que, no dia a dia, tendemos a confundir estes dois conceitos e, na verdade, eles acabam por se imiscuir. De certa forma, associamos o termo "necessidade" a algo impreterível. Necessidade de comer, de dormir, etc, ou seja, necessidade remete-nos para algo que, caso não seja satisfeito compromete a nossa sobrevivência. Já "desejo" é abordado de um ponto de vista mais supérfluo, na medida em que é uma aspiração que o Homem tem, no sentido de querer mais do que aquilo que possui como, por exemplo, desejo de ir a Nova Iorque. No entanto, sabemos que quando ansiamos algo desesperadamente, esse desejo passa a tornar-se numa necessidade, pois sentimos a sua falta. Sentimos a lacuna deles em nós caso não os alcancemos. Freud diz mesmo que os desejos têm origem nas necessidades. Ao satisfazermos uma necessidade acabamos por satisfazer também um desejo. Há uma sensação de prazer após a satisfação da necessidade, logo esta passa a não ser apenas algo que precisamos interiormente, mas um desejo que nos traz consequências positivas. No fundo, chegamos à conclusão que aquilo que precisamos para sobreviver e aquilo que precisamos para viver são ambos imprescindíveis.

sábado, 12 de maio de 2012

Hipoteticamente falando do amor


E se ele for activado por estímulos? Isto é, se um amor acaba (ou nós pensamos que acaba) e, mais tarde, quando houver um estímulo que o accione, tudo voltar? Se o amor não for simplesmente um sentimento que temos por outra pessoa numa dada altura e que ou vive, ou morre. E se o amor adormecer? Se tirar férias? Se cessar por momentos para, depois, voltar em pleno quando somos estimulados a que isso aconteça? Pensei nisto, como penso em tantas outras coisas. Penso nisto quando tento perceber o amor. São teorias estapafúrdias, talvez. Porque o amor é, afinal de contas, uma força que existe dentro de nós, que nos deixa encantados e extasiados com outra pessoa, que nos faz querer estar com ela a toda a hora, olhá-la nos olhos, beijá-la e abraçá-la e, se deixamos de estimular o amor, com o que quer que seja, o amor acaba por morrer (ou adormecer, como disse acima). Não falo em relações à distância, não, porque aí os estímulos dados são outros, mas têm de ser dados. Porque nenhum amor é alimentado de nada. Podemos até ter estado com uma pessoa num determinado sítio, sítio ao qual nunca mais regressámos, contudo, no dia em que lá voltamos, as memórias voltam e afloram a pele e o espírito. Inconscientemente, activámos o amor que estava escondido dento de nós. Podemos mesmo deixar de falar com uma pessoa, nunca mais manter diálogo, mas no dia em que uma mensagem surge ou os olhares se tocam, a magia volta, tudo volta. Talvez nós tenhamos necessidade de adormecer certos amores, para permitir que outros entrem na nossa vida. Todavia, na verdade, esquecer é um processo muito mais complexo do que podemos pensar pois, provavelmente, nunca saberemos até que ponto realmente nos esquecemos de algo, nunca sabemos se aquele assunto ficou perdido dentro de nós, em algum sítio que pode ser activado um dia mais tarde, ou se se esvaiu completamente do corpo e da alma. Muitas vezes desconhecemos a nossa própria mente, desconhecemos se esquecemos ou se não esquecemos. Sabemos apenas, até certo ponto, quem amamos num determinado momento. Mas o mais provável é que nunca saibamos quem conseguimos verdadeiramente esquecer.

