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quinta-feira, 13 de março de 2014

Saudade infinita de ti

É isso mesmo que diz o título - saudade infinita de ti. Todos os dias custam, uns mais outros menos, é certo, mas há dias em que a saudade não cabe mesmo no coração. Até hoje ainda estava naquela fase de "dormência" como quem não está a acreditar bem no que aconteceu, que acredita que não pode ser verdade. Hoje, de facto, caí em mim e comecei a chorar desesperadamente. Há uma sensação de perda tão grande, uma saudade tão forte de voltar a ver-te olhar para mim... Queria muito poder dizer-te coisas que não disse, coisas que acho que nunca soubeste. No fundo, só queria poder voltar a estar contigo, nem que fossem 5 minutos, e dizer aquilo que nunca disse. Gostava mais daquela fase de "dormência" em que conseguia rir e brincar sem acreditar que tinhas ido embora. Todavia, conforme o tempo passa, apercebo-me que não voltarás mais, e o vazio de entrar em tua casa e não te ver, de me sentar à mesa e não estares lá, de ter algo para contar e não poderes ouvir assola-me o espírito e a alma. Todos aqueles sonhos que tinha em miúda, que um dia me virias casar, que um dia terias um bisneto, que um dia ficarias orgulhoso porque tinhas uma neta licenciada desmoronaram-me com a notícia "Joana, o avô faleceu". Tu eras muito importante na vida de muita gente, mas na minha tinhas um lugar muito especial. A verdade é que nunca imaginei o dia em que te fosse perder, e mesmo quando dizias "quando o avô morrer, vais lembrar-te de mim" eu cogitava, para mim, que eras eterno e nunca teria de te ver partir. A tua casa está vazia sem ti, o teu lugar à mesa está desocupado, os teus ideais e convicções que defendias tão fervorosamente acabaram por estagnar e por nós fica uma saudade imensa por não te poder voltar a ter. Queria tanto voltar a ter-te, queria tanto que alguém me acordasse e dissesse que era só um pesadelo e que ia passar. É utópico, é certo, mas era tão bom... Enfim - digo suspirando - olha por mim porque eu por aqui sinto-me sozinha...

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Meu querido avô,

estou aqui no blog a realizar um dos teus últimos desejos. Não vou começar a escrever acerca da dor que foi, e está a ser, a tua perda porque, na verdade, ela é incomensurável e inesgotável. Por isso, limitar-me-ei a escrever o que me pediste nos últimos dias de vida, por entre palavras espaçadas e sem força.
Ainda no hospital me disseste "tens de escrever na internet o que se passa neste hospital". Mas, por não quereres falar durante a tua estadia no mesmo, pouco soubemos sobre o que efectivamente se passou e que tanto te transtornou. E, a meu leigo ver, foi exactamente o que aconteceu nesse hospital que te tirou a força e o ânimo de viver, após mais de um ano de luta e de pequenas vitórias. Era notória a tua ansiedade quando tinhas de ficar sozinho no hospital, hora que as visitas acabavam, por volta das 20h. Naquele serviço de Pneumologia Oncológica do Hospital Pulido Valente, eu via o teu desespero quando a noite se aproximava e sabias que ficarias sozinho. Dizias, entre dentes para que ninguém ouvisse, que pedias água e demoravam uma hora a dar-ta, e que querias ir à casa de banho e esperavas outra hora. Chegaste mesmo a referir que o que ali faziam era um "atentado à dignidade das pessoas" Tu, vulnerável e incapaz, completamente dependente dos que te circundavam vias-te confinado a meros "favores" de má cara. Querias que circulasse que foste mal tratado, que te sentias mal e pedias encarecidamente para que te tirássemos daquele lugar porque te estava a consumir aos bocadinhos. Ficaste de me dar pormenores do que querias que escrevesse, mas a verdade é que estavas fraco demais para isso e acabaste por nos deixar antes que pudesses meticulosamente contar o que te atormentava. Como o pedido me foi feito a mim, e visto que querias que colocasse isto na internet, como tu dizias, aqui estou eu a dar-te paz de espírito. Penso que o que querias passar era a mensagem de que os doentes têm de se fazer ouvir e que tu, naquela situação de dependência absoluta, te sujeitavas aos maus tratos com receio de represálias se mostrasses desagrado e descontentamento. Se passaram pelo mesmo, queixem-se, digam, falem, não fiquem calados. Porque um doente que não se sente bem no local onde supostamente deve ser tratado é o suficiente para lhe tirar a força de viver. Foi o que te aconteceu, meu herói, deixaste de conseguir lutar e nós, hoje, choramos a tua morte e recordamos o teu nome. Olha por nós, fica connosco e dá-nos força para prosseguir o nosso caminho na tua ausência.


Joaquim Moura Madeira 08-12-1937 - 25-02-2014

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Já tinha saudades

Já tinha saudades. Saudades de poder simplesmente escrever sem sequer pensar. Hoje estou nervosa. Estou mesmo muito nervosa. Porquê? Não interessa porquê. Tinha saudades disto. Estou a sorrir sem saber bem porquê. É como se por um ténue momento fosse tudo como era antes. Parece que sou uma miúda outra vez. Sim, uma miúda outra vez. Antes daquela altura em que as lágrimas copiosas me caíram pelo rosto. Antes de me deitar e não conseguir dormir. Sim, sim, antes mesmo de passar dias e dias inteiros em casa com o sol a brilhar lá fora, simplesmente porque não conseguia encarar a realidade. E pergunto-me a mim mesma por que sorrio. Porque tinha saudades disto... É isso. Eu ainda me lembro das palavras que me edulcoravam o coração. Desse amor fátuo que toldava a minha vista da realidade. É como se esteja a viver tudo agora. E é engraçado como as memórias parecem presente. E como o passado se materializa com breves sussurros de saudade. E a minha inocência - só hoje consigo ver que era, de facto, inocente - acabava por fazer de mim quem era. Talvez, e tão somente talvez, se não fosse essa inocência não teria vivido tão exasperadamente aqueles mistos de amor leviano com paixão salutante, aquela angústia permanente que julgava ser, sem espaço para dúvidas, amor... É o que disse acima - inocência. Nessa altura ainda não tinha percebido o que era amar, ainda era só uma rapariga a dar as primeiras passadas no universo das paixões ardentes e dos desgostos avassaladores. Talvez seja mesmo nessa altura que a pureza dos nossos corações nos permite viver tudo com a máxima intensidade. Mas a verdade é que venho corroborando que quanto mais pomos de lado a essência do nosso ser, o prelúdio da nossa ingenuidade e a irreverência inerente à idade é que de facto podemos perceber, passados todos estes anos, o que é o amor - e eu amo-te.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Life goes on, and on...

Desde a última vez que escrevi estou uma pessoa diferente. A todos os níveis, em todas as acepções. Não sei em concreto se melhor se pior, mas diferente. A Faculdade não me permite vir aqui tantas vezes quantas gostava e acabei por redigir um diário em manuscrito para aqueles momentos que estou tão sôfrega de passar para o papel todas as emoções que me corrompem que não consigo conter as palavras (e as vezes as lágrimas) dentro de mim. Acabei por não querer expôr este ou aquele aspecto da minha vida, por não querer partilhar o que estou a sentir, porque no fundo acho que ninguém me percebe, ou talvez eu me perceba somente a mim. Ou talvez nem mesmo isso aconteça. Pelo menos eu tento. A esta hora já costumo estar deitada, mas apeteceu-me recordar este cantinho tão explorado antigamente e hoje em estado vegetativo (quase) permanente. Não me esqueci de ti, querido blog, nem de vocês, seguidores, é só que há momentos da nossa vida em que sentimos necessidade de viver as coisas solitariamente.
Estou feliz, estou essencialmente grata pelo que tenho e acho que nunca me senti tão realizada a todos os níveis como sinto agora. Sometimes we have to forgive ourselves in order to move on and when we do... Well, when we do we find happiness. Boa noite, sons da vida.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