terça-feira, 17 de abril de 2012

P*tas


Existem. E todos sabemos disso. E por muito que digamos que são porcas, badalhocas, oferecidas, etc. ect. o nome que merecem é aquele ali em cima com o asterisco no "u" para não ferir susceptibilidades! Irritam-me. Tanto, mas tanto. São parasitas da sociedade, micróbios que infectam a nossa vida com falta de pudor e amor próprio. Escalpelizam a pessoa até ao ínfimo detalhe e depois atacam com tal subtiliza que podem afirmar firmemente que são tão imaculadas quanto a Madre Teresa de Calcutá. Elas lá no fundo sabem o que são, não é? Devem sentir-se sujas, por mais banhos que tomem. Impuras por mais rezas que façam... Umas vivem assim porque precisam, e quem sou eu para criticar a mais velha profissão do mundo, se assim querem, que assim tenham. O que acho piada, hoje em dia, é àquelas p*tas às quais nem é preciso pagar. Fazem o serviço de graça, digamos. Já é mais por prazer, talvez a sujidade interior e exterior seja uma coisa que lhes apraz. A mim, faz-me confusão, causa-me repulsa. E nos tempos que correm, cada vez mais novinhas entram nessa bela vida (entenda-se a ironia) de andar a saltar de cama em cama ou de os levar a todos para a mesma cama, para esse estúpidos com o cérebro num sítio bem deslocado donde deveria estar, mais lá para a região do meio das pernas, se perderem pelos encantos profanos das ditas cujas que já nem se vendem, se dão. Que escárnio! Cada vez que passo por uma e sei o que ela fez e faz (sim, porque estas coisas vão-se sabendo) sinto um nó no estômago tão forte que tento reter, pois caso vomitasse para cima de tais criaturas, não poderiam concluir o serviço mais à tardinha. Estou só revoltada, mais nada, apeteceu-me revoltar-me contra essa poluição urbana que invade as ruas do mundo. Não é por nada em especial, é só que se ouve umas coisas que valha-nos Deus nosso senhor Jesus. Rapazes, controlem o libido e tentem pensar com a cabeça certa.

quinta-feira, 15 de março de 2012

O meu futuro

É o que me preocupa. Pelo menos a nível profissional. Hoje estive ausente aqui do deu cantinho porque depois das aulas fui com uns colegas à Futurália. Para quem não sabe o que é, consiste numa feira de educação, formação e orientação educativa, na qual várias universidades são representadas por diversos alunos/professores. Cada universidade tem o seu espaço, onde mostra os seus projectos, o programa em vigor, a comunidade, etc. O ano passado fui lá, mas só dei uma voltinha geral e estava mais interessada em arranjar canetas e lápis!! Este ano fui de livre e espontânea vontade (o ano passado tinha ido em visita de estudo), mesmo com o intuito de conhecer as várias universidades. Fiquei confusa na mesma. Falei com alunos da Universidade Católica de Lisboa, sobre o curso de Direito e só tive boas informações. Depois fui, dentro das universidades de Lisboa, à de Medicina Dentária, onde me apresentaram os programas, disciplinas e etc, depois fui à de Medicina e, por fim, ao ISCTE para ver Gestão. Como podem ver pelas minhas procuras, as minhas ideias são muitíssimo divergentes e exigem todas médias bastante altas! O 12º ano vai ser crucial para ver para o que tenho média e posso concorrer. Os meus pais dizem que Direito é mais a minha praia, porque sempre fui melhor a letras, mas acabar um curso de Ciências com média de 17 e tal/18 e ir para letras é frustrante!! Depois Medicina não é que morra de amores, mas é um curso sempre interessante e com emprego garantido, só faltava subir um bocadinho a média. Medicina Dentária acho que era capaz de ser giro e se fosse realmente boa conseguia emprego. Gestão e Economia, pronto...! Enfim, o que farei eu à minha vidinha!!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Hoje apetece-me falar das pitas

No meio do meu estudo de Matemática A para o intermédio que vou ter na terça feira que vem, pus-me a pensar acerca de "pitas". Ora, ser pita faz parte da idade. É inerente a algumas, digamos. Há uma altura da nossa vida que somos bombardeadas por hormonas, emoções novas, sentimentos novos, um novo mundo a imensos níveis e nós, raparigas, muitas vezes não nos sabemos adaptar. Umas têm cabeça para seguir um rumo normal, outras nem tanto. Às vezes pergunto-me qual será a intenção de uma rapariga pôr uma foto em soutiã numa rede social. Uma foto em biquini, natural. Nada contra. Mas uma rapariga que está no seu quartinho e se lembra de pegar na máquina fotográfica e tirar uma foto às mamas, qual é o jeito?! Ah esperem, esperem, ter muitos gostos na foto do facebook, conseguir mais amigos, ser muito popular e intitulada de "boazona" (quando é o caso, porque muitas vezes, valha-me deus!!). Desacreditem que isso vos torna mulheres. Os rapazes de 13/14 anos até podem achar muita piada por verem o soutiã da colega, mas daqui a uns anos vão arrepender-se. Porque é que querem dar nas vistas? É assim tão importante para o vosso ego? Isso não vos torna mais mulheres, mais adultas. Torna-vos p-i-t-a-s! Andar aos gritos no meio da rua, colocar música com colunas para toda a gente ouvir, rir à gargalhada exageradamente alto, usar mini mini mini saias e mini mini mini calções e mini mini mini tops, empurrarem-se umas às outras contra as pessoas que estão à vossa volta, etc etc é r-i-d-i-c-u-l-o! Acreditem-me, os rapazes não vos vão achar melhores por isso. Aliás, muitos (os decentes!) vão achar-vos muito piores. Provavelmente se alguma "pita" se revir nestas atitudes há-de, certamente, pensar "esta sabe lá o que está a dizer, eu sou tão fixe", mas depois, daqui a uns aninhos, vão olhar para trás e perceber que essas atitudes que consideravam ser super atraentes são absurdas. Mas pronto, são só devaneios...