I know it was true

Dei por mim, de forma totalmente fortuita, a recordar momentos que tinha enclausurado. A caminhada para casa, com a brisa fresca a esvoaçar-me o cabelo e o cheiro das ruas pelas quais já passámos deixou-me nostálgica. Despoletou-se em mim uma enorme vontade de reviver os nossos momentos, com conseguinte frustração por reconhecer a impossibilidade de tal acontecer. Encarcerei as memórias que tinha de ti, com a ânsia de torná-las nisso mesmo: meras memórias. A verdade é que não o são. Continua ávido o desejo de te olhar mais uma vez, não aquele olhar passageiro que se farta com uns singelos segundos, mas um olhar demorado, no qual me revejo em ti, em que as nossas bocas se calam e tudo é dito num laivo de luz. Nesses momentos não dizíamos nada, ficávamos assim; a tua mão passava lentamente sobre o meu braço e podia sentir o teu respirar contra a minha testa. Perdidos em momentos de utopia, idealizando aquela que seria a nossa vida mais que perfeita, trocávamos juras mesmo no silêncio que avassalava a atmosfera que nos consumia. Arquivar esta realidade que assim deixou de o ser há tão pouco tempo é um processo moroso que me leva muitas vezes a deitar-me na cama e a ouvir músicas que despoletam pequenas lágrimas, não de tristeza, mas de saudade. Não uma saudade infeliz, mas uma saudade saudável. Uma saudade que me permite sorrir no fim e pensar: Don't cry because it's over, smile because it happened. And we did happen. It wasn't just a summer crush or a winter fall, it was love, true love. Maybe, it still is...

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Our love

Passo e espero. Espero por um sinal de ti que diga que existe um "nós". Pode não ser agora, pode nunca ter sido de facto, mas que haja um "nós" em alguma parte da nossa vida. Não peço promessas ou juras eternas, peço momentos, pequenos laivos de alegria que me permitam guardar na memória algo de extraordinário. Não quero algo duradouro, quero algo verdadeiro. Se for contigo, tanto melhor. Connosco terá sempre um sabor agridoce, aquele travo a erro, aquela sensação de que não nos devíamos deixar levar por sentimentos obtusos que nos consomem. Na verdade, é o que acontece nesta coligação que criámos mesmo sem querer: consumimo-nos. Amamos desmesuradamente sem deixar frechas de liberdade. No fundo, somos escravos de uma paixão ardente que desconhecemos a força e vitalidade. Não obstante, tentamos acerrimamente libertar as correntes fervorosas da fúria que é esta ânsia de nos termos, vivendo vidas separadas preenchidas por sonhos opostos e ideais contraditórios. Por isso digo e repito: não quero uma vida em pleno, quero um momento, um momento inesgotável.

sábado, 6 de julho de 2013

You're my dream

Sentaste-te ao meu lado a abraçaste-te a mim. Um calafrio gelou-me por completo. Fiquei estática à espera que o meu corpo reagisse externamente, mas a única coisa que sentia era o acelerar do batimento cardíaco e o estômago enviusado. Tocaste-me na mão com uma suavidade que nunca tinha sentido e, por fim, os nossos olhares encontraram-se. Lembro-me tão bem da cor dos teus olhos, da minha imagem neles. Lembro-me do que disseste no momento a seguir: "eu nunca te vou deixar". Infelizmente guardei essas palavras vãs e cravei-as no meu coração, impregnando-as com esperança e amor profundo. 
Acordei. Abri os olhos e tu não estavas lá. Nem nunca estiveste, de facto. Gostava de te poder dizer o que sinto, sem demoras nem rodeios, sem aquelas palavras a mais que tornam o discurso sobrecarregado de empenho para te impressionar. Uma palavra bastava. E uma promessa também.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Está tudo de pernas para o ar


Estão a ver a vida que tinha há um mês atrás? Está tudo diferente. Tudo em todos os campos. Continuo a fazer o curso de Ciências Farmacêuticas, mas desta vez apenas duas cadeiras - Histologia e Embriologia e Bioestatística. E porquê?, perguntam vocês. Porque tinha intenções de mudar para Medicina. Acontece que o sonho de Medicina não é realmente um sonho meu, é talvez alguma coisa que se impregnou no meu subconsciente: "Se sou boa aluna tenho de entrar em Medicina", estupidez eu sei, mas mesmo assim era o que queria, ou pensava que queria. Como já aqui partilhei, tinha uma boa média interna para entrar, acontece que cheguei aos exames nacionais e derrapei por completo, consequentemente não entrei neste curso. A minha propensão para ciências não deriva de um gosto inerente à minha condição, advém sim de um preconceito por mim e por tantos outro formados, que graças a Deus se começa a perder, que é "quem tem capacidade vai para o campo das ciências, porque letras é fácil". De facto, letras é mais acessível que matemática, que física ou que química, mas eu sempre quis ser extraordinária e não ordinária. Sempre quis que o meu nome soasse na história, porque morrer todos morremos, a nossa condição deveria ser apenas lutar para que o nosso nome não vegete com o nosso desaparecimento. Não digo que isso aconteça, mas digo que quero lutar para que assim o seja. E, nesta perspectiva, nada se identifica comigo em Medicina. A única área que me causa algum deslumbramento é realmente a Psiquiatria por se prender com os desígnios da mente, já que é das coisas que mais admiro num ser humano, contudo nenhuma das outras áreas me cativa. Não consigo ver sangue, não sou boa a lidar com pessoas, não tenho estrutura emocional para ver pessoas a morrer, feridas ou a gritar. Por outro lado, o meu fascínio prende-se com as letras, com as línguas. Via-me muito mais num tribunal a defender um caso indefensável do que num hospital de bata branca a medicar pessoas. Talvez este meu desejo por Medicina tenha uma pitada de "anatomia de grey", todavia nunca conseguiria ser cirurgiã, por mais estupenda que ache a especialidade, não é pena mim. Assim sendo, penso seguir Direito. Um desencontro total de tudo o que tinha pensado até agora, mas um futuro em que me vejo mais realizada. Sei que num curso destes posso brilhar - ou tentar pelo menos - enquanto num curso de ciências seria apenas mais uma aluna mediana. Não é o futuro que quero para mim, eu quero excepcionalidade, mas digo que é com pesar que abandono o campo das ciências, pelo qual nutro um enorme apreço. Enfim, até ver é para o que estou motivada.
"E o que está mais diferente na tua vida Joana?", perguntam. Bem, no campo do amor, tudo mudou. No campo familiar também houve alterações. Mas está tudo bem. Cada vez melhor em ambas as coisas. Estou mais feliz do que estava há uns tempos atrás. Novas pessoas têm-me feito bem, e agora não procuro nada, sei que algo estará com certeza reservado para mim. I'm just waiting.