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Carnaval


Para mim significa - medo de sair à rua por causa dos balões de água.
É daquelas épocas que não gosto. A menos que se faça uma festa temática com amigos e essas coisas, acho que é estúpido, que os rapazinhos não têm consciência e que andar a atirar balões de água a pessoas que não querem brincar ao carnaval é a coisa mais estúpida de sempre. Enfim, quem gosta que se divirta muito!

P.S. Apesar de não gostar da época, as férias de Carnaval são seeeeempre bem vindas!!!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O/A tal


As pessoas entram. Ficam. Permanecem. Mantêm-se. Marcam. E saem. Todas estas etapas constituem a realidade do que é uma relação. Qualquer relação. Há como que um "clique" que nos permite dar abertura suficiente de modo a que uma pessoa tenha o à vontade necessário para preencher os nossos dias. Um processo lento e demorado cheio de sorrisos, gargalhadas, conversas, fervor, partilha e conhecimento. Passada esta fase, segue-se a entrega. É muito simples - entregamo-nos. E fazêmo-lo tão levianamente que nem nós nos apercebemos do que se está a suceder. Sabemos, contudo, que estamos a oferecer uma parte de nós, uma parte de nós extraordinariamente especial, a outrém. E o que esperamos da pessoa em quem depositámos tal confiança, mesmo que sem querer, é que cuide. Que cuide, que trate, que se preocupe, que agrade, que acarinhe. Não nos passa sequer pela cabeça uma término para todo aquele sentimento explosivo que nos invade e nos consome e nos torna diferentes. Queremos simplesmente viver o momento e vivê-lo com a pessoa que sentimos com toda a plenitude que nos completa, numa complementaridade tão constante que nos faz sonhar com o "para sempre". De um instante para o outro, sem sabermos bem como ou porquê, a história de amor passa a inferno. Inferno? Inferno é eufemismo. O certo fica incerto. O seguro, inseguro. O perfeito, terrível. Os sorrisos, lágrimas. O amor, indiferença. Os beijos, desprezo. O carinho, repulsa. O tudo, nada. O "para sempre", "nunca mais". "E pronto" - pensamos nós - "mais umas quantas juras caídas por terra". Como se isto fosse passar assim, com uma pequena consciencialização de que acabou. Esquecemo-nos, portanto, de que quando acabou não levou só a nossa cara metade, mas também uma parte de nós. A parte mais bonita de nós. A parte que não tinha remorsos, nem rancor, nem maldade nem ódio. Uma parte feita à base de ingenuidade e pureza. Perdemos uma parte de nós e, irrevogavelmente, vamos mudar. Vamos transformar a nossa personalidade. Criar defesas. Lutar contra sentimentos. Fugir do amor e do que dele advém. E agora, perguntam vocês, o fim da história. O fim? Não há. Irá aparecer uma nova pessoa e o ciclo repetir-se-á sucessivamente, até, miraculosamente, o/a tal aparecer e não abandonar o nosso coração.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Escolhas