sábado, 23 de março de 2013

A vida de uma adolescente

Não temos a inocência de uma criança, nem a experiência de vida de um adulto. Temos as hormonas descontroladas e uma ânsia de viver inigualável. É uma idade de decisões importantes, decisões essas que irão influenciar todo o nosso futuro. Podemos, na idade adulta, tentar emendar erros cometidos na idade da loucura, mas não será a mesma coisa. É aqui que temos de ser fortes o suficiente para abdicarmos de certas coisas e nos concentrarmos noutras. Abrir mão da felicidade instantânea e pensar na felicidade a longo prazo. Por vezes, é difícil. É complicado pensar que o nosso enorme problema deixará de o ser daqui a um mês ou dois. Eu sou daquelas pessoas que deprime, que desiste, que deixa de encontrar razão no que faz se alguma adversidade a deita abaixo. Este ano de 2013 não tem sido nada fácil - talvez pela minha enorme superstição com o número 13 -, mas a verdade é que se me pedirem para dizer uma coisa boa que já me tenha acontecido desde o dia 1 de Janeiro de 2013... Eu não consigo dizer. Estou num curso que não gosto, com pessoas com quem não consigo ter um elevado grau de intimidade, talvez por vê-las poucas vezes, não sei, o meu avô tem uma doença grave e no campo do amor, bem, é melhor nem entrarmos por aí porque seria o descalabro total. Há toda uma instabilidade que recai sobre mim, como se eu já não conseguisse perceber quem sou, o que quero, pelo que luto. Basicamente, vivo atrelada a um passado que me proporcionou dias de felicidade intensa e a um futuro que vislumbro tudo menos risonho. Será isto apenas uma fase? Eu espero que sim e espero sobretudo ter a força necessária para a ultrapassar. Vá agora não liguem ao que disse e me venham perguntar "o que se passa Joana?!?". Só me apeteceu desabafar e, em vez de ouvir música como a maior parte dos jovens, escrevo.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Sentimentos contraditórios

Sabem quando não querem uma coisa, mas sabem que têm de a fazer? É isso que se passa neste momento. Não quero, juro que não quero, até porque já se passou tanta coisa, passou tempo suficiente para marcar, para deixar réstias de memória. Mas às vezes o "querer" não é tudo. Há atitudes que têm de ser tomadas e os acontecimentos mais recentes vieram corroborar a minha teoria de que não vale, de todo, a pena. Saí do meu porto de abrigo e andei à deriva, perdida, sem rumo, aliás não sei quando vou recuperar a minha rota, o que irei fazer, para onde seguir, mas sei o que não quero. Sei do que estou farta, cansada, dilacerada. Chega a um ponto que temos de dizer basta, pois mais do que gostar de outra pessoa, temos de gostar de nós. Um dia vou ganhar novo rumo, vou reencontrar-me. Afinal de contas, todos nós temos uma oportunidade que não podemos, de todo, deixar escapar. Só que eu tendo a insistir em casos perdidos, na esperança cega de que algo mude. Mas nada muda. Nós é que temos de mudar e eu? Virei a página. For real.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Amo incondicionalmente

Sou uma apaixonada nata, apaixonada pela vida, pelo amor, pelo romance... Mas não é fácil eu apaixonar-me perdidamente por alguém. Todavia, quando amo, amo de verdade. E quando o sentimento é verdadeiro, genuíno, puro não consigo nem por nada deste mundo deixar de amar. Há pessoas que entram na minha vida e entram de tal forma no meu coração que não as consigo retirar nem por nada. No entanto consigo afastar-me, consigo viver com a minha dor, consigo ser racional ao ponto de viver de sonhos - que incongruência, eu sei - mas acreditem, há racionalidade suficiente para viver daquilo que não se gosta e sonhar com aquilo que se ama. Se sou uma pessoa sã? Não sei. Mas habituei-me ao "longe da vista, longe do coração"... E acredito fervorosamente que o amor verdadeiro existe, não como num conto de fadas, mas como uma brilhante comédia romântica.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Man of my life

Há segredos que a vida guarda que eu desconheço totalmente. Não consigo compreender vários porquês. Se eu quero e tu queres porque é que não resulta? Porque é que existem factores externos que não deixam que levemos a cabo algo que já construímos há tanto tempo atrás? Fico a olhar para as fotos, para os textos escritos e sinto que é tudo tão verdadeiro... Às vezes tento imaginar o futuro e não consigo fazê-lo sem que faças parte dele. É que, por mais episódios que a minha vida tenha tido, tu és o episódio final. E quando penso na pessoa que me espera no altar, penso em ti. E na pessoa que me fez mais feliz, penso em ti. Às vezes acho que o que me falta é força. Mas sempre fui assim, sabes? Nunca lutei muito pelo que queria, sempre preferi aceitar o fim quando não dá. Contigo é diferente. Tento seguir em frente, tento que tudo pareça bem à minha volta, mas a verdade é que não me desprendo de ti, de nós, do que fomos e poderíamos ser. A vida dá muitas voltas, tantas! E eu acredito no destino, que duas pessoas estão destinadas a estarem juntas. E que só há uma cara metade para cada um de nós. Sabes aquele brilho nos olhos quando se fala de uma pessoa? Elas dizem que só o tenho contigo. A vida dá-me pistas de que erro, sussurra-me o que devo fazer, mas eu ignoro, na esperança de encontrar a felicidade sem tanto esforço. No entanto, quando me deito na almofada, mesmo antes de adormecer, vejo-te à minha espera de smooking e com a mão esticada e, quando os nossos olhares se tocam, eu sinto que posso dormir em paz, porque tu estás sempre comigo, mesmo que não estejas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Cala-te Joana Filipa

Hoje escrevi um texto grande, bonito, sentido, de coração. Mas escrevi-o no meu diário. Porque se o escrevesse aqui... Ui! Nem quero imaginar certas reacções.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Our love story

As minhas memórias estão compartimentadas, guardadas em pequenos pedaços de mim, que tento manter guardados para não interferirem com o meu presente. Existem, contudo, certos acontecimentos que vêm trazer ao de cima todos os sentimentos guardados e me fazem lembrar de tudo... Em dias como o de hoje, volto a sentir saudades. De um simples olhar, que ainda sei de cor. De um sorriso brilhante que ainda guardo no coração. Não consigo evitar pensar e dói saber que já não é presente, que a vida seguiu e tomou um novo rumo, da qual um "nós" não faz parte. As lágrimas vão escorrendo à medida que vejo fotos antigas, textos escritos cheios de amor, mensagens que ficaram por apagar. E o pior? O pior é que me lembro de tudo como se fosse hoje. Como se, por vezes, o passado fosse presente na minha cabeça, e eu construísse a nossa história desta vez sem erros irremediáveis. Não fui perfeita, não sou perfeita, mas sei que o que sinto é puro, único, genuíno e que por mais tempo que passe, se há coisas que nunca se vão apagar, este sentimento é uma delas, pois já há muito tempo que assim o é. Às vezes gostava se conseguir pôr tudo para trás das coisas, estar bem com as minhas escolhas e seguir o meu caminho sem olhar para trás, mas a verdade é que, à mínima coisa, a tua luz volta a brilhar e, mesmo sem que eu queira, lembra-me do quão feliz já fui quando era somente "eu", e só conseguia ser assim quando me olhavas nos olhos e dizias "nunca te vou deixar"...