É o que mais fazemos. Todo o dia. A toda a hora. Escolhemos tudo, desde o que comemos ao pequeno almoço como que profissão queremos seguir. Escolhemos o que está ao nosso alcance, somo donos das nossas decisões e cativos dos nossos ideais. O pior é que há coisas que não podem ser escolhidas. Há coisas que nos são impostas, coisas que não podemos negar, coisas que temos simplesmente de aceitar. Coisas que não está ao nossos alcance decidir. Coisas que para nós jamais serão meras "coisas". As nossas acções conduzem a repercussões, mas e quando não agimos e temos essas mesmas repercussões? E quando estamos totalmente alheios à realidade que nos rodeia e, mesmo assim, levamos com um balde de água fria pela cabeça abaixo, por algo que não fizemos, que não escolhemos? Enfim, habituamo-nos. Porque não há nada mais que possamos fazer. Há realidades que chegam a nós sem que as tenhamos pedido. Vêm como uma oferenda amaldiçoada, uma imposição indesejada, um calafrio que percorre a espinha e nos deixa com o estômago às voltas. E perguntamos nós, ingénuos, inseguros, perdidos e revoltados "mas que fiz eu? Terei mesmo escolhido isto para mim?". Não. Não escolhemos, ninguém escolheu. São coisas da vida, são coisas que acontecem por acaso, ou com um intuito que desconhecemos. Nem tudo está nas nossas mãos, por vezes a nossa vida é guiada por mistérios do destino, outras tantas é guiada por terceiros. Andamos ao sabor dos ventos e das marés. Nem sempre conseguimos que o barco siga a rota que queremos, contudo, mais cedo ou mais tarde, ele há-de endireitar-se e seguir o caminho pré-destinado.

domingo, 6 de novembro de 2011

Será que se perdoa na medida em que se ama?


É fácil dizer que sim, é fácil afirmar convictamente que faz todo o sentido perdoarmos os erros de quem amamos. Mas na prática... Será assim tão fácil? Será assim tão linear dizer que perdoamos tudo porque amamos determinada pessoa? Não estaremos a deixar de nos amar quando perdoamos algo que consideramos imperdoável? Não estaremos a abdicar de uma parte do que somos e daquilo em que acreditamos quando o fazemos? Eu não sou uma pessoa rancorosa, simplesmente não sou. Perdoo com facilidade e ponho as coisas piores para trás das costas num piscar de olhos. Num dia posso dizer as coisas mais atrozes a alguém, como forma de descarregar o peso que tenho dentro de mim, mas no dia seguinte tudo passou e let's move on. Contudo, há coisas que me ferem de tamanha forma que eu simplesmente não consigo esquecer. E oxalá conseguisse. Eu também fico devastada por não conseguir perdoar, mas perdoar seria abdicar de uma parte daquilo que sou, e desfragmentada, não sei viver. Às vezes mais vale acarretar com o desalento de perder alguém do que de me perder a mim própria. Há perdões difíceis de conceder. Há imagens que não saem da nossa cabeça. Há frases que nos atormentam a cada dia que passa. Há gestos que não nos deixam em paz. Perdoar seria permitir que as minhas convicções, aquilo em que mais acredito, fossem meras quimeras que invento para entreter o dia-a-dia. E não é isso que elas são. Os meus ideais, a minha forma de viver e de encarar a minha existência rege-se por padrões que, para mim, dão sentido às coisas que vou tentando fazer.
Será que realmente se perdoa na medida em que se ama? Talvez, se eu não amasse quem sou em primeiro lugar.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Promessas e mais promessas

Provavelmente a razão de as fazermos é a segurança. Tudo se resume a isto - segurança. Prometemos mais aquilo que achamos que não conseguimos cumprir do que aquilo que estamos certos conseguir. "Eu prometo ficar contigo para sempre". Para sempre é muito tempo. É, talvez, tempo demais. E é por o sabermos que o prometemos. Porque numa promessa colocamos um pouco de nós, um pouco da nossa essência, a nossa palavra de honra, o que faz de nós aquilo que somos. E ao quebrarmos uma promessa sentimo-nos como se tivessemos errado exorbitantemente, pois falhámos não só a quem prometemos, como a nós mesmos. Hoje em dia, promessas leva-as o vento, por isso eu evito prometer. Ao prometer sei que posso certamente quebrar, sei que prometo porque nem eu sei se consigo levar o que digo avante. Eu também erro, eu também prometo sem cumprir, eu também prometo e quebro, mas tento não o fazer. E para não o fazer, tento não prometer. A segurança que precisamos está dentro daquilo que somos, e do que fazemos para estarmos seguros. Promessas e juras vão e vêm, e passam sem deixar rasto. Com o tempo fui aprendendo que ao prometer ofereço de mão beijada uma parte de mim que jamais vou recuperar, e que o fracasso que sinto cada vez que tenho de faltar a um prometido me vai consumindo aos poucos. Com o tempo fui deixando de prometer. Com o tempo, fui descobrindo que se não prometer sou mais feliz. Com o tempo, percebi que não é por prometer que me sentirei mais segura. Com o tempo cheguei à conclusão de que para ser completa, tenho de ser o que eu sou e não o que as promessas fazem de mim.