sábado, 19 de janeiro de 2013

Time goes by

Sabem aquela sensação de estarem onde não pertencem? De fazerem o que não gostam? De viverem o que não querem? O tempo não espera pelas decisões certas nem nos dá momentos extra que nos deixe remediar os nossos erros. Cada segundo mal passado é um segundo perdido. Cada ínfimo pedaço de vida desperdiçado com aquilo que nada nos diz, é tempo naufragado sem retorno. O somatório de todos esses segmentos pode formar uma eternidade. E triste é olhar para trás com uma lágrima no olho e não com um sorriso no rosto, mas a verdade é que desperdiçamos a nossa felicidade com pormenores sem importância e no fim ficamos com o nosso orgulho, a nossa arrogância, a nossa personalidade forte e intransigente, contudo com o coração vazio, apartado de sentimento. Possuímos todos os valores intrínsecos ao nosso "eu", todavia sem aquilo que mais deveria importar - uma vida preenchida. E quando cogito acerca desta temática não consigo evitar sentir um enorme pesar na alma porque, de facto, sei que já perdi muita coisa que não devia ter perdido, umas derivadas de erros fatais, outras simplesmente porque o orgulho foi demasiado grande para ser posto de lado. E esta segunda razão é realmente triste... Os dias passam, a vida escorre numa ampulheta cuja areia um dia irá findar e, muitas vezes, mesmo antes de adormecer, as gotas de sal começam a verter copiosas dos olhos envermelhecidos. A dor emerge e colapsa sôfrega de tanto acorrentada. Mas às vezes é mesmo assim: deparamo-nos com um presente jamais imaginado por não termos coragem de simplesmente ignorar o que deve ser ignorado. Inocente ou não, cresci com aqueles filmes da Disney que enganam as raparigas com o príncipe encantado e a vida perfeita, mas guess what? Eu ainda acredito no "felizes para sempre"

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Desapego do passado

Sou daquelas pessoas que tende a ficar presa ao passado, às memórias, às lembranças, mas hoje, sem saber bem como, "fez-se luz". Às vezes o que precisamos, o que nos faz bem, o que nos acorda com um sorriso e nos adormece com consolo está ali mesmo à nossa frente e nós é que não queremos ver. Lutamos por causas perdidas e inglórias na tentativa desesperada que aquilo que gostamos nos faça feliz. Mas a verdade é que aquilo que queremos e aquilo que precisamos nem sempre são a mesma coisa. Chega um dia que nos fartamos das lágrimas perdidas em vão e queremos é colectar sorrisos, gargalhadas e bem-estar. Para isso abdicamos daquilo que tanto desejamos, mas que tanta mágoa nos causa, em prol de algo novo, genuíno e que nos relembra que a vida é feita de alegrias e não de melancolia. Hoje peguei no telemóvel, apaguei as mensagens antigas e adivinhem? Sorri.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Esquecimento


Há coisas que acabam sem motivo aparente. Acabam, simplesmente. De um momento para o outro deixamos de conhecer uma pessoa e passamos a ver outra, como se o invólucro fosse apenas isso - uma capa vazia sem conteúdo. Aquilo que alguém fora outrora para nós, a forma como nos tratava, o lado que mostrava evaporara-se num piscar de olhos. Repentinamente passamos de "tudo" a "nada". Assim, sem mais nem menos. E quando nos perguntam o porquê, respondemos que foi um "acumular de situações". Um acumular? Pergunto eu. Quem ama, fica. Não desiste. Não vira as costas. Quem ama, luta. Dá tudo. O que tem e o que não tem. Não desperdiça um futuro porque se cansou. Picos? Altos e baixos? Todos temos. No entanto, o mal está quando ficam coisas por resolver, palavras por dizer, sentimentos por findar... O pior mesmo é quando tudo acaba e o nosso coração continua sem aceitar esse facto. E, na verdade, ele tem razão. Porque não lhe demos um motivo suficientemente forte para ele poder esquecer. Limitamo-nos a iludi-lo com um "não deu". Justificação essa que para um coração apaixonado não chega, de todo. No fim, continuamos a chorar quando o assunto devia estar enterrado e os suspiros sucedem-se à mínima lembrança. Os sentimentos não morrem se não forem enterrados. E quem quer enterrar aquilo que nos fez companhia durante tanto tempo? Que nos encheu de sorrisos? O tempo passa, sucede-se... Mostra-nos que "há um ano atrás..." era assim e agora é doutra maneira. No fundo, no fundo a pergunta fulcral é a seguinte: até que ponto conseguimos verdadeiramente esquecer?

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

And I wonder if I ever cross your mind

Interrogo-me, de verdade. Porque penso que quando te perguntas se estás na minha mente, achas que não. Aliás, achas certamente que és uma página virada, um capítulo encerrado, um acontecimento que cessou e ficou pelo passado. Era melhor que assim fosse. Mas não é. E o que acontece realmente é que penso em tudo. Naqueles momentos em que estou sentada a olhar para o vazio, eis que imagens se começam a formar na minha cabeça, algo que vem directamente dos confins do coração e me adormece o pensamento. Por breves segundos estás ali, a dar-me a mão, a deixar-me encostar a cabeça ao teu peito. É passado. Não, não é. Porque passado é quando está para trás das costas, passado é quando está arrumado. É quando não incomoda. É quando já não faz chorar. Tu mexes. Fazes vibrar. Tu estás aqui não estando. Tu, tu, tu. Por muito que aches que não, és tu. Não lês isto, que não leias. Não escrevo para que saibas, escrevo porque quero partilhar. Não contigo, isso já não vale a pena... Mas com outros. Com quem já teve amores passados/presentes. Com quem já suspirou quando pensava ter esquecido. Com quem morre de saudade de um sorriso dado outrora todas as manhãs. O pior é que te sei de cor. Sei onde deves andar, o que deves pensar. Sei que sabes que ainda estou aqui, apesar de não quereres acreditar. Sei que sabes. Não quero fazer sentido com o que digo. Quero falar, e falar. Porque como o grande Bob diz "saudade é um sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos". E ela escorre, todas as noites, antes de adormecer. Despeço-me de ti assim, com um soluço amargurado e sonhos profundos. Despeço-me não havendo nada para despedir. Estou aqui. No melhor e no pior. Mas um dia vou deixar de estar, porque como a Lexie da Anatomia de Grey diz "I love you, but I don't wanna love you. I want to be happy."

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Choro

Deito-me na cama e, quase sem dar por isso, as lágrimas escorrem silenciosamente pelo rosto. Nem eu sei bem pelo que choro, só sei que tenho vontade de chorar. Talvez pela falta, talvez pela indiferença, talvez pelo que ficou por viver. Não sei. Choro pela saudade. Sim, deve ser pela saudade. Ou então não. Choro porque já não é presente e se transformou em passado. É isso, choro pelas memórias. Choro porque são demasiado boas e eu não as consigo apagar. Fico em silêncio, de olhos fechados e com a almofada cor-de-laranja contra o peito. Aperto-a com força. E revivo os momentos. Escassos momentos de imensa alegria. Mas são memórias. Aquecem, consolam, mas não nos fazem feliz. Porque não são verdade. E pior ainda, é que foram verdade, um dia, mas deixaram de o ser. E o que magoa mais não é não ter, é saber que já se teve. É um pesadelo, apenas um pesadelo do qual vou acordar. E quando acordar tu vais estar lá, a olhar para mim, com os teus olhos brilhantes e dirás "foi só um sonho, princesa, eu estou aqui e estarei sempre".

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Still love him

Enquanto apagares o número dele, o evitares na rua, deixares de ir ao sítios que ele vai, souberes o que ele faz pelo que os amigos te dizem, não lhe falares, ficares incomodada com a presença dele, afastares avidamente todas as memórias que têm juntos, derramares uma lágrima ao veres fotos, recordares o passado com nostalgia e te apetecer que ele morra... Enquanto isso acontecer, ainda o amas. Já dizia Érico Veríssimo que o contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença. Porque enquanto o odiares pelo quanto ele te magoou, enquanto as lágrimas te escorrerem pelo rosto quando uma memória te assombra e o soar do nome dele te provocar um calafrio, há amor. É quando as notícias acerca do que ele faz te passarem ao lado, quando vê-lo na rua for como ver qualquer outra pessoa, quando o telemóvel tocar e tu atenderes sem quebras na voz e tremer nas pernas, aí, e só nessa altura, podes dizer que o esqueceste. Que é uma página virada. Um capítulo encerrado. Uma memória armazenada. Até lá? Até lá conforma-te - ainda o amas, por tempo indeterminado.